{"id":1006,"date":"2020-09-02T10:55:28","date_gmt":"2020-09-02T13:55:28","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1006"},"modified":"2021-01-11T19:08:44","modified_gmt":"2021-01-11T22:08:44","slug":"o-garoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/o-garoto\/","title":{"rendered":"O Garoto"},"content":{"rendered":"<p>Com O GAROTO (50\u2019), EUA (1921), Charles Chaplin ressurge, de forma magn\u00edfica, de um per\u00edodo de crise criativa. J\u00e1 famoso e reconhecido, podemos afirmar que com este filme o produtor, o roteirista, o diretor e o ator Chaplin fincam de vez os dois p\u00e9s na fama reservada aos grandes nomes da s\u00e9tima arte. \u00c9 seu passo definitivo. Se juntarmos \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es pessoais que afetaram profundamente seu processo criativo o t\u00e3o conhecido perfeccionismo chapliniano, podemos calcular o esfor\u00e7o sobre-humano despendido por ele para chegar ao resultado art\u00edstico desejado para este filme. \u00c9 um salto de maturidade, pessoal e art\u00edstica. Art\u00edstica, pelo que j\u00e1 dissemos, em parte, acima, e pessoal, porque ele, de certa forma, visita emocionalmente sua inf\u00e2ncia, os tempos em que o garoto Charlie Chaplin passara seus dias em um orfanato, em Londres. Como viria a afirmar o homem Chaplin, vivera ele dentro de uma inf\u00e2ncia tr\u00e1gica.<\/p>\n<p>O filme apresenta uma estrutura relativamente simples. A m\u00e3e de um rec\u00e9m-nascido \u00e9 rejeitada pelo pai do seu filho. Ela ent\u00e3o resolve abandonar o beb\u00ea, colocando-o dentro de um carro estacionado em frente a uma mans\u00e3o. Queria assim dar ao filho um destino glorioso. Mas o drama chapliniano entra em a\u00e7\u00e3o e o carro \u00e9 logo roubado. E o beb\u00ea chor\u00e3o \u00e9 novamente abandonado pelos ladr\u00f5es no ch\u00e3o de uma ruela qualquer. Quem vai encontrar o beb\u00ea? O Vagabundo, l\u00f3gico. E aqui a narrativa de fato come\u00e7a, com um Chaplin enchendo a tela daquela poesia feita de pequenos gestos que v\u00e3o construindo situa\u00e7\u00f5es profundamente humanas. E sua tarefa \u00e9 facilitada pela excepcional atua\u00e7\u00e3o do garoto, agora com cinco anos, o ator mirim Jackie Coogan, que, sem medo, desenha diante de nossos olhos um mosaico expressivo de emo\u00e7\u00f5es infantis, desprovidas de qualquer filtro.<\/p>\n<p>Para oferecer uma ideia da organicidade dram\u00e1tica do filme, podemos dividi-lo em tr\u00eas momentos distintos.<\/p>\n<p>Primeiro, temos o in\u00edcio do filme, que come\u00e7a quando a m\u00e3e (Edna Purviance) sai do hospital p\u00fablico, onde dera \u00e0 luz o beb\u00ea, percorre todo o trajeto de abandono do filho, at\u00e9 chegar \u00e0 decis\u00e3o do Vagabundo, que ap\u00f3s a leitura do bilhete deixado pela m\u00e3e, resolve assumir os cuidados pela crian\u00e7a. S\u00e3o magistrais nove minutos de uma precis\u00e3o narrativa rara de se encontrar no cinema. Predomina nesta primeira parte o drama da m\u00e3e, que se v\u00ea impelida a abandonar o filho. A decis\u00e3o do Vagabundo parece vir amenizar a dor materna, mas n\u00e3o \u00e9 o que acontecer\u00e1. A dor da m\u00e3e s\u00f3 se aplacar\u00e1 com o reencontro do filho, o que vai dar impulso dram\u00e1tico \u00e0s cenas finais do filme. A sequ\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es burlescas, em que o Vagabundo tenta de tudo para se ver livre do beb\u00ea, parece n\u00e3o ter fim. Torcemos, angustiados, para que ele leve de uma vez o beb\u00ea para casa!<\/p>\n<p>A segunda parte \u00e9 de pura magia c\u00f4mica, e vai at\u00e9 o trig\u00e9simo primeiro minuto do filme. \u00c9 Chaplin esculpido em carrara! Na sua quintess\u00eancia, catapultado \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o pela tamb\u00e9m perfeita atua\u00e7\u00e3o do garoto Jackie Coogan, transformado no s\u00f3sia mirim do Vagabundo. Quem cuida de quem, quem imita quem, essa troca de pap\u00e9is \u00e9 a cereja c\u00eanica de <em>O Garoto<\/em>. S\u00e3o os momentos em que a tela se enche de ternura, transborda humanidade, \u00e9 quando sentimos que a vida pode nos oferecer momentos de reden\u00e7\u00e3o. Ou, pelo menos, de esquecimento de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>E, por fim, a terceira parte, quando predomina novamente o drama. O garoto cai doente e o asilo p\u00fablico interfere, separando o garoto do Vagabundo. E o drama se completa na a\u00e7\u00e3o heroica do Vagabundo, ao salvar o garoto das garras do orfanato, colidindo aqui com a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio garoto Chaplin, que o diretor reconstr\u00f3i atrav\u00e9s do cinema. O artista n\u00e3o se separa da sua vida.<\/p>\n<p>Por fim, permeando as tr\u00eas atmosferas do filme, acompanhamos o processo de culpa da m\u00e3e pelo abandono do filho. Mas o destino, na caneta generosa do roteirista Chaplin, j\u00e1 est\u00e1 tra\u00e7ado.<\/p>\n<p>A narrativa se fecha num melodrama comovente, sim, ao estilo de Chaplin, mas sem cair no vitimismo. Chaplin \u00e9 um artista, ele precisa narrar a vida, mas precisa tamb\u00e9m preservar a arte. Para isso, usa uma ferramenta poderosa, o humor cravejado de ironia, estrat\u00e9gia esta que eleva o filme a uma imensa altura art\u00edstica, fechando o ciclo de uma filmografia que vem para prestar contas de um passado que, se n\u00e3o se fecha, pelo menos se consola em si mesmo.<\/p>\n<p>Parece-nos dif\u00edcil descrever aqui, neste curto espa\u00e7o, tantas cenas que mereceriam aten\u00e7\u00e3o especial, tamanha a perfei\u00e7\u00e3o art\u00edstica com que elas s\u00e3o cuidadosamente constru\u00eddas. J\u00e1 se sabe do perfeccionismo exagerado de Chaplin, que o fez inclusive ter s\u00e9rios problemas com as distribuidoras, que passaram a n\u00e3o ter paci\u00eancia em esperar pelo pr\u00f3ximo filme do diretor. Esta situa\u00e7\u00e3o levaria Charles Chaplin, em 1919, junto com Douglas Fairbanks, Mary Pickford e o famoso diretor David W. Griffith a criarem a United Artists, uma oportunidade para os artistas escaparem \u00e0 tirania comercial dos grandes est\u00fadios.<\/p>\n<p>Em suma. Agora Chaplin est\u00e1 livre para acompanhar a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o (tecnol\u00f3gica e art\u00edstica) do cinema naquela d\u00e9cada de 1920, que pede cada vez mais varia\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o, pois agora as narrativas precisam caber \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o nos sonhos de milh\u00f5es de espectadores que come\u00e7am a se acostumar a consumir as ilus\u00f5es projetadas nas telas. Charles Chaplin n\u00e3o se acanha, n\u00e3o se encolhe. Pelo contr\u00e1rio. Arremessa-se criativamente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s suas grandes obras, provando mais uma vez que na arte n\u00e3o bastam as t\u00e9cnicas. Precisam-se dos sonhos, das esperan\u00e7as, do cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que Chaplin se encontrar\u00e1 definitivamente com o cinema. Mergulhando nas profundezas de sua pr\u00f3pria arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com O GAROTO (50\u2019), EUA (1921), Charles Chaplin ressurge, de forma magn\u00edfica, de um per\u00edodo de crise criativa. 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