{"id":1043,"date":"2020-08-17T12:08:16","date_gmt":"2020-08-17T15:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1043"},"modified":"2020-12-27T14:31:56","modified_gmt":"2020-12-27T17:31:56","slug":"gritos-e-sussurros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/gritos-e-sussurros\/","title":{"rendered":"Gritos E Sussurros"},"content":{"rendered":"<p>O ic\u00f4nico filme de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.assistoporquegosto.com.br\/blog\/index.php\/novembro-especial-ingmar-bergman\/\">Ingmar Bergman<\/a>, GRITOS E SUSSURROS (90\u2019), Su\u00e9cia (1972), nos remete a um mosaico de sensa\u00e7\u00f5es perturbadoras e sentimentos imprecisos, os quais vamos experimentando ao longo de uma sequ\u00eancia de cenas de gritos e sussurros. Por tr\u00e1s de cada sussurro, h\u00e1 algo que n\u00e3o \u00e9 revelado. Por tr\u00e1s de cada grito, uma dor que insiste em ficar calada. \u00c9 a inconfund\u00edvel percep\u00e7\u00e3o de que a vida nos arrebata para o nada. Bergman, em noventa minutos, faz um laborat\u00f3rio de conflitos da exist\u00eancia humana. Ele parece nos colocar frente \u00e0 nossa terr\u00edvel incapacidade de compreender nossos pr\u00f3prios movimentos. E esta incompreens\u00e3o nos sufoca.<\/p>\n<p>Agnes, morando numa suntuosa casa de campo da fam\u00edlia, padece de doen\u00e7a cr\u00f4nica e \u00e9 assistida pela servi\u00e7al Anna, de quem recebe cuidados e afeto. Eventualmente, recebe a visita das duas irm\u00e3s, Maria, casada com Joakim (Henning Moritzen), e Karin, casada com Fredrik (Georg \u00c2rlin). O filme se situa no momento em que a sa\u00fade de Agnes piora. \u00c9 neste clima de doen\u00e7a e morte que as tr\u00eas irm\u00e3s se re\u00fanem pela \u00faltima vez.<\/p>\n<p>Ao confrontar presente e passado, v\u00e3o emergindo tr\u00eas personalidades constitu\u00eddas dentro de uma mesma fam\u00edlia, ou, mais precisamente, tr\u00eas mulheres refletindo a heran\u00e7a maldita de uma mesma m\u00e3e. Bergman n\u00e3o esquece a m\u00e3e para explicar o adulto. Aqui, em\u00a0<em>Gritos e Sussurros<\/em>, ele come\u00e7a a discutir essa rela\u00e7\u00e3o destrut\u00edvel entre m\u00e3e e filha, e que ele viria a aprofundar mais tarde, em\u00a0<em>Sonata de Outono<\/em>, 1978.<\/p>\n<p>A estrutura existencial do filme se assenta, portanto, no afeto, um exerc\u00edcio humano b\u00e1sico, mas que, mal desenvolvido, pode vir a ser devastador na vida adulta.<\/p>\n<p>Agnes (Harriet Andersson) passa a vida procurando o afeto que lhe foi negado pela m\u00e3e. E mesmo assim, purgando suas dores, relembra a m\u00e3e com carinho e respeito. Tem na compreens\u00e3o o \u00e1libi para a sua infelicidade.<\/p>\n<p>Maria (Liv Ullmann), presa emocionalmente \u00e0 inf\u00e2ncia, exige das pessoas com quem convive excessos de afeto para poder fazer valer sua condi\u00e7\u00e3o de filha preferida. E, como a menina mimada, ela oferece o afeto para logo em seguida pedi-lo de volta. O afeto \u00e9 dela, propriedade sua. Como uma barra de chocolate.<\/p>\n<p>Karin (Ingrid Thulin), a terceira irm\u00e3, se refugia na frieza como forma de negar sua necessidade de afeto ausente. N\u00e3o tenho necessidade nenhuma de ser perdoada, proclama Karin, que ir\u00e1 protagonizar uma das cenas mais terr\u00edveis \u2013 e perfeitas \u2013 do cinema. Karin representa a dor petrificada. Dor que destr\u00f3i. Mas ela encontra na raz\u00e3o o controle do seu viver. \u00c9 a lucidez que a mant\u00e9m longe do abismo.<\/p>\n<p>E, por fim, Anna (Kari Sylwan), a criada que, ao perder a filha ainda crian\u00e7a, canaliza sua dor e seus afetos para a enferma Agnes. Mesmo esse afeto, que aparenta ser verdadeiro, \u00e9 ele constru\u00eddo em cima de uma hist\u00f3ria ps\u00edquica e n\u00e3o fruto espont\u00e2neo de um mero exerc\u00edcio humano.<\/p>\n<p>Assim tecemos o painel existencial das tr\u00eas irm\u00e3s, evidente, exist\u00eancias perturbadas que v\u00e3o explodir em sofrimentos e desilus\u00f5es.<\/p>\n<p>E para tra\u00e7ar este painel terrificante, e sumariamente ir\u00f4nico, em exuberantes vermelhos e brancos, o artista Bergman se vale das poderosas armas que possui. E aqui vale descrev\u00ea-las, rapidamente, uma a uma. \u00c9 o Bergman dominado pela sua gan\u00e2ncia est\u00e9tica, da qual faz, neste magn\u00edfico trabalho, sem pudores, uso absoluto.<\/p>\n<p>Sua rigorosa prepara\u00e7\u00e3o de atores, aprendida e treinada nos palcos dos teatros suecos, \u00e9 trazida para o filme em dimens\u00f5es quase \u00e9picas, como se ele ousasse colocar o teatro dentro do cinema, nos parece, com um \u00fanico objetivo. O de que seu filme\u00a0<em>Gritos e Sussurros<\/em>\u00a0tomasse propor\u00e7\u00f5es humanas assustadoras.<\/p>\n<p>Esta impress\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pelos demorados e fechad\u00edssimos\u00a0<em>closes<\/em>\u00a0sobre o rosto das atrizes, deixando que os movimentos faciais exalem os sentimentos e as emo\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desenhar o horror da condi\u00e7\u00e3o humana. A pr\u00f3xima dor pode explodir num simples olhar, como a cena de Agnes, logo no in\u00edcio do filme, supurando desesperadamente sua dor f\u00edsica. \u00c9 teatro vivo, em quadros cinematogr\u00e1ficos. Com exageros, talvez. Mas \u00e9 o demon\u00edaco Bergman se apoderando dos recursos t\u00e9cnicos da arte do cinema com a finalidade de eternizar a vida em momentos que s\u00f3 s\u00e3o oferecidos pelo teatro, essa arte viva do instant\u00e2neo.<\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios, de uma exuber\u00e2ncia massacrante, s\u00e3o constru\u00eddos pelo excesso de detalhes, em formas e cores, que v\u00e3o compor a ess\u00eancia dominante da mat\u00e9ria rica sobre a alma aprisionada. Tudo \u00e9 apar\u00eancia, nos diz Bergman, com seus cen\u00e1rios cuidadosamente opressivos.<\/p>\n<p>A outra arma, muito conhecida, e que inclusive levou Sven Nykvist a ganhar o\u00a0<em>Oscar<\/em>, \u00e9 a fotografia, de um vermelho descarado que, como diria o pr\u00f3prio Bergman, retrataria as camadas da alma humana.<\/p>\n<p>E os figurinos? Exuberantes, assustadores, desenhados por m\u00e3os m\u00e1gicas, onde predominam os tons brancos.<\/p>\n<p>E, para finalizar, vamos falar dos homens. Como se percebe, eles t\u00eam presen\u00e7a quase inexistente. Para alguns, nenhuma import\u00e2ncia. Parece-nos que \u00e9 o contr\u00e1rio. S\u00e3o t\u00e3o importantes que n\u00e3o precisam aparecer. \u00c9 a mulher que se debate dentro de um sistema constru\u00eddo e imposto pelo homem, portanto, quem tem que gritar \u00e9 a mulher! N\u00e3o h\u00e1 gritos e sussurros para homens neste filme. Mesmo para Joakim, que tenta o suic\u00eddio por causa da trai\u00e7\u00e3o da esposa, Maria. Ora, caro espectador, nesse sistema de c\u00f3digos de honra, o que pesa mais, a trai\u00e7\u00e3o da mulher ou a perda da posse da mulher para outro macho?<\/p>\n<p>A estrutura social colocada acima nos leva para onde? Para um tema que \u00e9 muit\u00edssimo caro a Bergman. O casamento. Este \u00e9 o pano de fundo do filme.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o casamento sen\u00e3o a oportunidade para exercitar o afeto? Pois, ent\u00e3o. O vazio criado pela aus\u00eancia de exerc\u00edcios de afeto gera a mentira. Esta \u00e9 a raz\u00e3o, nos parece, da fal\u00eancia dos casamentos bergmanianos. Para os infelizes, de lado a lado, s\u00f3 restam duas atitudes. Para o homem, o dom\u00ednio da frieza; para a mulher, a lucidez do grito, como faz Karin, ao proclamar que \u201ctudo n\u00e3o passa de uma s\u00e9rie de mentiras!\u201d. H\u00e1 quem grite, h\u00e1 quem sussurre, mas, no final das contas, a infelicidade \u00e9 a mesma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ic\u00f4nico filme de\u00a0Ingmar Bergman, GRITOS E SUSSURROS (90\u2019), Su\u00e9cia (1972), nos remete a um mosaico de sensa\u00e7\u00f5es perturbadoras e sentimentos imprecisos, os quais vamos experimentando ao longo de uma sequ\u00eancia de cenas de gritos e sussurros. Por tr\u00e1s de cada sussurro, h\u00e1 algo que n\u00e3o \u00e9 revelado. 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