{"id":1087,"date":"2020-08-01T13:51:50","date_gmt":"2020-08-01T16:51:50","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1087"},"modified":"2020-12-28T13:19:05","modified_gmt":"2020-12-28T16:19:05","slug":"pulp-fiction","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/pulp-fiction\/","title":{"rendered":"Pulp Fiction"},"content":{"rendered":"<p>Para uma obra de arte sobreviver como tal, pressup\u00f5e-se que ela tenha vida pr\u00f3pria. Parece \u00f3bvia esta afirma\u00e7\u00e3o, mas ela \u00e9 tudo. Ter vida pr\u00f3pria \u00e9 o que diferencia algu\u00e9m de algu\u00e9m, algo de algo. Para a arte podemos dizer que h\u00e1 o estilo. Aquilo que \u00e9 inerente, que \u00e9 intr\u00ednseco. \u00c9 pr\u00f3prio. Nesta perspectiva, PULP FICTION (134\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Quentin Tarantino, EUA (1994), \u00e9 o filme que consolida o estilo do diretor e o coloca no pante\u00e3o da originalidade. Ele j\u00e1 havia sido aclamado por seu primeiro filme, <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/caes-de-aluguel\/\">C\u00e3es De Aluguel<\/a><\/em>, onde j\u00e1 estabelecia sua est\u00e9tica e mostrava alguns elementos b\u00e1sicos da sua filmografia. Com\u00a0<em>Pulp Fiction<\/em>, ele apenas consolida o que j\u00e1 estava para ser consolidado. Sim. Para Quentin Tarantino n\u00e3o bastou ter estilo. Ele quis ser o estilo, aquele que, al\u00e9m de inconfund\u00edvel, \u00e9 inigual\u00e1vel. A ser imitado.<\/p>\n<p>Apesar da n\u00e3o linearidade, o roteiro \u00e9 simples, e \u00e9 nesta simplicidade que est\u00e1 a funcionalidade do filme. Basta dizer o seguinte. Os caras, dois, v\u00e3o a uma pizzaria, e bem na hora que acabam de sentar e um deles ir ao banheiro, um casal, homem e mulher, nervosos, sobem nas cadeiras e d\u00e3o voz de assalto. Esta a\u00e7\u00e3o de desespero pode ser o in\u00edcio e o final do filme. O roteiro se fecha, como uma ostra, nesta l\u00f3gica. Come\u00e7o e fim se juntando para formar uma simples e r\u00e1pida sinopse. Mas\u2026 Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples! Nem t\u00e3o r\u00e1pida, j\u00e1 que entre a voz de assalto e o desfecho transcorrer\u00e3o quase duas horas de filme. Este \u00e9 Tarantino. Faz da aparente simplicidade um engenhoso jogo de for\u00e7as que dar\u00e1 f\u00f4lego dram\u00e1tico a uma sequ\u00eancia de acontecimentos que parecem caminhar a esmo, mas que, do contr\u00e1rio, giram numa espiral narrativa bem precisa. Afinal, s\u00e3o quatro hist\u00f3rias que se entrela\u00e7am, se contorcem, e v\u00e3o desembocar, aparentemente, no nada. Mas o suficiente para o espectador perceber que ele est\u00e1 diante de um filme monumental.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, os filmes de Tarantino s\u00e3o um reposit\u00f3rio de intelig\u00eancias. Tudo \u00e9 muito bem pensado e marcado. Nada \u00e9 gratuito. Qualquer coisa, um pequeno capricho, um olhar, uma insinua\u00e7\u00e3o, tudo pode integrar, organicamente, o corpo da trama. Desde que sugiram, evidente, golpes de criatividade. \u00c9 a ideia \u00fatil a servi\u00e7o do resultado. Nesta l\u00f3gica, podemos mencionar elementos aparentemente sem qualquer compromisso com a narrativa, mas que adquirem uma for\u00e7a moment\u00e2nea, cuja utilidade c\u00eanica vai al\u00e9m do mero capricho. O sandu\u00edche, numa das cenas ic\u00f4nicas do filme, \u00e9 um exemplo desta proposital fortuidade, o que prova a habilidade de Tarantino na manipula\u00e7\u00e3o dos adere\u00e7os para mover a estrutura narrativa do filme. Adere\u00e7o, sabemos, \u00e9 tudo aquilo que podemos manipular com as m\u00e3os. Ou com os p\u00e9s, no caso, por exemplo, de uma bola de futebol. Esta \u00e9 a ess\u00eancia da espetaculariza\u00e7\u00e3o. A habilidade em dar explos\u00e3o m\u00e1xima ao desimportante, no caso, o sandu\u00edche, no desfecho perfeito da grande cena.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta o sandu\u00edche. Adere\u00e7o bom \u00e9 adere\u00e7o que faz jorrar sangue. \u00c9 o que o espectador espera. Porque, em Tarantino, jorrar sangue \u00e9 t\u00e3o natural quanto espocar uma garrafa de champanhe. E a banalidade \u00e9 criada pela destreza fulminante com que o adere\u00e7o (um rev\u00f3lver, porrete ou escopeta) \u00e9 preparado para entrar em a\u00e7\u00e3o. E \u00e9 justamente nesta prepara\u00e7\u00e3o que reside a proposta est\u00e9tica de Quentin. \u00c9 a precis\u00e3o r\u00edtmica no uso do adere\u00e7o que dar\u00e1 \u00e0 cena a grandiosidade do absurdo.<\/p>\n<p>S\u00f3 que todo golpe de a\u00e7\u00e3o (pequenos cl\u00edmaces), para ser perfeito, que gere no espectador o impacto necess\u00e1rio que o fa\u00e7a aderir incondicionalmente \u00e0 narrativa, tem que ser muito bem preparado. A narrativa ainda \u00e9 aristot\u00e9lica. Para ter o fim tem que ter o come\u00e7o, n\u00e3o importa a ordem. Quer dizer, para ter a pr\u00f3xima a\u00e7\u00e3o tem que ter uma anterior que a prepare. E a narrativa, para ser vibrante, tem, sim, que se submeter ao eterno embate entre pensamento e emo\u00e7\u00e3o, inst\u00e2ncias que se digladiam, o tempo todo, pela preval\u00eancia. Ora! Numa perspectiva hollywoodiana, quanto mais predominar a emo\u00e7\u00e3o maior o ganho! E aqui vamos entrar numa efic\u00e1cia bem tarantiana, vista em outros de seus filmes, o anterior,\u00a0<em>C\u00e3es de Aluguel<\/em>, e os que viriam na sequ\u00eancia a\u00a0<em>Pulp Fiction<\/em>,\u00a0<em>Kill Bill<\/em>, <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/os-oito-odiados\/\">Os Oito Odiados<\/a><\/em>, e, principalmente, em <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/bastardos-inglorios\/\">Bastardos Ingl\u00f3rios<\/a><\/em>.\u00a0O uso ferramental do di\u00e1logo extensivo e delirante como gerador de tens\u00e3o no preparo cuidadoso ao momento fatal. Falar de Tarantino \u00e9 falar n\u00e3o s\u00f3 do visual, a imagem, que \u00e9 cinema puro. \u00c9 tamb\u00e9m falar, e muito, do oral, a fala, cuja funcionalidade \u00e9 dar \u00e0s imagens sua pot\u00eancia art\u00edstica. E, neste caso, a morte simboliza o fluxo m\u00e1ximo da consolida\u00e7\u00e3o desta pot\u00eancia, leia-se, poder. S\u00f3 que o poder \u00e9 temporal. Para se perpetuar, ele vai precisar da pr\u00f3xima morte. E Tarantino sempre soube disto.<\/p>\n<p>Vincent Vega (John Travolta) e seu comparsa de crimes, Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) v\u00e3o a um apartamento buscar a mala de dinheiro que alguns bandidos menores tiveram a ousadia de roubar do chef\u00e3o da m\u00e1fia. \u00c9 s\u00f3 chegar, metralhar, pegar a mala e ir embora. N\u00e3o! Isso \u00e9 clich\u00ea. Tarantino precisa se demorar. O tempo suficiente para que o espectador n\u00e3o resista \u00e0 ang\u00fastia da espera. Que v\u00e1 ao limite. Como gerar esse explosivo compasso de espera? \u00c9 nesta hora que entram os t\u00e3o conhecidos di\u00e1logos anabolizantes.<\/p>\n<p>Vamos refazer a cena. Vincent e Jules entram no apartamento. O chefinho est\u00e1 comendo um sandu\u00edche. O sandu\u00edche passa a ser o assunto central do di\u00e1logo entre o chefinho e Jules. Assim, o di\u00e1logo tergiversante vai gerando uma din\u00e2mica, in\u00fatil, tudo bem, mas util\u00edssima do ponto de vista da prepara\u00e7\u00e3o do desfecho da cena. \u00c9 em torno do sandu\u00edche que se vai retroalimentando esta tens\u00e3o, avisando ao espectador de que algo inevit\u00e1vel est\u00e1 por acontecer. E o espectador tem a quase certeza do que vai se suceder. S\u00f3 n\u00e3o sabe como. Portanto, a demora de tempo dos di\u00e1logos, que dura v\u00e1rios longos minutos, ter\u00e1 esta fun\u00e7\u00e3o. A de distrair o espectador. Conduzi-lo para um outro fluxo de emo\u00e7\u00e3o. At\u00e9 que\u2026 no ponto exato em que o espectador se distrai, o desfecho acontece, abruptamente. E assim, o que podia ser uma cena banal, toma um aspecto art\u00edstico inconfund\u00edvel.<\/p>\n<p>Enfim. Cinema, sabemos, \u00e9 imagem total, de prefer\u00eancia imagem em a\u00e7\u00e3o reflexiva ou alucinante. Por isso, h\u00e1 os que criticam os longos di\u00e1logos de Tarantino. P\u00f4, ficar falando de sandu\u00edche! Pois \u00e9. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sexo que \u00e9 energia. Tudo \u00e9. Sandu\u00edche tamb\u00e9m. Sem o sandu\u00edche, n\u00e3o h\u00e1 o suspense. Portanto, se tirar o di\u00e1logo do sandu\u00edche de Tarantino, tira a alma ensanguentada da sua est\u00e9tica. E em Tarantino, o sangue \u00e9 um sangue puramente est\u00e9tico. N\u00e3o assusta. Mas encanta. Muito!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para uma obra de arte sobreviver como tal, pressup\u00f5e-se que ela tenha vida pr\u00f3pria. Parece \u00f3bvia esta afirma\u00e7\u00e3o, mas ela \u00e9 tudo. Ter vida pr\u00f3pria \u00e9 o que diferencia algu\u00e9m de algu\u00e9m, algo de algo. Para a arte podemos dizer que h\u00e1 o estilo. Aquilo que \u00e9 inerente, que \u00e9 intr\u00ednseco. \u00c9 pr\u00f3prio. 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