{"id":1097,"date":"2020-07-29T14:20:46","date_gmt":"2020-07-29T17:20:46","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1097"},"modified":"2020-12-28T13:20:09","modified_gmt":"2020-12-28T16:20:09","slug":"clube-da-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/clube-da-luta\/","title":{"rendered":"Clube Da Luta"},"content":{"rendered":"<p>Quando se fala de bons filmes que esbanjam, em suas entranhas, muita viol\u00eancia, pensa-se logo em Quentin Tarantino. Muito bom. Mas n\u00e3o existe s\u00f3 Tarantino. H\u00e1 outras boas op\u00e7\u00f5es nas prateleiras. E uma delas \u00e9 o ic\u00f4nico e violento CLUBE DA LUTA (139\u2019), dire\u00e7\u00e3o de David Fincher, Alemanha\/EUA (1999). Mesmo para os que n\u00e3o gostam da viol\u00eancia aparentemente sem sentido \u2013 todas s\u00e3o! -, vale encarar\u00a0<em>Clube da Luta<\/em>, filme inteligente, intrigante e assustador. A viol\u00eancia em Tarantino jorra de memor\u00e1veis di\u00e1logos. O filme de David Fincher, apesar de tamb\u00e9m fazer jorrar sangue, tem outra pegada. \u00c9 o sangue que jorra da a\u00e7\u00e3o premeditada, que \u00e9 a a\u00e7\u00e3o que precisa destruir para encontrar, debaixo dos escombros, o que se procura. \u00c9 Jack, o protagonista, precisando dar porradas para descobrir quem realmente ele \u00e9. E aqui est\u00e1 a terr\u00edvel encruzilhada para se entender a proposta psicol\u00f3gica do filme. \u00c9 um filme realista, que se extrapola na viol\u00eancia, na rebeldia sem causa, que contesta a ditadura do consumo sem necessidade, mas tamb\u00e9m h\u00e1 um outro ponto de vista, um outro caminho que o espectador poder\u00e1 trilhar, como forma de entender e aceitar o filme. \u00c9 transportar os significados para a irrealidade, navegar por \u00e1guas abstratas, ir al\u00e9m das imagens reais que ativam nossas percep\u00e7\u00f5es de que estamos diante de manifesta\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas perturbadas por embates entre \u201ceus\u201d, o existente e o imagin\u00e1rio, o \u201ceu\u201d constru\u00eddo, que nos aprisiona, e o \u201ceu\u201d a ser desconstru\u00eddo, que nos libertar\u00e1. A conquista da liberdade se dar\u00e1 pela destrui\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 da implos\u00e3o dos pr\u00e9dios das empresas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito que ressurgir\u00e1 o novo Jack! Ele quer implodir os pr\u00e9dios. Ele precisa. Nem que seja mentalmente. Ufa! Isso \u00e9 o m\u00e1ximo! Mas, na real, ele est\u00e1 destruindo o qu\u00ea? O \u201ceu\u201d que o perturba, a ponto de n\u00e3o deix\u00e1-lo dormir, ou \u00e9 a desesperada tentativa de encontrar (sob os escombros) o outro \u201ceu\u201d, o \u201ceu\u201d liberto, desejado, apaziguador, de onde os conflitos de exist\u00eancias materiais j\u00e1 foram removidos? Depois de tudo dito, caber\u00e1 ao espectador ver o que est\u00e1 na tela, diante de seus olhos, ou o que est\u00e1 por tr\u00e1s da pel\u00edcula, nos bastidores mentais de Jack.<\/p>\n<p>Jack (Edward Norton, soberbo no papel), o protagonista, que tamb\u00e9m faz as vezes do narrador, recurso eficiente utilizado pelo roteiro, \u00e9 um jovem e bem sucedido executivo que trabalha em uma empresa de seguros. Em dado momento de sua vida, as coisas come\u00e7am a n\u00e3o dar certo. V\u00ea-se \u00e0s voltas com intermin\u00e1veis ins\u00f4nias. Jack n\u00e3o dorme h\u00e1 meses, e como ele mesmo diz, na voz do narrador,\u00a0<em>\u201ccom ins\u00f4nia, nada \u00e9 real. Tudo \u00e9 longe. \u00c9 tudo c\u00f3pia de c\u00f3pia de c\u00f3pia.\u201d<\/em>\u00a0E ainda sobre a sua compuls\u00e3o de consumo.\u00a0<em>\u201cEu folheava os cat\u00e1logos e me perguntava. Que tipo de porcelana me define como pessoa?\u201d<\/em>\u00a0Ao buscar ajuda m\u00e9dica para curar a ins\u00f4nia, o m\u00e9dico foi taxativo.\u00a0<em>\u201cVoc\u00ea tem que relaxar.\u201d<\/em>\u00a0Jack insiste.\u00a0<em>\u201cMe d\u00ea alguma coisa, por favor!\u201d<\/em>\u00a0E o m\u00e9dico corta o barato de Jack.\u00a0<em>\u201cN\u00e3o, voc\u00ea precisa de sono natural e saud\u00e1vel. Masque umas ra\u00edzes de valerian e fa\u00e7a mais exerc\u00edcios.\u201d<\/em>\u00a0Mas Jack continua insistindo.\u00a0<em>\u201cQual \u00e9! Eu estou sofrendo\u2026\u201d<\/em>\u00a0E o m\u00e9dico retruca.\u00a0<em>\u201cQuer ver sofrimento? Apare\u00e7a na Igreja Metodista, \u00e0s ter\u00e7as feiras. E veja os caras com c\u00e2ncer testicular.\u201d<\/em>\u00a0E Jack vai \u00e0 Igreja Metodista, na ter\u00e7a \u00e0 noite.<\/p>\n<p>E Jack fica viciado em grupos de auto-ajuda. \u201cAlco\u00f3licos an\u00f4nimos\u201d, \u201cPositividade Positiva\u201d, \u201cTuberculose, agora podemos combat\u00ea-la\u201d, \u201cC\u00e2ncer de Pele\u201d, \u201cRenal cr\u00f4nico\u201d, enfim, estas andan\u00e7as por grupos noturnos trouxeram-lhe certa paz, e o sono de volta.<\/p>\n<p>At\u00e9 que, em um dos encontros das ter\u00e7as-feiras, na Igreja Metodistas, onde todos pensavam que ele tamb\u00e9m havia perdido os seus test\u00edculos, aparece quem arruinaria todos os seus planos de recupera\u00e7\u00e3o pessoal. Ela, Marla Singer (Helena Bonham Carter), no grupo de homens com c\u00e2ncer de test\u00edculos! Como narra Jack.\u00a0<em>\u201cEla era uma mentirosa!\u201d<\/em>. Marla frequentava os mesmos grupos que ele, o que lhe parecia um tipo de persegui\u00e7\u00e3o. Como ele, ela n\u00e3o tinha doen\u00e7a alguma. E por que Marla passou a incomod\u00e1-lo? Porque a mentira de Marla apenas refletia a sua mentira. Agora, com Marla no peda\u00e7o, tudo volta \u00e0 estaca zero. As malditas ins\u00f4nias! E Jack conclui, com humor.\u00a0<em>\u201cSe eu realmente tivesse um tumor, eu o chamaria de Marla.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Um dos saud\u00e1veis m\u00e9ritos do filme \u00e9 o uso inteligente do humor. T\u00e3o inteligente, que se faz necess\u00e1rio. N\u00e3o conseguimos imaginar a narrativa sem o riso. Por sugest\u00e3o de Jack, para se ver livre de Marla, ele divide com ela os grupos de doen\u00e7as. Cada um frequentar\u00e1 apenas os pr\u00f3prios grupos. E o humor se escancara quando disputam quem vai ficar com o grupo do \u201cC\u00e2ncer no Intestino\u201d. Fica assim demonstrado como o filme, dentro da sua proposta, tendo como trampolim esta realidade cruel e ir\u00f4nica, vai aos poucos al\u00e7ando a narrativa para a esfera do irreal, em sua dimens\u00e3o de dualidade. O conflito pessoal de Jack ser\u00e1 teleguiado por imagens absurdas da busca de si mesmo atrav\u00e9s da viol\u00eancia. O humor apenas prepara o caminho desse absurdo. Feito o acordo da separa\u00e7\u00e3o dos grupos, cabe agora a Jack e Marla se despedirem para sempre. Mas est\u00e1 faltando algo. Ah, sim! Trocam telefones. Est\u00e1 fechado o acordo da loucura. N\u00e3o, ainda n\u00e3o. Falta Tyler Durden!<\/p>\n<p>Tyler Durden (Brad Pitt) entra na narrativa justamente quando Jack tem seu primeiro impulso suicida. Imagina o avi\u00e3o em que viajava sofrendo um terr\u00edvel acidente. \u00c9 assim que Jack percebe Tyler sentado na poltrona a seu lado. Tyler ser\u00e1, a partir de agora, seu companheiro idealizado. Mas Jack nada percebe. Mesmo quando ele diz a Tyler, admirado.\u00a0<em>\u201cTemos valises id\u00eanticas!\u201d<\/em>\u00a0Ao chegar em casa, fica sabendo que seu apartamento pegara fogo, estranhamente, por vazamento de g\u00e1s. Nada restou dos seus badulaques. Sem amigo, sem parentes, procura onde ficar. Tem dois n\u00fameros de telefone no bolso. De Marla Singer e de Tyler Durden. Vai morar com Tyler.<\/p>\n<p>Nisto se passaram uns quarenta minutos de filme. Tudo bem. Restam ainda quase duas horas! E o espectador, a partir deste ponto, vai assistir ao filme sozinho. Vai embarcar junto com Jack e Tyler em uma realidade inconsciente, em planos paralelos, quando o conflito pessoal de Jack, aprisionado por regras de consumo que oferecem a ele uma ideia errada de si mesmo, vai ser canalizado para a destrui\u00e7\u00e3o de si, que, evidente, contempla primeiro a destrui\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o. Afinal, \u00e9 esta civiliza\u00e7\u00e3o adoecida que simboliza o que h\u00e1 de pior em Jack. E a \u00fanica esperan\u00e7a de Jack \u00e9 acreditar, sem o saber, que Tyler viera para ajud\u00e1-lo nesta dura empreitada da busca pelo autoconhecimento.<\/p>\n<p>Tyler vai apresentar a Jack uma nova filosofia de vida. Como diz ele a Jack.\u00a0<em>\u201cAs coisas que voc\u00ea possui acabam possuindo voc\u00ea.\u201d<\/em>\u00a0Eis a cereja filos\u00f3fica! E para confirmar esta doce e benigna filosofia, que exala significados profundos e insond\u00e1veis, Tyler faz a Jack o pedido enigm\u00e1tico. Que Jack bata nele, sem d\u00f3, o mais forte que puder. Ele justifica. N\u00e3o se pode morrer sem ter ao menos uma cicatriz. \u00c9 a primeira luta. E tudo que \u00e9 primeiro \u00e9 inesquec\u00edvel. Ao final, recompondo-se do sangue, Jack diz.\u00a0<em>\u201cPod\u00edamos fazer isso de novo um dia desses.\u201d<\/em>. Aqui \u00e9 o momento em que o filme oferece ao espectador o seu cart\u00e3o de visita. Vai finalmente come\u00e7ar.<\/p>\n<p>No minuto 43, encontram o subsolo onde o Clube da Luta \u00e9 criado, com regras definidas por Tyler e Jack. Tyler, evidente, \u00e9 o l\u00edder, porque ele \u00e9 o produto rebelde (libertador) dessa cria\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria de Jack. Jack, enquanto n\u00e3o se libertar, ainda ser\u00e1 um produto de consumo, uma estat\u00edstica sob controle, e o controle desta estat\u00edstica, sabemos, \u00e9 o cart\u00e3o de cr\u00e9dito. E a primeira regra, repetida \u00e0 exaust\u00e3o, a senha do abre-te s\u00e9samo da viol\u00eancia \u00e9:\u00a0<em>\u201cvoc\u00ea n\u00e3o fala a respeito!\u201d<\/em>\u00a0\u00d3bvio, n\u00e3o falarmos de n\u00f3s mesmos \u00e9 a lei que nos condena \u00e0 escurid\u00e3o existencial.<\/p>\n<p>O Clube tem outras regras, que se ocultam em demandas psicol\u00f3gicas. O Clube n\u00e3o \u00e9 sobre ganhar ou perder. Depois da luta, n\u00e3o h\u00e1 resultado. Esta \u00e9 a ess\u00eancia, o prazer ligado \u00e0 ideia de autodestrui\u00e7\u00e3o. De morte. Da busca pelo limite. A dor f\u00edsica \u00e9 secund\u00e1ria. Quando, ap\u00f3s a luta, lavando-se, Jack puxa um dente que se solta de sua boca, e mostra-o a Tyler, este o consola.\u00a0<em>\u201cEi, at\u00e9 a Mona Lisa est\u00e1 caindo aos peda\u00e7os.\u201d<\/em>\u00a0N\u00e3o h\u00e1 limite, de fato. Ainda. Porque o limite ser\u00e1\u00a0<em>\u201couvir o som da morte.\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>E, para finalizar esta digress\u00e3o, chegamos ao objetivo do Clube. Que \u00e9 chegar ao fundo do po\u00e7o. Ao limite extremo, onde as barreiras se desfazem. O Clube da Luta \u00e9 o grande presente que Jack e Tyler oferecem \u00e0 humanidade. S\u00f3 que quando o Clube sai dos por\u00f5es e vai para o mundo vis\u00edvel, ele se transforma em \u201cProjeto Destrui\u00e7\u00e3o\u201d. Afinal, atingir o fundo do po\u00e7o n\u00e3o \u00e9 para qualquer um. E quando ele, em alta velocidade, numa rodovia, se joga num espetacular acidente de carro precip\u00edcio abaixo, o que lhe resta exclamar? Na voz de Tyler?\u00a0<em>\u201cAcabamos de experimentar o limite da vida!\u201d<\/em>\u00a0Eis o fundo do po\u00e7o.\u00a0<em>\u201cS\u00f3 depois que perdermos tudo \u00e9 que estaremos livres!\u201d<\/em>\u00a0Na vis\u00e3o redentora de Tyler, Jack tinha que passar por este processo. Para Jack, espera-se que seja o processo da cura.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 baseado em livro hom\u00f4nimo escrito por Chuck Palahniuk, que chegou a afirmar gostar mais do filme do que do pr\u00f3prio livro. E diz ainda o quanto foi assediado por homens e mulheres para que ele informasse onde eles poderiam encontrar estes tais clubes de luta. A repercuss\u00e3o do filme e o fato de ter-se tornado o retrato de uma \u00e9poca, os anos 1990, nos revela que a viol\u00eancia \u00e9 sempre um \u00edcone desfigurado de sociedades em constantes transforma\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9, antes de tudo, o retrato de uma realidade que precisa de catarses para se reequilibrar, e a viol\u00eancia parece ser o caminho mais curto para se alcan\u00e7ar este equil\u00edbrio. E n\u00e3o interessa qual o tipo de viol\u00eancia. Pode ser o soco, ou um simples olhar raivoso. Uma\u00a0<em>fake news<\/em>. Esta foi a sacada de Chuck Palahniuk, cujos par\u00e2metros o filme, uma arte puramente visual, leva ao extremo. Afinal, ver o sangue jorrando choca mais do que apenas imagin\u00e1-lo jorrar. Mas, por incr\u00edvel que parece,\u00a0<em>Clube da Luta<\/em>\u00a0\u00e9 pura imagina\u00e7\u00e3o. Vai muito al\u00e9m das imagens.<\/p>\n<p>O filme sobrevive, e se torna aos poucos um cl\u00e1ssico, em fun\u00e7\u00e3o de suas muitas qualidades t\u00e9cnicas. O roteiro \u00e9 consistente porque bebe de uma ideia consistente. A dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve medo de ousar, as atua\u00e7\u00f5es mantiveram, com extrema efici\u00eancia, o ritmo sombrio do filme. O in\u00edcio, no momento dos cr\u00e9ditos, com o jogo de imagens que lembram pesadelos, acompanhadas por uma sonoplastia de pegada asfixiante, nos introduz maravilhosamente na atmosfera do filme. Mas a cereja \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o. Uma edi\u00e7\u00e3o que conhece profundamente a ess\u00eancia do filme, eis seu m\u00e9rito. Controla os movimentos, determina o ritmo, quebra sequ\u00eancias, inserindo\u00a0<em>flashbacks<\/em>\u00a0ou antecipando cenas no tempo, num vai e vem de bumerangue. Um filme linear que foge, gra\u00e7as \u00e0 edi\u00e7\u00e3o, \u00e0 pr\u00f3pria linearidade.<\/p>\n<p>Em suma. Ainda falta quase meia hora de filme quando h\u00e1 o encontro definitivo da revela\u00e7\u00e3o. Tyler for\u00e7a Jack a dizer o que ele pr\u00f3prio queria ouvir. Jack queria ser diferente, mas n\u00e3o conseguiria isto sozinho, e Tyler passa a ser o espelho do que Jack sonha em ser.\u00a0<em>\u201cTudo o que quisera ser, este sou eu.\u201d<\/em>, diz Tyler. E continua<em>. \u201cEu pare\u00e7o e transo do jeito que voc\u00ea quer parecer e transar.\u201d<\/em>\u00a0E segue<em>. \u201cEu sou liberado de todas as maneiras que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9.\u201d \u201cAs pessoas fazem isso todos os dias. Falam consigo mesmas, v\u00eaem-se como gostariam de ser.\u201d<\/em>\u00a0E conclui. \u201c<em>Voc\u00ea ainda se debate um pouco, \u00e9 por isso que \u00e0s vezes voc\u00ea \u00e9 voc\u00ea.\u201d<\/em>\u00a0Aos poucos, Jack est\u00e1 se transformando em Tyler Durden, o seu eu definitivo. E \u00e9 disto, enfim, que trata o filme. Da busca desesperada da transforma\u00e7\u00e3o pela descoberta de si. Numa sociedade do vale tudo, ditado pelas cifras do capitalismo, a selvageria \u00e9 talvez a \u00fanica forma de express\u00e3o de que dispomos para tentarmos mudar alguma coisa. S\u00f3 que o embate, isto o filme deixa bem claro, n\u00e3o est\u00e1 com a humanidade, est\u00e1 em n\u00f3s. E esta \u00e9 a raz\u00e3o por que ficamos sentados no meio fio, falando sozinhos, esbravejando, apontando o dedo no ar. Estamos apenas querendo nos enxergar.<\/p>\n<p>E assim, na meia hora final, a narrativa, em v\u00f4o de cruzeiro, vai lenta e espetacularmente aterrisando rumo a seu desfecho glorioso. A revela\u00e7\u00e3o estar\u00e1 depois da \u00faltima frase do filme. Que \u00e9 quando Jack n\u00e3o fala, mas j\u00e1 descobriu que agora ele se chama\u2026 Tyler Durden!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala de bons filmes que esbanjam, em suas entranhas, muita viol\u00eancia, pensa-se logo em Quentin Tarantino. Muito bom. Mas n\u00e3o existe s\u00f3 Tarantino. H\u00e1 outras boas op\u00e7\u00f5es nas prateleiras. E uma delas \u00e9 o ic\u00f4nico e violento CLUBE DA LUTA (139\u2019), dire\u00e7\u00e3o de David Fincher, Alemanha\/EUA (1999). 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