{"id":1100,"date":"2020-07-27T14:25:51","date_gmt":"2020-07-27T17:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1100"},"modified":"2020-12-28T13:21:09","modified_gmt":"2020-12-28T16:21:09","slug":"o-estranho-que-nos-amamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/o-estranho-que-nos-amamos\/","title":{"rendered":"O Estranho Que N\u00f3s Amamos"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong>H\u00e1 filmes antigos que s\u00e3o refilmados, ou, como queira, revisitados dentro de uma nova concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica, sintonizados, evidente, com a \u00e9poca em que s\u00e3o produzidos. S\u00e3o esteticamente t\u00e3o mais diferentes quanto mais distantes no tempo entre a primeira e a segunda produ\u00e7\u00e3o. E a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 logo sentar-se no sof\u00e1, assistir \u00e0s duas vers\u00f5es, a nova (2017), e a antiga (1971), e come\u00e7ar a fazer compara\u00e7\u00f5es. Pode ser esta uma tarefa dif\u00edcil. N\u00e3o desprovida de pol\u00eamicas e prefer\u00eancias. Mas ser\u00e1 sempre um exerc\u00edcio saud\u00e1vel. Estamos falando do filme (revisitado) O ESTRANHO QUE N\u00d3S AMAMOS (94\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Sophia Coppola, EUA (2017). \u00c9 um drama que se passa na \u00e9poca da Guerra da Secess\u00e3o, no sul dos Estados Unidos, Virg\u00ednia, 1964. A guerra entre nortistas, industrializados, e sulistas, agr\u00e1rios e escravocratas, envolvia a disputa para refazer os modos de produ\u00e7\u00e3o de uma Am\u00e9rica que estava j\u00e1 se preparando para ser a grande pot\u00eancia do s\u00e9culo XX. O trabalho escravo, sem d\u00favida, era um empecilho para as ambi\u00e7\u00f5es da na\u00e7\u00e3o norte-americana. Estes antagonismos, hist\u00f3ricos, de certa maneira se refletem na composi\u00e7\u00e3o da narrativa do filme, baseado no romance hom\u00f4nimo de Thomas Cullinan. Mas, para a diretora e roteirista Sophia Coppola, o que interessa n\u00e3o \u00e9 a guerra e seus homens, mas sim aquelas mulheres, enclausuradas, em meio \u00e0 guerra, pelo medo e pelo desamparo.<\/p>\n<p>Um cabo do ex\u00e9rcito ianque, John McBurney (Colin Farrell) \u00e9 encontrado, ferido, nos arredores de uma escola sulista, por uma menina que estava colhendo cogumelos no campo. A garota Amy (Oona Laurence), sem pestanejar, leva o ferido para dentro do internato, onde ela e mais quatro adolescentes moram e estudam. Assim que acomodam o estranho no sof\u00e1 da sala de m\u00fasica, est\u00e1 acionado o gatilho dram\u00e1tico que vai mudar a rotina e a hist\u00f3ria daquela escola para mulheres. Al\u00e9m das cinco meninas que habitam a imponente constru\u00e7\u00e3o de estilo sulista, com toques escandalosos de arquitetura cl\u00e1ssica, vivem ali, tamb\u00e9m, a propriet\u00e1ria, Martha Farnsworth (Nicole Kidman), cujo passado sexual \u00e9 bastante nebuloso, e a professora Edwina Dabney (Kirsten Dunst),\u00a0convivendo com a inc\u00f4moda inexist\u00eancia de vida amorosa. As cinco alunas, umas mais, outras menos, j\u00e1 deixam transparecer os efeitos de uma adolesc\u00eancia atormentada por desejos que clamam por conhecer os prazeres b\u00e1sicos da vida. A presen\u00e7a do estranho vem apenas provocar, em noites de fantasias, as irreprim\u00edveis libidos.<\/p>\n<p>E a\u00ed, caro cabo do ex\u00e9rcito ianque charmoso, voc\u00ea que habita a pele de um Clint Eastwood canastr\u00e3o, na vers\u00e3o de 1971? E voc\u00ea, caro cabo ianque aparentemente bonzinho, que se esconde na pele de um Colin Farrell confuso, vers\u00e3o 2017? Como se comportar diante destas mulheres assustadas, que se esbatem para n\u00e3o se envolverem com o estranho, mas que aos poucos v\u00e3o sendo arrebatadas, corpos e cora\u00e7\u00f5es, pelo iminente predador? As camas est\u00e3o prontas para receberem os desejos. Como nelas se deitar\u00e3o, vai depender da concep\u00e7\u00e3o de cada uma das produ\u00e7\u00f5es. A de 1971, sabemos, n\u00e3o se nutre de meias palavras. A de 2017 prefere as insinua\u00e7\u00f5es tiradas das caixinhas do falso pudor. A falta de compromisso com certas regras que controlam a r\u00edgida moral leva o filme de Clint Eastwood a ser colocado numa prateleira mais baixa na hierarquia art\u00edstica do cinema. A proposta de Sophia Copolla \u00e9 bem diferente. Ela se prop\u00f5e a levar o antigo e f\u00e9rtil argumento \u2013 a inesperada chegada de um estranho em um internato feminino \u2013 para um lugar mais nobre no conceito da cr\u00edtica e do p\u00fablico. E ela consegue. Mas, n\u00e3o totalmente.<\/p>\n<p>O nosso foco de discuss\u00e3o \u00e9 o filme atual. E estamos falando de uma diretora cujo estilo \u00e9 muito peculiar. Sophia Coppola prefere centrar o drama nas personagens, tirando a possibilidade de que agita\u00e7\u00f5es externas venham a diminuir a for\u00e7a intimista das cenas. No m\u00ednimo, Sophia Coppola tenta nos fazer crer que n\u00e3o somos joguetes de for\u00e7as maiores e incontrol\u00e1veis, apenas somos pessoas fr\u00e1geis e silenciosas, dominadas por desejos e incertezas, de prefer\u00eancia desvinculados dos inevit\u00e1veis embates sociais. Se mal conseguimos lidar com nossos monstrinhos, por que sair por a\u00ed arranjando outros, com certeza mais ferozes? Este recuo na contextualiza\u00e7\u00e3o da sociedade sulista, com suas podrid\u00f5es e sua desintegra\u00e7\u00e3o, como pano de fundo da narrativa, seria compensado com o aprofundamento das quest\u00f5es femininas urgentes, mulheres vagando pelos c\u00f4modos da suntuosa casa, cada vez mais perturbadas pela inusitada presen\u00e7a do estranho.<\/p>\n<p><em>O Estranho que n\u00f3s amamos<\/em>\u00a0\u00e9 um filme datado e localizado, como j\u00e1 dito acima, mas sua tem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9. A possibilidade de que aquele estranho seja tomado por furiosos impulsos libidinosos n\u00e3o parecem preocupar Sophia Coppola. Em sua concep\u00e7\u00e3o, a libido feminina nasce antes. E esta \u00e9 a boa sacada do roteiro. Que promete escancarar. Afinal, quando se fala do feminino (eis a tem\u00e1tica), sempre pensamos em ousadias. E Sophia vai mostrando com sutilezas e sensibilidade as pequenas transforma\u00e7\u00f5es acontecendo com cada uma delas, motivadas pela presen\u00e7a do estranho. Cada gesto merece um desenho. A c\u00e2mera mostra, e, pacientemente, espera. S\u00e3o os olhares, as curiosidades e suspiros junto \u00e0 porta, os brincos tirados das gavetas, roupas mais ousadas e coloridas, este apresentar-se ao homem vai sendo paulatinamente oferecido ao p\u00fablico. S\u00f3 que mais adiante, o espectador vai perceber, quando da brusca virada, exatamente no meio do filme, que Sophia n\u00e3o nos mostrou o suficiente. Podia ter-nos mostrado mais. Para construir o ponto de virada de que falamos, ela escolhe apenas duas das sete mulheres, a reprimida Edwina, e a bela e fogosa Al\u00edcia (Elle Fanning) para fazerem o jogo de sedu\u00e7\u00e3o. O estranho, que prometera a noite a Edwina, vai escolher a bela e nada reprimida Al\u00edcia, desencadeando ci\u00fames e a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>A partir deste ponto, o filme entra em outra rota e din\u00e2mica. Em n\u00edveis altos de tens\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 bem a pegada do filme. Que agora caminha de forma apressada para seu final. Tudo foge ao controle. N\u00e3o h\u00e1 mais tempo para Sophia se debru\u00e7ar sobre o feminino. Permitir que suas mulheres se expressem, se soltem, aprofundem seus dilemas e anseios. Edwina \u00e9 a \u00fanica que ainda tenta desatar os n\u00f3s dos seus desejos, correndo para os bra\u00e7os do agora raivoso estranho. As meninas pairam sobre o que acontece, sem se deixarem envolver. O que se queria ver \u00e9 como se comportariam as mulheres, pois os homens, estes n\u00f3s j\u00e1 sabemos como se comportam. E aqui reside a comprometedora timidez da dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O roteiro, na \u00e2nsia de cortar os excessos da produ\u00e7\u00e3o anterior, parece deixar pontos cegos ao longo da narrativa, principalmente na estrutura\u00e7\u00e3o da personagem que se queria a principal, Martha, a propriet\u00e1ria. Vemos uma Nicole Kidman subutilizada. Assim como a escravid\u00e3o, o incesto e a falsa pedofilia n\u00e3o s\u00e3o assuntos adequados para um filme correto, temas estes\u00a0presentes na vers\u00e3o 1971. Essa coisa do politicamente correto foi uma praga que jogaram sobre a humanidade para tornar a hipocrisia ainda mais eficiente. E a arte perde com isso, quando ela pr\u00f3pria se autoimola. Coisas ficaram por serem ditas, e as mulheres, com seus comportamentos mornos, desejos mal digeridos, nos leva a pensar que, para que a efici\u00eancia de Sophia Coppola fosse completa, talvez ela precisasse da presen\u00e7a do excitante e viril Clint Eastwood. A\u00ed, quem sabe, ir\u00edamos ver o internato pegar fogo. Sem Clint, a maioria dos desejos pararam \u00e0 porta. N\u00e3o entraram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0H\u00e1 filmes antigos que s\u00e3o refilmados, ou, como queira, revisitados dentro de uma nova concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica, sintonizados, evidente, com a \u00e9poca em que s\u00e3o produzidos. S\u00e3o esteticamente t\u00e3o mais diferentes quanto mais distantes no tempo entre a primeira e a segunda produ\u00e7\u00e3o. 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