{"id":1105,"date":"2020-07-20T14:39:44","date_gmt":"2020-07-20T17:39:44","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1105"},"modified":"2021-01-04T12:28:40","modified_gmt":"2021-01-04T15:28:40","slug":"a-novica-rebelde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/a-novica-rebelde\/","title":{"rendered":"A Novi\u00e7a Rebelde"},"content":{"rendered":"<p>A primeira pergunta que se pode fazer sobre o filme A NOVI\u00c7A REBELDE (174\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Robert Wise, EUA (1965) \u00e9 a seguinte. O que faz este filme ser t\u00e3o apaixonante? Ainda hoje \u00e9 uma das maiores bilheterias no mundo, e quando estreou, logo superou <em>E o Vento Levou<\/em>, at\u00e9 ent\u00e3o o filme que mais espectadores havia levado \u00e0s salas dos cinemas. Mas isto s\u00e3o apenas estat\u00edsticas. Engrandece o filme, mas n\u00e3o explica o sucesso dos dias de hoje. Portanto, o que se tem que colocar \u00e9 outra quest\u00e3o. Como um filme, musical, longo, do tempo em que existia a tal\u00a0<em>intermission<\/em>, leia-se, intervalo, filme de tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o, pode ainda atrair o interesse de espectadores em pleno s\u00e9culo XXI, o s\u00e9culo da transitoriedade, do descart\u00e1vel, da imperman\u00eancia? \u00d3bvio, a primeira raz\u00e3o para explicar o sucesso vem de pronto. \u00c9 um belo de um filme! No entanto, este sucesso talvez n\u00e3o reflita o contido entusiasmo que se costuma dedicar aos grandes cl\u00e1ssicos, tidos como coisa de cin\u00e9filo. Neste caso,\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>\u00a0teria que nos oferecer muitos atrativos, pois se trata de um filme que nos parece um tanto deslocado em um mundo cuja percep\u00e7\u00e3o da realidade passa distante do romantismo, do l\u00fadico, de melodias t\u00e3o sonoras que grudam em nossa alma e fazem brotar emo\u00e7\u00f5es dos nossos olhos. Diferente das batidas modernas, onde a viol\u00eancia da percuss\u00e3o abafa as sutilezas das notas, o mundo retratado em\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>\u00a0\u00e9 lento e mel\u00f3dico. Mas, apesar de tudo, h\u00e1, sim, pessoas dispostas a sentar no sof\u00e1 e curtir, por tr\u00eas horas,\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>, e fazer destes momentos um belo ref\u00fagio que nos leve para bem longe de um cotidiano t\u00e3o barulhento quanto irritantemente fugaz.\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>\u00a0provoca em n\u00f3s um memor\u00e1vel reencontro com o cinema.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 baseado em uma hist\u00f3ria real. A fam\u00edlia Von Trapp existiu. Rica, sofreu com a crise financeira da d\u00e9cada de trinta, eco do colapso da bolsa de valores norte-americana, em 1929. A fam\u00edlia, agora pobre, representada pelo vi\u00favo, com sua nova esposa Maria, uma ex-novi\u00e7a, e por seus sete filhos, viu-se obrigada a cantar para ganhar dinheiro. Para o capit\u00e3o da marinha austr\u00edaca era algo humilhante, mas tem-se que sobreviver. At\u00e9 que, em 1938, com a anexa\u00e7\u00e3o, pela Alemanha, da \u00c1ustria, a fam\u00edlia, anti-nazista, viu-se obrigada a fugir. Desembarcaria nos Estados Unidos e l\u00e1 continuaria sua bem sucedida trajet\u00f3ria musical. Assim temos o n\u00facleo dram\u00e1tico, retirado da realidade, para compor um roteiro que, para chegar \u00e0s telas, em 1965, teve que percorrer um curioso, mas s\u00f3lido caminho.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 baseado no premiado musical de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II,\u00a0<em>The Sound of Music<\/em>, que entraria em cartaz na Broadway em 1959, que, por sua vez, \u00e9 livremente baseado em um filme alem\u00e3o ocidental,\u00a0<em>Die Trapp-Familie<\/em>, de 1956, que, por sua vez, baseara-se no romance biogr\u00e1fico\u00a0<em>The Story of Trapp Family Singers<\/em>\u00a0(1949), escrito pela pr\u00f3pria Maria Von Trapp, a verdadeira. Este \u00e9 o\u00a0<em>pedigree<\/em>\u00a0do roteiro do filme\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>. S\u00f3 que, pelas m\u00e3os espertas de Ernest Lehman, o roteiro se distancia da realidade dos Von Trapp, pois era preciso dar um toque rom\u00e2ntico para que o filme alcan\u00e7asse o resultado musical comercialmente desejado. Tudo bem, nenhum pecado nisso. Entendemos que o capit\u00e3o Von Trapp do filme n\u00e3o pode ser igual ao capit\u00e3o Georg Von Trapp da vida real. Este, dizem, parece ter sido bem mais bonzinho que sua personagem hom\u00f4nima das telas. Nem Maria, a novi\u00e7a rebelde, seria o retrato da Maria que escreveu as mem\u00f3rias da fam\u00edlia. Mesmo porque, a Maria real, a Von Trapp, teria confessado que se casara com o capit\u00e3o sem am\u00e1-lo. Ora! Fato inconceb\u00edvel para uma Hollywood que existe para oferecer ao p\u00fablico inesquec\u00edveis momentos de amor! E momentos inesquec\u00edveis s\u00e3o o que\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>\u00a0nos oferece. \u00c0 farta.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras raz\u00f5es para estocar pipoca e sentar tr\u00eas horas diante de uma tela qualquer, TV ou\u00a0<em>tablet<\/em>. Uma delas s\u00e3o as melodias. Mesmo os ouvidos mais sofisticados poder\u00e3o concordar que as m\u00fasicas atendem \u00e0 proposta do filme. Encaixam-se \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o no ritmo e atmosfera das cenas. Mesmo a melodiosa Edelweiss, que muitos pensam ser uma melodia folcl\u00f3rica austr\u00edaca, confundindo com a flor, tamb\u00e9m de nome Edelweiss, esta sim um s\u00edmbolo na \u00c1ustria, fora ela composta para o musical da Broadway, em 1959, como tema de despedida do capit\u00e3o Von Trapp de sua querida p\u00e1tria. Esta melodia provoca um apelo emocional inigual\u00e1vel se comparada a outras obras musicais do g\u00eanero. E \u00e9 melhor que se confesse. Talvez a empolga\u00e7\u00e3o em aclamar o musical\u00a0<em>A Novi\u00e7a Rebelde<\/em>\u00a0se deva pela mem\u00f3ria afetiva de quem, este que escreve, assistiu ao filme, pela primeira vez, aos onze anos de idade.<\/p>\n<p>Hora de nos remetermos aos momentos l\u00fadicos do filme. Aquele bando de crian\u00e7as correndo pelas ruas de Salzburgo, subindo em \u00e1rvores, quebrando regras e\u2026 cantando! Sim, era proibido cantar na mans\u00e3o dos Von Trapp. Carentes de m\u00e3e, pai vi\u00favo, autorit\u00e1rio e ausente, as sete crian\u00e7as veem-se agora acolhidas por aquela mulher com v\u00edvida percep\u00e7\u00e3o da vida, jovem obrigada a sair do convento, onde se sentia engessada pela mediocridade, t\u00edpica desse tipo institui\u00e7\u00e3o, e que, ao se libertar, libertaria com ela as crian\u00e7as da fam\u00edlia Von Trapp, at\u00e9 ent\u00e3o aprisionadas por r\u00edgidas regras militares.<\/p>\n<p>Outra boa raz\u00e3o para preparar a pipoca. O romance ruborizado entre a novi\u00e7a (rebelde) e o capit\u00e3o Von Trapp (dur\u00e3o). H\u00e1 algo de idealizado neste romance que escapa \u00e0 compreens\u00e3o do imediato, nos transportando para algo que \u00e9 ao mesmo tempo \u00f3bvio e inevit\u00e1vel. O amor tinha que ser. Podia n\u00e3o ser na realidade, mas nas telas, onde quem manda \u00e9 a fic\u00e7\u00e3o, s\u00f3 mesmo um roteirista com alma g\u00e9lida e insens\u00edvel n\u00e3o se dobraria aos encantos da fantasia.<\/p>\n<p>Agora a \u00faltima raz\u00e3o para assistir ao filme, caso o espectador n\u00e3o esteja ainda convencido a estocar pipoca. A personagem, a protagonista, Maria! Uma das grandes raz\u00f5es pelo sucesso do musical. Julie Andrews, maravilhosa, j\u00e1 escolada com o papel anterior, de outra Maria, a Poppins, chegou e disse: esta \u00e9 a Maria. E Maria se fez! Segura, consciente de si, irreverente, rebelde (eis!), mas rebelde com causa, n\u00e3o especula a vida, apenas vive, \u00e9 pr\u00f3-ativa (qualquer empres\u00e1rio moderno a contrataria para qualquer cargo), sens\u00edvel, humana, dispon\u00edvel, que encarou o mau humor do capit\u00e3o Von Trapp (Christopher Plummer, o pr\u00f3prio tamb\u00e9m mal- humorado) como quem encararia um pitbull faminto.<\/p>\n<p>Ao nos darmos conta da for\u00e7a humana emanada da personagem Maria, e validada pela extrema compet\u00eancia de Julie Andrews, podemos dizer que nenhum romance, nenhum teatro e nenhum filme existem de verdade sem que algu\u00e9m competente, manipulador e inteligente se proponha a fazer com que a narrativa funcione. Algu\u00e9m tem que empurrar a hist\u00f3ria para um determinado rumo, e este algu\u00e9m tem que ser, de prefer\u00eancia, o protagonista. De prefer\u00eancia, n\u00e3o necessariamente, claro. Se analisarmos muitas estruturas narrativas, haver\u00e1 sempre algu\u00e9m, um coadjuvante, voluntariamente perspicaz, e acima de tudo maldoso (Iago, de Otelo), que obrigar\u00e1 o protagonista a agir. Tudo bem. Palmas para o fofoqueiro! Mas, infelizmente, \u00e9 o protagonista que nos encanta. No caso de Maria, a novi\u00e7a rebelde, ela transita pela fic\u00e7\u00e3o de forma t\u00e3o real que a realidade se confunde com a fic\u00e7\u00e3o. Desculpe! \u00c9 o contr\u00e1rio. A fic\u00e7\u00e3o \u00e9 que se confunde com a vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira pergunta que se pode fazer sobre o filme A NOVI\u00c7A REBELDE (174\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Robert Wise, EUA (1965) \u00e9 a seguinte. O que faz este filme ser t\u00e3o apaixonante? 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