{"id":1123,"date":"2020-07-13T17:24:32","date_gmt":"2020-07-13T20:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1123"},"modified":"2021-07-14T08:37:05","modified_gmt":"2021-07-14T11:37:05","slug":"as-pontes-de-madison","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/as-pontes-de-madison\/","title":{"rendered":"As Pontes De Madison"},"content":{"rendered":"<p>Em AS PONTES DE MADISON (135\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Clint Eastwood, EUA (1995), vamos nos deparar com uma quest\u00e3o b\u00e1sica que nos aflige toda vez que iniciamos uma rela\u00e7\u00e3o de afeto com algu\u00e9m. Estamos mesmo fazendo a escolha certa? Pior \u00e9 quando se trata de deixar o antigo amor para assumir o novo. A\u00ed a d\u00favida nos consome de vez. Esta \u00e9 a problem\u00e1tica que <em>As Pontes de Madison<\/em> nos coloca. Escancara, ali\u00e1s. O risco da troca.<\/p>\n<p>Fica-nos a impress\u00e3o de que o amor oferecido por algu\u00e9m que acabamos de conhecer sempre vai nos parecer inst\u00e1vel, por mais que recebamos dele sucessivas provas desse amor. E nem se trata de saber se a pessoa nos ama. A quest\u00e3o \u00e9: at\u00e9 onde este amor resistir\u00e1? Na alegria, com certeza. Mas&#8230; e na tristeza?<\/p>\n<p>O filme n\u00e3o resolve as quest\u00f5es acima. Ele apenas tenta nos arrastar para a realidade. E para isso coloca outra quest\u00e3o. O encontro entre os dois amantes, Francesca e Robert, \u00e9 r\u00e1pido, portanto n\u00e3o \u00e9 suficiente para servir de laborat\u00f3rio para o amor. E aqui falamos daquele amor que temos que renovar todos os dias, incansavelmente, anos a fio.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, o que vamos ver na tela \u00e9 um amor inesquec\u00edvel, mas vivido em apenas quatro dias, portanto passageiro. Opa! Se \u00e9 inesquec\u00edvel, n\u00e3o pode ser passageiro! Ademais, o amor entre Francesca e Robert sobreviveu at\u00e9 eles morrerem! Por mais de vinte anos! Mesmo que nunca mais tenham se visto! Este nos parece ser o sabor peculiar do filme. E sua contradi\u00e7\u00e3o. Para ser inesquec\u00edvel, o amor, na falta da realidade do cotidiano, teve que acontecer na esfera da fantasia. Nesta perspectiva, podemos dizer que <em>As Pontes de Madison<\/em> \u00e9 uma hist\u00f3ria de amor que n\u00e3o se concluiu. O amor simplesmente ficou ali, \u00e0 espera dos amantes. At\u00e9 que a morte os separasse.<\/p>\n<p>Robert Kincaid \u00e9 um fot\u00f3grafo da National Geographic que vai para o interior dos Estados Unidos, Iwoa, com a miss\u00e3o de fotografar as pontes cobertas de Madison. Perdido, acaba chegando \u00e0 fazenda dos Johnsons. E ele chega bem no dia em que o marido e os dois filhos tinham viajado, por quatro dias, para participar de uma feira de gado. O charmoso forasteiro (Clint Eastwood) estaciona o carro apenas para pedir a Francesca (Meryl Streep) informa\u00e7\u00f5es sobre o paradeiro de uma determinada ponte. Naquela \u00e9poca, 1967, n\u00e3o existia <em>Google Maps<\/em>. Dar informa\u00e7\u00f5es sobre estradas e encruzilhadas era um tanto complicado. Francesca resolveu o dilema de forma diferente. Cal\u00e7ou os sapatos e foi com Clint Eastwood, quer dizer, Robert Kincaid, procurar a tal ponte.<\/p>\n<p>Ca\u00edmos no erro de muitas vezes acharmos que uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 se esgotando em fun\u00e7\u00e3o de os comportamentos do outro serem inadequados ou insuficientes. Isto \u00e9, o outro \u00e9 responsabilizado pela nossa infelicidade e nossas insatisfa\u00e7\u00f5es. Se atentarmos para o jogo de equil\u00edbrio entre as for\u00e7as dram\u00e1ticas de <em>As Pontes de Madison<\/em>, vamos perceber que o marido de Francesca \u00e9 um sujeito normal, pregado naquela fazenda herdada de sua fam\u00edlia que sempre esteve ali, h\u00e1 mais de cem anos. Ele se mostra amoroso, dedicado, acredita que sua fun\u00e7\u00e3o patriarcal \u00e9 prover a fam\u00edlia, e isto ele faz muito bem. Se quiserem, podem conferir o relat\u00f3rio. Bebe? N\u00e3o. Fuma? N\u00e3o. Bate na mulher? N\u00e3o. Deixa-a passar fome? N\u00e3o. Ent\u00e3o, o que falta? Eis o desafio. Como traduzir a infelicidade de Francesca? Ali\u00e1s, de onde vem esta infelicidade?<\/p>\n<p>Ao se casar, Francesca perdeu o sentido de liberdade. Foi violentamente sugada pelo sistema matrimonial. Tirada de Bari, It\u00e1lia, no auge dos seus sonhos, enfiou-se no interior americano, numa tal Madison. Fica claro o espanto dela quando Robert Kincaid, logo nos primeiros minutos em que se conheceram, sabendo que Francesca nascera em Bari, relata sua passagem por aquela cidade. Da janela do trem achou a cidade linda. Ent\u00e3o, resolveu descer e por l\u00e1 ficou v\u00e1rios dias. Francesca ent\u00e3o pergunta. Voc\u00ea saltou do trem s\u00f3 por que achou a cidade bonita? Sim, responde Robert. \u00c9 exatamente este o sentido de liberdade que Francesca carrega dentro de si.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, vamos ver que, com a chegada de Robert \u00e0 fazenda, interrompe-se, para Francesca, a dura realidade. Francesca \u00e9 uma mulher presa \u00e0s cru\u00e9is rotinas de esposa e m\u00e3e, mulher que um dia teve sonhos que precisou engavetar. E na presen\u00e7a do forasteiro, parece que ela os tira momentaneamente da gaveta. Robert tenta consol\u00e1-la. Diz. <em>\u201cOs velhos sonhos eram bons sonhos, n\u00e3o<\/em><em> se realizaram, mas foi bom t\u00ea-los.\u201d<\/em> Caro Robert Kincaid, sonho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para ser sonhado. Tem que ser realizado. E quando \u00e9 realizado, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais sonho, \u00e9 a realidade desejada! Entendeu?<\/p>\n<p>A partir do momento que Francesca fosse embora com o forasteiro, terminariam os sonhos dos quatro dias e come\u00e7aria uma nova realidade. Francesca logo percebera que tudo poderia ser apenas uma troca. De realidades. Valeria a pena? O filme tamb\u00e9m n\u00e3o responde a esta pergunta. Mesmo que ela esteja diante de um homem sens\u00edvel, que declama poesias, v\u00ea cores ao amanhecer, v\u00ea cores ao entardecer, homem divertido, espirituoso, cozinha e lava, adora blues&#8230; O que uma mulher casada, acorrentada \u00e0s mediocridades e conven\u00e7\u00f5es sociais, vai fazer com um homem desses? Com certeza, ter\u00e1 que enfi\u00e1-lo dentro de uma realidade provavelmente t\u00e3o dura quanto a atual. E dentro da dura realidade, ver cores ao amanhecer e ver cores ao entardecer n\u00e3o se encaixa no paradigma dos pequenos sofrimentos cotidianos. E mais. O que fazer com a realidade anterior? Afinal, ter\u00e1 que abandonar marido e filhos. Pobre Francesca!<\/p>\n<p>Agora, antes de finalizar, vamos falar de Meryl Streep.<\/p>\n<p>Mais do que apenas representar uma personagem, o mais importante \u00e9 dar um sentido plenamente humano ao que se quer representar. Esse \u00e9 o desafio dos grandes atores e das grandes atrizes. E Meryl Streep parece n\u00e3o fazer o menor esfor\u00e7o para tornar Francesca t\u00e3o viva diante de n\u00f3s. E n\u00e3o importa o destino tra\u00e7ado para Francesca. O que importa \u00e9 sentir suas rea\u00e7\u00f5es diante dos fatos inesperados que a obrigaram a se movimentar internamente. E s\u00e3o estes movimentos que Meryl Streep nos oferece com sutil intensidade. O que interessa \u00e0 atriz \u00e9 como a personagem se comporta como mulher. \u00c9 aqui que Meryl Streep nos d\u00e1 uma aula de feminino. Infelizmente, Clint Eastwood, o homem, fica a meio caminho. N\u00e3o nos apresenta com clareza o masculino. Fica-nos parecendo que o que ele tem a oferecer \u00e9 apenas a casca, pintada de glamourosos trejeitos. Mas, sem o miolo, o que fazer com a casca? Talvez seja por isso que Francesca \u2014 leia-se Meryl Streep \u2014 n\u00e3o embarcou na aventura proposta por Robert \u2014 leia-se Clint Eastwood. Por seguran\u00e7a, ela preferiu ficar na esfera das fantasias.<\/p>\n<p>Em suma. O que nos parece ser um sonho pode, na verdade, ser uma oportunidade. E \u00e9 das oportunidades que nascem as escolhas. E escolher \u00e9 correr riscos. E correr riscos \u00e9 enfiar os dois p\u00e9s na jaca da realidade. Este \u00e9 o pre\u00e7o a se pagar. Agora, podemos escolher permanecer no mundo dos sonhos. Mesmo que isto possa nos parecer um ato de covardia. Se lembrarmos que sonhar \u00e9 nos convidar para iniciar uma nova realidade, podemos ent\u00e3o dizer que permanecer no sonho \u00e9 renunciarmos a dar o passo. E \u00e9 disso que o filme quer falar pela voz amargurada de Francesca. Robert Kincaid n\u00e3o lhe deixou claro se valia ou n\u00e3o a pena mudar de escolha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em AS PONTES DE MADISON (135\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Clint Eastwood, EUA (1995), vamos nos deparar com uma quest\u00e3o b\u00e1sica que nos aflige toda vez que iniciamos uma rela\u00e7\u00e3o de afeto com algu\u00e9m. Estamos mesmo fazendo a escolha certa? Pior \u00e9 quando se trata de deixar o antigo amor para assumir o novo. 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