{"id":1134,"date":"2020-07-10T19:49:43","date_gmt":"2020-07-10T22:49:43","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1134"},"modified":"2021-08-12T11:49:34","modified_gmt":"2021-08-12T14:49:34","slug":"ao-mestre-com-carinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/ao-mestre-com-carinho\/","title":{"rendered":"Ao Mestre Com Carinho"},"content":{"rendered":"<p>AO MESTRE COM CARINHO (105\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de James Clavell, Reino Unido (1967), \u00e9 um filme t\u00e3o bem-feito que nos d\u00e1 a impress\u00e3o de que ele j\u00e1 nasceu pronto. Ou foi realizado sem esfor\u00e7o. L\u00f3gico, sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim. Produzir filmes exige esfor\u00e7os art\u00edsticos e t\u00e9cnicos imensur\u00e1veis. Ademais, <em>Ao Mestre com Carinho<\/em>, baseado em livro hom\u00f4nimo de Edward Ricardo Braithwaite, publicado em 1959, traz uma tem\u00e1tica moderna, sens\u00edvel e explosiva. Quest\u00f5es socioecon\u00f4micas misturadas com racismo. Viol\u00eancias dom\u00e9sticas produzindo car\u00eancias b\u00e1sicas, como a aus\u00eancia de afeto e de orienta\u00e7\u00e3o. Portanto, uma tem\u00e1tica perigosa, em que h\u00e1 muito o que dizer e o que mostrar. E aqui reside toda a sinceridade do filme. A c\u00e2mera nos leva direto, sem pudor, para dentro da sala de aula de uma escola da periferia de Londres, em um bairro oper\u00e1rio do <em>East End<\/em>, apinhada de jovens perdidos, agressivos e infantilizados. Jovens que precisam de algu\u00e9m que lhes mostre o rumo. E tem que ser r\u00e1pido, porque alguns deles beiram j\u00e1 a delinqu\u00eancia.<\/p>\n<p>O que fica evidenciado, logo nas primeiras cenas, \u00e9 que qualquer professor, mesmo o mais experiente, pensaria mil vezes antes de entrar por aquela porta e encarar a turminha. O \u00faltimo n\u00e3o aguentou. E a escola acaba de contratar um novo professor. Inexperiente. Um engenheiro el\u00e9trico desempregado. Negro. Nascido na Guiana Inglesa e tentando a vida em plena Londres dos anos 1960. Ent\u00e3o, professor&#8230; vai encarar?<\/p>\n<p>Mark Thackeray (Sidney Poitier) \u00e9, sim, um engenheiro desempregado que, ap\u00f3s ter tantos curr\u00edculos recusados, n\u00e3o v\u00ea alternativa sen\u00e3o aceitar o emprego de professor em uma escola de periferia. Mesmo sendo aconselhado por seus futuros colegas professores a recusar o cargo, e mesmo depois do frustrante primeiro dia de aula, com fartas evid\u00eancias de desrespeito, rejei\u00e7\u00e3o e racismo, Mark decide encarar o desafio. E o faz n\u00e3o s\u00f3 por estar desempregado, mas tamb\u00e9m por sua identifica\u00e7\u00e3o imediata com a hist\u00f3ria daqueles jovens abandonados pelo sistema educacional londrino. Reside aqui a for\u00e7a moral e filos\u00f3fica que explica sua decis\u00e3o. Mark conhece muito bem o que se passa ali, atr\u00e1s daquelas carteiras.<\/p>\n<p>O filme trata com sensibilidade dos problemas de um grupo espec\u00edfico de jovens sedentos por algu\u00e9m que lhes ensine os modelos elementares de conviv\u00eancia social. Nada de bomb\u00e1stico. \u00c9 preciso apenas ensinar aos rapazes que se deve tratar uma mulher de senhorita e n\u00e3o de vadia. Que se deve dizer \u201ccom licen\u00e7a\u201d quando entra, \u201cbom dia\u201d quando encontra. Sentar-se de modo correto \u00e0 carteira, necessariamente tendo os p\u00e9s presos ao ch\u00e3o. Enfim, corrigir comportamentos desajustados de jovens que trazem para a sala de aula a falta de ensinamentos b\u00e1sicos que fam\u00edlias desestruturadas n\u00e3o conseguem oferecer a seus filhos.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia desses ensinamentos leva naturalmente a um estado de selvageria. Que pode nos chocar, mas que \u00e9 a realidade de muitas escolas, inclusive dentro de nossas fronteiras. Verdade \u00e9 que estes jovens estavam apenas \u00e0 espera de um mestre que os tratasse com carinho. Algu\u00e9m que os conduzisse, com m\u00e3os firmes, para a vida adulta. E eis que, por obra do destino, adentra a sala um charmoso e carism\u00e1tico Sidney Poitier!<\/p>\n<p>James Clavell tira do livro autobiogr\u00e1fico de Braithwaite um roteiro enxuto e preciso. Que beira o did\u00e1tico. E consegue levar o espectador ao limite da impaci\u00eancia, a ponto de nos sentirmos t\u00e3o desamparados quanto o professor. Podemos v\u00ea-lo parado diante dos alunos, sem saber o que fazer. Na verdade, o nervosismo come\u00e7a antes, ainda no corredor, quando o professor, ele pr\u00f3prio tenso, encaminha-se para a sala de aula. Cresce a expectativa. O que vai acontecer? Qual a pr\u00f3xima provoca\u00e7\u00e3o? Livros derrubados no ch\u00e3o? Tampas de carteiras largadas com estrondo? Pernas para o alto? Agress\u00f5es verbais? Ironias? O p\u00e9 da mesa cerrado, levando nosso professor quase ao ch\u00e3o? E ele ali, \u00e0 frente, olhando a tudo, at\u00f4nito.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o melhor momento do filme. Quando nos perguntamos: ser\u00e1 que o professor vai gritar? Vai esmurrar a mesa? Partir para o confronto f\u00edsico? N\u00e3o. Mark Thackeray simplesmente faz o que tem que fazer. Foge \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es. N\u00e3o morde a isca. Ele sabe que os conflitos n\u00e3o nascem na sala de aula. Eles v\u00eam de fora, dos lares, das ruas. Afrontar a selvageria seria lutar contra moinhos de vento. Principalmente quando os conflitos de cada um se juntam num grande acordo orquestrado por Denham (Christian Roberts), o l\u00edder da arrua\u00e7a. Conflitos unidos jamais ser\u00e3o vencidos! A n\u00e3o ser que a serenidade, a firmeza e a arg\u00facia consigam nocaute\u00e1-los. E o mestre nocauteia. Um a um. Na individualidade, n\u00e3o no coletivo. L\u00facido, Mark Thackeray sabe que o caminho da autoridade se constr\u00f3i pelo respeito, jamais pelo confronto.<\/p>\n<p>Eis o resultado: se n\u00e3o h\u00e1 o embate, o conflito perde seu alvo de ataque. Ele ter\u00e1 que se voltar contra si mesmo. \u00c9 a l\u00f3gica. Previs\u00edvel, ali\u00e1s. E foi o que aconteceu. O mestre, com sua postura neutra, de n\u00e3o confronto, criou o v\u00e1cuo. O espa\u00e7o onde cada aluno agora poderia olhar para si mesmo. Neutralizados os conflitos, as dores come\u00e7aram a se manifestar. Nesse contexto, a figura paterna \u00e9 a que surge com mais intensidade, provavelmente j\u00e1 num processo de identifica\u00e7\u00e3o com aquele homem de gestos e olhares inabal\u00e1veis, de presen\u00e7a forte e jeito meigo, trazendo dentro de si uma amadurecida sensibilidade social, justamente do que os alunos precisavam.<\/p>\n<p>O mestre simboliza a lei imposta pelo afeto, n\u00e3o pela pancada. E aqui o filme come\u00e7a a fazer lentamente a manobra em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o da realidade desajustada em que aqueles jovens estavam inseridos. E esta manobra em dire\u00e7\u00e3o aos bons ventos se d\u00e1 quando Mark Thackeray finalmente entende o que est\u00e1 acontecendo. Num golpe de mestre, pega a pilha de livros sobre a mesa e joga tudo na lata do lixo. Isso mesmo. E pergunta para os surpresos alunos sobre o que eles querem conversar. Sexo? Casamento? Rela\u00e7\u00f5es? Fam\u00edlia? Menstrua\u00e7\u00e3o? \u00c0s favas com o ensino formal!<\/p>\n<p>Apesar do encantamento, da rendi\u00e7\u00e3o, do al\u00edvio, vale lembrar que a resist\u00eancia n\u00e3o se quebra totalmente. Nem poderia, sob pena de o filme perder f\u00f4lego. A tens\u00e3o gerada pelo confronto inicial persistir\u00e1 at\u00e9 o fim, agora isolada na figura do l\u00edder da arrua\u00e7a, aquele mesmo, Denham. E o anticl\u00edmax acontece na \u00faltima cena, antes do desfecho, quando Denham desafia o mestre para uma luta de boxe. Uma situa\u00e7\u00e3o interessante, quase subliminar. E totalmente necess\u00e1ria. O filme precisava, sim, de um confronto f\u00edsico, mesmo que a escola, sabiamente, tivesse por norma jamais o utilizar.<\/p>\n<p>Sidney Poitier empresta a Mark Thackeray seu charme, seu olhar, seu gesto gentil e denso, e, aos poucos, j\u00e1 n\u00e3o sabemos quem \u00e9 o Mark e quem \u00e9 o Sidney. A simbiose, do ponto de vista artisticamente humano, se concretiza. O filme ingl\u00eas fez tanto sucesso nos Estados Unidos, em 1967, que a Columbia Pictures promoveu uma pesquisa para saber a raz\u00e3o por que tanta gente ia ao cinema para ver <em>Ao Mestre com Carinho<\/em>. A resposta foi quase un\u00e2nime. Por causa de Sidney Poitier. Haveria alguma outra raz\u00e3o pra se ir ao cinema? Provavelmente sim, afinal, o filme \u00e9 \u00f3timo. Mas temos que admitir. Sidney Poitier \u00e9 o filme.<\/p>\n<p>Em suma. Assistam a <em>O Mestre com Carinho <\/em>para verem Sidney Poitier. Mas n\u00e3o s\u00f3 por isso. Aproveitem para entender porque o cinema, para ser pura divers\u00e3o, tem que oferecer charme e esbanjar intelig\u00eancia. Mesmo tratando de uma tem\u00e1tica t\u00e3o complexa quanto o delicado corpo social radiografado dentro de uma simples sala de aula. E \u00e9 aqui, dentro da sala de aula, que o filme edifica a sua grandeza. A escola n\u00e3o precisa substituir a fam\u00edlia. Nem deveria. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode virar as costas para o que acontece dentro de seus muros, um caldeir\u00e3o fervilhante de demandas e car\u00eancias que precisam ser atendidas. Portanto, a escola tem que se preparar, sim, para acolher seus alunos. Afinal, n\u00e3o \u00e9 toda sala de aula que ter\u00e1 um Mark Thackeray.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AO MESTRE COM CARINHO (105\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de James Clavell, Reino Unido (1967), \u00e9 um filme t\u00e3o bem-feito que nos d\u00e1 a impress\u00e3o de que ele j\u00e1 nasceu pronto. Ou foi realizado sem esfor\u00e7o. L\u00f3gico, sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim. Produzir filmes exige esfor\u00e7os art\u00edsticos e t\u00e9cnicos imensur\u00e1veis. 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