{"id":1146,"date":"2020-07-05T20:25:37","date_gmt":"2020-07-05T23:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1146"},"modified":"2021-07-12T11:35:38","modified_gmt":"2021-07-12T14:35:38","slug":"a-vida-e-bela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/a-vida-e-bela\/","title":{"rendered":"A Vida \u00c9 Bela"},"content":{"rendered":"<p>A VIDA \u00c9 BELA (117\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Roberto Benigni, It\u00e1lia (1999), \u00e9 um filme que parece surgir do nada, formatado, logo em seu in\u00edcio, por cenas alucinantes, em que a personagem principal, de pronto, nos mostra a que veio. Ela \u00e9 apaixonante, otimista, moral e emocionalmente inquebrant\u00e1vel. De fato, \u00e0 medida que vamos percebendo qual \u00e9 a real proposta da trama, somos cooptados por uma ideia simples, cuja premissa \u00e9 o pr\u00f3prio t\u00edtulo do filme. Que, ali\u00e1s, \u00e9 a grande sacada de Roberto Benigni, que tamb\u00e9m assina, junto com Vincenzo Cerami, o roteiro. A proposta, obsessiva at\u00e9, \u00e9 provar que a vida pode sim ser bela, independente das circunst\u00e2ncias, estejamos n\u00f3s em uma tranquila rua de Arezzo, ou em um campo de concentra\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que quando o filme sai das ruas de uma cidade do interior da It\u00e1lia e cai literalmente dentro de um campo de concentra\u00e7\u00e3o, o desafio do filme em provar a premissa do t\u00edtulo torna-se angustiante. Ficamos em suspens\u00e3o. Torcendo pelo desfecho feliz. Para que a beleza n\u00e3o se desfa\u00e7a.<\/p>\n<p>Tudo vai depender da credibilidade do protagonista. Que \u00e9 calcada na atua\u00e7\u00e3o magn\u00edfica, com raro f\u00f4lego, de Roberto Benigni, ganhador, com m\u00e9ritos, da estatueta do Oscar de Melhor Ator. Sim, ele, o pr\u00f3prio, o polivalente Benigni, \u00e9 o ator que representa o protagonista Guido, o pai que d\u00e1 conta de convencer seu filho, Giosu\u00e9, em meio aos horrores de um campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista, de que a vida continua bela. Esta convic\u00e7\u00e3o \u00e9 fincada na esperan\u00e7a de que o que est\u00e1 ruim uma hora vai melhorar. E de que a alegria e o otimismo s\u00e3o os melhores guias para atravessarmos a escurid\u00e3o. Ap\u00f3s a cena final, o espectador poder\u00e1 querer mudar o t\u00edtulo do filme para a negativa. Mas n\u00e3o poder\u00e1 negar que, de uma forma po\u00e9tica e l\u00fadica, o filme cumpre sua miss\u00e3o. A de nos mostrar que a trag\u00e9dia do holocausto existiu. E que, por esta raz\u00e3o, a vida pode mesmo n\u00e3o ser t\u00e3o bela. Mas o filme \u00e9.<\/p>\n<p>Guido Orefice \u00e9 um judeu que chega a Arezzo, na Toscana, \u00e0 procura de trabalho. Ele nos \u00e9 apresentado dentro de um carro descendo a colina, em disparada, sem freios. \u00c9 assim que o filme come\u00e7a, na irreverente velocidade do protagonista Guido, uma mistura de persist\u00eancia imorredoura e otimismo inabal\u00e1vel, um ser movido pelo sentimento po\u00e9tico do amor \u00e0 vida. Na mesma rapidez com que chega \u00e0 cidade, logo encontra emprego em um hotel de luxo, onde seu tio, Eliseo (Giustino Durano), \u00e9 o gerente. Em poucos minutos, o filme deixa claro o que ele quer nos dizer. Que a vida, para ser mesmo bela, precisa que assim a enxerguemos.<\/p>\n<p>Numa situa\u00e7\u00e3o hil\u00e1ria, por acidente, Guido fica conhecendo seu grande amor, Dora (Nicoletta Braschi), por quem imediatamente se apaixona. Numa sequ\u00eancia bem constru\u00edda de perip\u00e9cias, algumas burlescas, Guido rapta sua amada dos bra\u00e7os do noivo fascista, em plena festa de noivado, e os dois fogem para se casar. Mais um pouco e o filme, numa bela passagem de tempo, nos transporta para a Segunda Guerra Mundial, com o filho do casal, Giosu\u00e9 (Giorgio Cantarini), beirando j\u00e1 seus seis anos de idade. \u00c9 nesta altura do filme, quando pai e filho s\u00e3o levados para o campo de concentra\u00e7\u00e3o, que a vida, mais do que nunca, ter\u00e1 que ser bela.<\/p>\n<p>O roteiro, constru\u00eddo linearmente em cima de situa\u00e7\u00f5es c\u00f4micas \u2014 com cenas de pastel\u00e3o \u00e0 la Chaplin e di\u00e1logos espirituosos \u2014, se prepara para iniciar a segunda parte da narrativa. Agora pai e filho, separados da esposa e m\u00e3e, v\u00e3o viver juntos as barb\u00e1ries de um campo de concentra\u00e7\u00e3o. Guido estabelece para o filho regras de prote\u00e7\u00e3o simples, tais como nunca chorar, nunca se dirigir a um oficial nazista e ficar sempre escondido. Cada vez que Giosu\u00e9 cumpre uma dessas ordens, ganha um ponto. Este \u00e9 o jogo. O jogo dos mil pontos. Ao chegar ao mil\u00e9simo, Giosu\u00e9, como pr\u00eamio, ganhar\u00e1 um tanque de guerra de verdade. E assim foi, por longos meses, ponto a ponto, at\u00e9 a guerra terminar. E o tr\u00e1gico se concretizar.<\/p>\n<p>A realidade do holocausto, em <em>A Vida \u00e9 Bela<\/em>, n\u00e3o \u00e9 pano de fundo. E nem poderia ser, afinal, o holocausto \u00e9 uma das grandes feridas da humanidade. O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o filme se utiliza do hil\u00e1rio como ve\u00edculo para mostrar o tr\u00e1gico, sem que este se misture \u00e0quele. Ambos interagem com a narrativa, mas caminham em paralelo. O espectador poder\u00e1 alegar que estes dois mundos, o do pai e filho, de um lado, e o dos horrores vividos no campo de concentra\u00e7\u00e3o, do outro, deveriam se tocar com mais for\u00e7a, com mais contund\u00eancia, com mais amargura. Em outras palavras, que estas duas inst\u00e2ncias n\u00e3o convivessem separadas dentro de um mesmo recipiente como o \u00f3leo e a \u00e1gua. No entanto, entendemos que, do ponto de vista da constru\u00e7\u00e3o narrativa, a mistura comprometeria a proposta art\u00edstica do filme. E seu impacto final.<\/p>\n<p>Dentro do contexto de hilaridade utilizada como forma de contornar o tr\u00e1gico, vale mencionar uma das tantas cenas \u00e1cidas, colorida pela intelig\u00eancia, que o filme nos oferece. \u00c9 a cena que retrata o momento em que Guido, ainda em Arezzo, pergunta a seu interlocutor, um comerciante, ap\u00f3s este t\u00ea-lo alertado de que as coisas andam <em>\u201cfeias\u201d<\/em> na It\u00e1lia fascista. Animado com a cr\u00edtica do comerciante ao regime, Guido pergunta-lhe. \u201c<em>Como o senhor v\u00ea a pol\u00edtica?\u201d<\/em>. Ao mesmo tempo em que faz a pergunta, a c\u00e2mera nos mostra ao fundo da cena dois meninos fazendo algazarras. Em seguida \u00e0 pergunta de Guido, o comerciante, irritado, repreende os filhos. Ele grita. \u201c<em>Benito!\u201d \u201cAdolfo!\u201d.<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 uma estranheza necess\u00e1ria para que o filme encontre seu ponto de grito. E esta estranheza \u00e9 conduzida magistralmente pela personagem Guido, que corre o tempo todo fora da curva da realidade. Ele, como recurso de sobreviv\u00eancia, coloca seu filho num arco de fantasias e ali o deixa, protegido. Da\u00ed a estrutura do jogo. E este \u00e9 o segredo e o grande m\u00e9rito do filme. A fantasia impulsiona a vida dentro do tr\u00e1gico. N\u00e3o \u00e0 toa, em cena magistralmente ic\u00f4nica, ainda em Arezzo, onde fantasia e realidade j\u00e1 interagiam, o gar\u00e7om Guido, dominado pela paix\u00e3o e querendo se aproximar da amada naquele amplo sal\u00e3o, \u00e9 alertado pelo <em>ma\u00eetre<\/em> de que a cozinha fica do outro lado. E o gar\u00e7om Guido simplesmente diz. <em>\u201cHoje est\u00e1 tudo errado, veja onde colocaram a cozinha!\u201d.<\/em> \u00c9 essa l\u00f3gica, ironicamente farsesca, constru\u00edda por Guido, que ser\u00e1 utilizada no campo de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de nos encaminharmos para o final, vale lembrar que <em>A Vida \u00e9 Bela<\/em>, tamb\u00e9m ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, concorria, \u00e0 \u00e9poca, em 1999, com outro filme ic\u00f4nico, este brasileiro, <em>Central do Brasil<\/em>, com a estupenda Fernanda Montenegro indicada \u00e0 estatueta de Melhor Atriz. \u00c9 de se lamentar? Sim e n\u00e3o. Sem comparar arte com arte, podemos dizer que os dois filmes poderiam estar ocupando o mesmo lugar de honra. No entanto, obedecendo \u00e0 lei da f\u00edsica, dois corpos, mesmo que belos, n\u00e3o podem ocupar, ao mesmo tempo, o mesmo espa\u00e7o. Um deles ter\u00e1 que se retirar. Neste caso, teve que ser <em>Central do Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>E terminamos esta resenha com a cereja do bolo. Tudo o que se editou do filme, dos di\u00e1logos \u00e0s situa\u00e7\u00f5es c\u00eanicas, foi para mostrar como o amor de um pai \u00e9 capaz de construir uma realidade paralela para proteger o filho das mis\u00e9rias humanas (leia-se campo de concentra\u00e7\u00e3o). E o faz com tanto charme, tanta poesia e tanta convic\u00e7\u00e3o que n\u00f3s tamb\u00e9m passamos a acreditar que \u00e9 poss\u00edvel viver em um outro mundo, onde o encanto ocupar\u00e1 o lugar do horror. E o espectador h\u00e1 de concordar. O pai foi um jogador perfeito. S\u00f3 errou o \u00faltimo lance.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A VIDA \u00c9 BELA (117\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Roberto Benigni, It\u00e1lia (1999), \u00e9 um filme que parece surgir do nada, formatado, logo em seu in\u00edcio, por cenas alucinantes, em que a personagem principal, de pronto, nos mostra a que veio. Ela \u00e9 apaixonante, otimista, moral e emocionalmente inquebrant\u00e1vel. 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