{"id":1173,"date":"2020-06-19T22:14:59","date_gmt":"2020-06-20T01:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1173"},"modified":"2021-04-08T08:07:49","modified_gmt":"2021-04-08T11:07:49","slug":"aurora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/aurora\/","title":{"rendered":"Aurora"},"content":{"rendered":"<p>O filme AURORA (91\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Friedrich Wilhelm Murnau, produ\u00e7\u00e3o norte-americana, foi lan\u00e7ado em 1927, em Nova Iorque, e mesmo que sua estreia n\u00e3o tenha tido um acolhimento retumbante, \u00e9 considerado hoje um dos grandes filmes de todos os tempos. Alguns, mais entusiasmados, o colocam entre os dez melhores. E n\u00e3o \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o exagerada. Afinal, temos um filme que traz uma est\u00e9tica inspirada no expressionismo alem\u00e3o, o que d\u00e1 \u00e0 dor humana uma dimens\u00e3o raramente vista nos cinemas. Ademais, estamos falando de um filme mudo, lan\u00e7ado ali no limiar do surgimento do cinema sonoro, mas t\u00e3o bem dirigido e t\u00e3o bem armado do ponto de vista de suas express\u00f5es visuais, que basicamente prescinde das cartelas, que s\u00e3o aquelas imagens congeladas que trazem escritos di\u00e1logos ou peda\u00e7os de narrativas para melhor compreens\u00e3o do p\u00fablico. N\u00e3o, n\u00e3o precisamos das cartelas para entender o que se passa na tela. E esta obra prima se deve ao alem\u00e3o F. W. Murnau (1888-1931), um cineasta pouco conhecido fora do circuito dos amantes do cinema, mas que, mesmo morrendo jovem, aos 42 anos, em um acidente de carro em Santa B\u00e1rbara, Calif\u00f3rnia, j\u00e1 havia constru\u00eddo uma robusta obra cinematogr\u00e1fica. Ponto para o magnata de Hollywood, William Fox, que convidara Murnau, em 1926, para vir trabalhar nos Estados Unidos. Murnau n\u00e3o s\u00f3 aceita o convite, como j\u00e1 no ano seguinte rodaria sua obra inconfund\u00edvel \u2014 <em>Aurora<\/em> (<em>Sunrise \u2013 Song of Two Humans<\/em>).<\/p>\n<p>O filme traz um roteiro simples na sua concep\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica. Um marido (George O\u2019Brien) matuto casado com uma esposa (Janet Gaynor) submissa, vivendo felizes no interior, com o filhinho rec\u00e9m-nascido. At\u00e9 que surge, em f\u00e9rias, a mulher da cidade grande (Margaret Livingston) para se tornar amante do fazendeiro. E a hist\u00f3ria entra com toda for\u00e7a no seu eixo dram\u00e1tico quando a mulher da cidade grande sugere ao amante que ele assassine a esposa e venha morar com ela, na cidade. Ap\u00f3s forte rea\u00e7\u00e3o, ele aceita p\u00f4r em pr\u00e1tica a ideia da amante. Convidaria a mulher para um passeio de barco e no meio do lago simularia um acidente. A personalidade fria da amante \u00e9 real\u00e7ada na cena em que ela mesma vai colher os seixos que servir\u00e3o de \u00e1libi para o assassino. A partir da\u00ed o filme flui numa sequ\u00eancia de culpas, dores, alegrias e experi\u00eancias afetivas que v\u00e3o construindo uma nova rela\u00e7\u00e3o entre o marido antecipadamente arrependido e a esposa generosa. Cabe aqui fazer uma men\u00e7\u00e3o especial \u00e0 profunda sensibilidade po\u00e9tica com que Murnau mistura drama e humor, mostrando-nos que a vida \u00e9 feita destas duas facetas, t\u00e3o vol\u00faveis quanto incontrol\u00e1veis, que se interpenetram e se sustentam, dando sentido ao nosso viver.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos detalhes t\u00e9cnicos e art\u00edsticos que se comentar do filme. Um deles s\u00e3o os experimentos de sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens, novidade para a \u00e9poca, al\u00e9m do pioneirismo na grava\u00e7\u00e3o dos sons direto na pel\u00edcula. H\u00e1 que mencionar tamb\u00e9m as cenas hil\u00e1rias, como a da ca\u00e7a ao porco fuj\u00e3o, a sess\u00e3o de fotografias do casal, e a magistral cena da dan\u00e7a. H\u00e1 ainda os precisos e expressivos movimentos de face e corpo dos atores que, eficientemente, nos relatam o que sentem sem que precisem da fala. No entanto, preferimos cuidar apenas de um item visual que marca esteticamente o filme e o faz ainda mais grandioso. A fotografia.<\/p>\n<p>O tom soturno em contraste com o branco alucinante, quase virginal, comp\u00f5e com exatid\u00e3o a atmosfera do tr\u00e1gico que o filme sugere o tempo todo. Trata-se de um filme em preto e branco, aparentemente com poucos recursos crom\u00e1ticos, n\u00e3o fosse a criatividade t\u00e9cnica de Charles Rosher. S\u00f3 para registrar algumas cenas e conduzir o espectador nessa magia, registramos o momento da cozinha, no in\u00edcio do filme, quando o marido est\u00e1 vestindo o casaco, pronto para sair para mais um encontro com a amante. A cortina, a toalha da mesa e o abajur luminosamente brancos contrastam com os tons sombrios do ambiente. Ap\u00f3s a sa\u00edda do marido, entra a mulher, e sua dor de esposa abandonada \u00e9 acentuada quando ela se senta \u00e0 mesa e as luzes brancas da cortina, da toalha e do abajur a acolhem e a envolvem na mesma luz. Pouco depois a vemos no lado de fora, junto \u00e0 porta, dando milho \u00e0s galinhas, e os \u00fanicos elementos brancos s\u00e3o justamente as galinhas. Como \u00faltimo exemplo, vemos mais adiante as duas colunas da igreja misturando seu branco intenso ao branco tamb\u00e9m intenso dos cavalos estacionados em frente a esta igreja. O elemento art\u00edstico da fotografia reside justamente na conten\u00e7\u00e3o do branco na forma do objeto, sem se diluir no sombrio. \u00c9 como se a dor e a beleza tivessem vidas pr\u00f3prias, independentes.<\/p>\n<p>Para finalizar, nada melhor do que transcrever os letreiros do in\u00edcio do filme, que conjugam todos os elementos dram\u00e1ticos da narrativa em um sublime inv\u00f3lucro po\u00e9tico. Diz. <em>\u201cEsta can\u00e7\u00e3o do Homem e de sua Esposa \u00e9 de nenhum lugar e de todos os lugares; \u00e9 poss\u00edvel escut\u00e1-la em qualquer lugar e em qualquer hora, pois onde quer que o sol nas\u00e7a e se ponha, seja no tumulto da cidade ou sob o c\u00e9u aberto da fazenda, a vida \u00e9 muito semelhante; \u00e0s vezes amarga, \u00e0s vezes doce\u201d<\/em>. Em suma. Seja onde estivermos, seremos o mesmo. Para onde formos, levaremos a n\u00f3s mesmos, posto que estaremos condenados a sermos o ser humano que somos. Na tristeza e na alegria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme AURORA (91\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Friedrich Wilhelm Murnau, produ\u00e7\u00e3o norte-americana, foi lan\u00e7ado em 1927, em Nova Iorque, e mesmo que sua estreia n\u00e3o tenha tido um acolhimento retumbante, \u00e9 considerado hoje um dos grandes filmes de todos os tempos. Alguns, mais entusiasmados, o colocam entre os dez melhores. E n\u00e3o \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o exagerada. 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