{"id":1202,"date":"2020-06-07T23:25:55","date_gmt":"2020-06-08T02:25:55","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1202"},"modified":"2021-04-19T13:28:15","modified_gmt":"2021-04-19T16:28:15","slug":"moonlight","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/moonlight\/","title":{"rendered":"Moonlight"},"content":{"rendered":"<p>O sens\u00edvel filme MOONLIGHT (115\u2019), com dire\u00e7\u00e3o de Barry Jenkins, EUA (2016), rodado em apenas 25 dias, estrelado somente por atores negros, e aclamado pela cr\u00edtica especializada, foi o vencedor do Oscar 2017. S\u00f3 isto \u00e9 motivo para assistir ao filme. Se merecia ganhar? Sim e n\u00e3o, n\u00e3o e sim. Pol\u00eamicas \u00e0 parte, mais uma raz\u00e3o para assistir ao filme e compar\u00e1-lo com <em>La La Land<\/em>, seu forte concorrente \u00e0 estatueta de melhor filme. Enquanto em <em>La La Land<\/em> temos uma narrativa leve e \u00e1gil de persegui\u00e7\u00e3o aos sonhos, e, bingo!, seus protagonistas conseguem realiz\u00e1-los, portanto um hino ao sucesso nestes tempos de desesperan\u00e7as que assolam a humanidade, <em>Moonligth<\/em> prefere ir na contram\u00e3o da realidade glamourizada. Em <em>Moonlight<\/em> n\u00e3o cabem sonhos. Sequer h\u00e1 tempo para eles. O que resta \u00e9 juntar os estilha\u00e7os de realidade ca\u00eddos no ch\u00e3o e sair caminhando pela vida, sempre cuidando para n\u00e3o pisar nos cacos de vidro. E que fique claro. N\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a na dor. E <em>Moonlight<\/em> tem este compromisso com o espectador: o de n\u00e3o mentir. E ele n\u00e3o mente.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outras raz\u00f5es para assistir a <em>Moonlight<\/em>. Tendo sido baseado numa pe\u00e7a de teatro in\u00e9dita, <em>In Moonlight Black Boys Look Blue<\/em>, de McCraney, <em>Moonlight<\/em> ganhou tamb\u00e9m o Oscar de Melhor Roteiro adaptado. Isto nos d\u00e1 a aparente certeza de estarmos diante de uma narrativa bem estruturada, que embasa um roteiro consistente, e que nos coopta e nos mergulha em um sutil estado de compaix\u00e3o. <em>Moonlight<\/em> ganharia tamb\u00e9m o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que foi para Mahershala Ali, estupendo em seu papel de amparar o arredio e perseguido garoto Chiron. E olha que Mahershala s\u00f3 participa do primeiro ter\u00e7o do filme!<\/p>\n<p><em>Moonlight<\/em> narra a trajet\u00f3ria solit\u00e1ria de um garoto negro, Chiron, nascido dentro da Miami dos anos 1980, de fam\u00edlia desestruturada pelas drogas. Desde cedo se descobre homossexual, e com isso sofre constantes achaques f\u00edsicos e emocionais dos colegas de escola. Submete-se a tudo de forma silenciosa e resignada. Este \u00e9 o perfil social a que Chiron est\u00e1 condenado. Passar pela vida o mais invis\u00edvel que puder, sem vislumbrar qualquer perspectiva de salva\u00e7\u00e3o. Sem muita op\u00e7\u00e3o, acuado, chega o dia da vingan\u00e7a contra o chefe da <em>gang<\/em> do col\u00e9gio. Leva a melhor, mas n\u00e3o tem nenhum ganho com isso. Pelo contr\u00e1rio. Negro e pobre, \u00e9 logo trancafiado em um reformat\u00f3rio. Na vida adulta, passa a comandar o tr\u00e1fico de drogas em Atlanta, herdado de um antigo protetor. Esta \u00e9 a trajet\u00f3ria simplificada deste her\u00f3i an\u00f4nimo. No entanto, n\u00e3o \u00e9 a droga e seus desdobramentos que interessam ao filme. O que <em>Moonlight<\/em> quer \u00e9 nos convidar a acompanhar o silencioso sofrimento que impregna, como um terr\u00edvel estigma, a alma de Chiron. E nos dar a triste not\u00edcia de que ele levar\u00e1 este sofrimento vida afora. O desfecho ainda deixa no ar uma esperan\u00e7a. Mas Chiron, adulto, nos parece, j\u00e1 nasceu condenado.<\/p>\n<p>A narrativa se divide em tr\u00eas momentos, como se fossem tr\u00eas atos de uma pe\u00e7a teatral. Esta estrutura formal, ali\u00e1s, est\u00e1 clara. O protagonista pequeno, depois adolescente, e por \u00faltimo, adulto. A grande sacada do filme, e a\u00ed entra a m\u00e3o do diretor, \u00e9 que os tr\u00eas atores que representam as tr\u00eas fases da vida do protagonista conseguem manter a linha exata da constru\u00e7\u00e3o da personagem, numa rigidez de perfil que s\u00f3 mesmo uma boa dire\u00e7\u00e3o de atores e uma composi\u00e7\u00e3o consistente de personagens conseguiriam atingir. Apesar de serem tr\u00eas atores totalmente diferentes \u2014 nenhum dos tr\u00eas acompanhou a filmagem dos outros dois \u2014, fica-nos a n\u00edtida impress\u00e3o de se tratar da mesma pessoa. O filme n\u00e3o se perde no fio condutor da dor. Ele, pelo contr\u00e1rio, a sacraliza.<\/p>\n<p>E \u00e9 justo dedicar um par\u00e1grafo para nomear os atores que formaram o premiado elenco de <em>Moonlight<\/em>. A fase inf\u00e2ncia de Chiron foi representada por Alex Hibbert, a fase adolescente, por Ashton Sanders, e a adulta, por Trevante Rhodes que, a princ\u00edpio, havia se candidatado para o papel adulto de Kevin, que viria a ser entregue a Andre Holland. Falta mencionar o garoto Jaden Piner no papel infantil de Kevin, amigo de Chiron. O Kevin adolescente ficou com Jharrel Jerome. E temos ainda a atriz inglesa Naomie Harris que, ap\u00f3s muito relutar, acabou aceitando o papel da m\u00e3e de Chiron, a drogada Paula. E no papel de Tereza, namorada de Juan, casal que acolheria o menino Chiron, Janelle Mon\u00e1e, que n\u00e3o pensou duas vezes em aceitar o convite. E, por fim, no papel de Juan, o premiad\u00edssimo Mahershala Ali, conhecido por representar Remy Danton em <em>House of Cards<\/em>. Uma salva de palmas!<\/p>\n<p>Quanto ao ritmo, ao desfecho, \u00e0 edi\u00e7\u00e3o, \u00e0 m\u00e3o contida do diretor, dando mais chances \u00e0s sutilezas que ao espetaculoso, bem, a\u00ed vai do gosto de cada um avaliar os elementos art\u00edsticos que comp\u00f5em uma produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Para a finalidade a que o filme se prop\u00f5e, a op\u00e7\u00e3o do diretor, a nosso ver, foi acertada. Ele nos oferece a m\u00e1gica simbologia da dor atrav\u00e9s do sil\u00eancio. Um sil\u00eancio, ali\u00e1s, que grita.<\/p>\n<p>Em suma. A grandeza de certos filmes n\u00e3o reside no furor criativo das t\u00e9cnicas nem na conturbada proposta de seu conte\u00fado. H\u00e1 filmes que apenas se apropriam da realidade como uma c\u00famplice fiel que os ajudar\u00e1 a mostrar outras facetas da vida, sem que para isso precisem macular a beleza de ser humano. <em>Moonlight<\/em> \u00e9 destes filmes. Que apenas se prestam a nos humanizar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sens\u00edvel filme MOONLIGHT (115\u2019), com dire\u00e7\u00e3o de Barry Jenkins, EUA (2016), rodado em apenas 25 dias, estrelado somente por atores negros, e aclamado pela cr\u00edtica especializada, foi o vencedor do Oscar 2017. S\u00f3 isto \u00e9 motivo para assistir ao filme. Se merecia ganhar? Sim e n\u00e3o, n\u00e3o e sim. 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