{"id":1227,"date":"2020-11-30T22:38:22","date_gmt":"2020-12-01T01:38:22","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1227"},"modified":"2021-07-10T15:02:46","modified_gmt":"2021-07-10T18:02:46","slug":"a-cor-purpura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/a-cor-purpura\/","title":{"rendered":"A Cor P\u00farpura"},"content":{"rendered":"<p>O filme A COR P\u00daRPURA (154\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Steven Spielberg, EUA (1985), \u00e9 baseado no belo e pungente livro hom\u00f4nimo de Alice Walker, publicado em 1982, que daria a ela o Pr\u00eamio Pulitzer no ano seguinte. Este livro surgiu das v\u00edsceras do mundo agr\u00e1rio no interior negro do sul dos Estados Unidos, portanto, surgiu l\u00e1 dos confins de uma \u00c1frica que teve seus filhos exportados para a escravid\u00e3o nas Am\u00e9ricas. Se \u00e9 um hino \u00e0 amizade e ao amor, \u00e9 antes de tudo um hino \u00e0 vida, que implica n\u00e3o s\u00f3 em denunciar as barb\u00e1ries do patriarcado e do racismo, mas tamb\u00e9m em entender como se constituem as rela\u00e7\u00f5es humanas, e seus reflexos nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Os rancores que ficam podem ser compreendidos sob um ponto de vista diferente, principalmente quando se reconhecem as fraquezas e os disparates que se cometem em nome de algo que com o tempo perde o sentido. Se perde o sentido, n\u00e3o apagar\u00e1 as consequ\u00eancias, mas pode-se conviver com elas, afinal, n\u00e3o precisamos deixar que os sofrimentos do passado atrapalhem o nosso viver. Podemos substitu\u00ed-los por coisas belas e produtivas, por sorrisos e delicadezas. Nada mais saud\u00e1vel que o cotidiano para aplainar as dores e retroalimentar as esperan\u00e7as. Este \u00e9 o hino cantado em cada p\u00e1gina do livro de Alice Walker, e \u00e9 esta mesma esperan\u00e7a que Steven Spielberg leva para a tela, conservando a grandeza humana que permeia os fatos a serem repudiados. O feliz roteiro de Menno Meyjes, que respeita o livro, inclusive utilizando-se dos di\u00e1logos de Alice Walker, vem preservar o grito original da obra liter\u00e1ria, o de que a vida, a despeito de tudo, tem que continuar.<\/p>\n<p>Antes de analisarmos o filme, cabe falar um pouco de Alice Walker para entender como surgiu esta obra prima da literatura norte-americana, transformada em bel\u00edssimo filme. Menina feliz e extrovertida, nascida no interior da Ge\u00f3rgia \u2014 o cora\u00e7\u00e3o negro do sul dos Estados Unidos \u2014, Alice acaba sofrendo na inf\u00e2ncia um grave acidente quando, brincando com os irm\u00e3os, perde a vis\u00e3o do olho direito. Este fato marcaria sua vida. Mais introspectiva, volta-se inteiramente para a leitura e a escrita. Ativista, ao trazer para dentro da sua literatura as dores do racismo, ela n\u00e3o endeusa os negros em nome de uma causa superior \u2014 as lutas pela igualdade racial. No embate com o branco, o que se discute s\u00e3o os cotidianos das fam\u00edlias negras, e o que vamos ver s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es de poder, de abusos, de amores mal resolvidos, amizades duradouras, enfim, a santidade dos palcos das lutas por igualdade de direitos n\u00e3o ser\u00e1 a mesma santidade entre quatro paredes. Esta abordagem honesta, trazida inteira para o filme, d\u00e1 credibilidade humana e filos\u00f3fica \u00e0 narrativa.<\/p>\n<p>O filme j\u00e1 come\u00e7a impactando com a cor p\u00farpura envolvendo as duas irm\u00e3s, Celie e Nettie, que, num caminhar afogueado de dan\u00e7a e felicidade, comp\u00f5em a paisagem de um mundo id\u00edlico, do qual jamais se separar\u00e3o. Assim diz a letra da brincadeira:<em>\u201cMakidada, nada vai afastar minha irm\u00e3 de mim. Makidada, eu e voc\u00ea nunca vamos nos separar\u201d. <\/em>Na a\u00e7\u00e3o seguinte, na mesma paisagem, mas sem a cor p\u00farpura, vem a dor machucada de Celie na gravidez do abuso. O id\u00edlio j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo, mas a obsess\u00e3o de nunca se separarem est\u00e1 ainda mais viva. Sabem que precisam estar juntas para enfrentarem o mundo. Leia-se, machismo, abuso, racismo, ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Celie e Nettie s\u00e3o duas irm\u00e3s que perdem o pai ainda pequenas e v\u00e3o morar na casa do padrasto, de quem sofrer\u00e3o amea\u00e7as psicol\u00f3gicas, e Celie, abusos sexuais. Muito pequenas, crescem apegadas uma a outra, com juras de nunca se separarem. S\u00e3o estas juras a fortaleza de um amor que nunca se render\u00e1 ao esquecimento e \u00e0 dist\u00e2ncia. Esta \u00e9 a poesia que embeleza a obra.<\/p>\n<p>Celie (Desreta Jackson, menina), ap\u00f3s gerar duas crian\u00e7as por conta dos abusos de quem ela considerava ser seu pai, casa-se com Sinh\u00f4 Albert (Danny Glover, perfeito), vi\u00favo que precisava de uma m\u00e3e e de uma dom\u00e9stica (mais dom\u00e9stica que m\u00e3e) para cuidar de sua casa e prole. Logo se revela tamb\u00e9m um homem cruel, insens\u00edvel aos sentimentos de Celie, fazendo dela uma mera propriedade, a quem pode espancar sob o menor pretexto, muita das vezes, inexistente. Ao receber como h\u00f3spede Nettie (Akosua Busia, expressiva), que fugira dos ass\u00e9dios do pai, Albert vai replicar os mesmos comportamentos abusivos, levando, com a desesperada fuga de Nettie, \u00e0 separa\u00e7\u00e3o das duas irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Est\u00e1 montado o arco narrativo que vai explorar com muita sensibilidade e for\u00e7a dram\u00e1tica a hist\u00f3ria de Celie, cujo relato percorrer\u00e1 praticamente a primeira metade do s\u00e9culo XX. S\u00e3o hist\u00f3rias que se pulverizam em in\u00fameras personagens que v\u00e3o nascendo e crescendo junto com a narrativa, tendo sempre como for\u00e7a motriz a obsessiva esperan\u00e7a de Celie de um dia receber uma carta com not\u00edcias da irm\u00e3. Ao se separarem, esta foi a promessa, a de que manteriam contato por cartas. E eis a principal maldade do Sinh\u00f4 Albert, e que se constituir\u00e1 no fel criativo da trama. Por vingan\u00e7a \u2014 foi rejeitado por Nettie \u2014, Albert recolhe e esconde todas as cartas enviadas por Nettie ao longo de trinta anos! Ser\u00e1 a dor da saudade que mover\u00e1 Celie para a vida.<\/p>\n<p>Na obra liter\u00e1ria, a hist\u00f3ria de Celie \u00e9 contada em forma de cartas que ela escreve para Deus. \u201cQuerido Deus\u201d, \u00e9 assim que ela inicia as cartas. Deus \u00e9 o \u00fanico ser, mesmo que ausente, com quem Celie pode conversar e ressignificar seus sofrimentos. \u00c9 em cima desta singela estrutura epistolar que a narrativa se conduz nas suas dolorosas verdades. O filme mant\u00e9m esta estrutura, habilmente aproveitando a voz de Celie como narradora onipresente. Esta op\u00e7\u00e3o dar\u00e1 ritmo e puls\u00e3o \u00e0s imagens que v\u00e3o se desenrolando diante de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o racial n\u00e3o \u00e9 pano de fundo em <em>A Cor P\u00farpura<\/em>. Lateja em cada cena, em cada di\u00e1logo. Mas o que salta aos olhos \u00e9 a narrativa da condi\u00e7\u00e3o da mulher negra naquela sociedade rural. Traz a s\u00edntese do heroismo feminino. A menina que nasce em meio a homens veio ao mundo para sofrer, eis a quest\u00e3o b\u00e1sica desta incans\u00e1vel discuss\u00e3o da vulnerabilidade da mulher diante do machismo abusivo. Sofia, a corajosa nora de Albert, vai \u00e0 luta o tempo todo. E sua grande decep\u00e7\u00e3o foi, depois de ter lutado contra pai, tios e irm\u00e3os, ter agora que lutar contra o marido. Prefere abandon\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O contraponto das bel\u00edssimas constru\u00e7\u00f5es do feminino negro nas figuras de Celie, Shug Avery e Sofia surge da histri\u00f4nica figura da mulher branca do prefeito, Millie (Dana Ivery). Ela parafraseia a insensibilidade sociorracial na poderosa sequencia de cenas, talvez uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais c\u00ednicas que j\u00e1 se viu no cinema, em que Sofia ensina a patroa a dirigir. A fragilidade do branco diante de sua obra macabra (o racismo) extrapola qualquer possibilidade de deleite e riso por parte do espectador. Antes, \u00e9 motivo de espanto.<\/p>\n<p>Steven Spielberg, \u00e0 \u00e9poca em que foi indicado para dirigir o filme, era visto como um diretor talentoso e promissor, mas que havia feito apenas filmes infanto-juvenis de grandes sucessos. <em>A Cor P\u00farpura<\/em> seria sua primeira dire\u00e7\u00e3o de drama e o resultado era esperado com grande expectativa e alguma desconfian\u00e7a. Diretor branco, jovem em processo de amadurecimento, tem\u00e1ticas espinhosas, qual seria o resultado? Qual seria o mergulho? Quando do lan\u00e7amento, houve retic\u00eancias quanto a seu trabalho, tanto que o filme foi indicado a onze estatuetas, nenhuma delas a de Melhor Diretor. Ser\u00e1 que um diretor mais experiente em dramas, de prefer\u00eancia negro, traria uma pegada mais forte e fidedigna \u00e0s realidades trazidas pelo livro? Como saber. Mas n\u00e3o se pode negar que <em>A Cor P\u00farpura<\/em> de Steven Spielberg demonstra qualidades que o fazem sobreviver ao tempo. E hoje fica dif\u00edcil entender (ou n\u00e3o) por que o filme n\u00e3o levou, em 1986, sequer uma estatueta! Das onze indica\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>Em suma. O filme, amparado por maravilhosa obra liter\u00e1ria, \u00e9 um c\u00e2ntico de esperan\u00e7a em meio \u00e0s tr\u00e1gicas viv\u00eancias de pessoas esquecidas nos becos dos rinc\u00f5es sociais, onde vivem condenadas por preconceitos e por atitudes b\u00e1rbaras de sociedades que negam reconhec\u00ea-las. Preferem, em vez, mat\u00e1-las. Sem m\u00e1goas, sem revanchismos, as quest\u00f5es do feminino, do machismo e do racismo s\u00e3o trazidas como um elegante grito de revolta a situa\u00e7\u00f5es de desespero em que est\u00e3o mergulhadas mulheres negras, homens negros, filhos negros. Nas figuras estonteantes das atrizes Whoopi Goldberg (Celie), Margaret Avery (Shug Avery) e Oprah Winfrey (Sofia), o feminino \u00e9 elevado \u00e0 sua grandeza m\u00e1xima, como condutoras que s\u00e3o de realidades com as quais elas t\u00eam que lutar o tempo todo, e o fazem sem o menor vacilo. Mesmo a subjugada Celie, vai ela aos poucos sendo conduzida para sua consci\u00eancia de ser humano mulher, negra, feia e pobre, fazendo destes \u201catributos defeituosos\u201d suas armas de viver. \u00a0E \u00e9 t\u00e3o forte, tudo, que a for\u00e7a humana do livro se sobrep\u00f5e \u00e0 narrativa cinematogr\u00e1fica. \u00c9 o cinema se debru\u00e7ando humildemente diante de tem\u00e1ticas que ele apenas tenta reproduzir, jamais super\u00e1-las.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme A COR P\u00daRPURA (154\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Steven Spielberg, EUA (1985), \u00e9 baseado no belo e pungente livro hom\u00f4nimo de Alice Walker, publicado em 1982, que daria a ela o Pr\u00eamio Pulitzer no ano seguinte. 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