{"id":1306,"date":"2019-04-01T21:18:22","date_gmt":"2019-04-02T00:18:22","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1306"},"modified":"2020-12-25T18:35:47","modified_gmt":"2020-12-25T21:35:47","slug":"o-pato-selvagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/o-pato-selvagem\/","title":{"rendered":"O Pato Selvagem"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-transform: initial;\">\u00c9 aparentemente complicado falar de uma obra liter\u00e1ria sem se deter em quem a escreveu. Falar do texto teatral <\/span><em style=\"text-transform: initial;\">O Pato Selvagem<\/em><span style=\"text-transform: initial;\">\u00a0sem mencionar Ibsen? \u00c9 consenso. Conhecendo a vida do artista melhor apreenderemos sua obra. E Henrik Ibsen \u00e9 um exemplo desta simbiose entre criador e criatura. Sua obra est\u00e1 intimamente associada ao que ele pensava e como agia. Fez de sua arte um comp\u00eandio de pensamentos e atitudes que pudesse lev\u00e1-lo a compreender melhor o mundo em que vivia. E transferia estas compreens\u00f5es para as suas obras. N\u00e3o \u00e0 toa, Ibsen foi o grande dramaturgo do seu tempo e, ao morrer em 1906, deixaria um legado art\u00edstico imensur\u00e1vel. Alguns de seus textos, inclusive, vieram cercados de muita pol\u00eamica. Sua fala teatral mexia com a sociedade norueguesa, para Ibsen, atrasada e historicamente subserviente. Os embates foram t\u00e3o fortes que Ibsen, voluntariamente, viria a se exilar na It\u00e1lia, depois na Alemanha, em Munique, ficando dezessete anos longe do seu pa\u00eds.\u00a0<\/span><em style=\"text-transform: initial;\">O Pato Selvagem<\/em><span style=\"text-transform: initial;\">, escrito em 1884, sob alguns aspectos, pode ser considerado a grande realiza\u00e7\u00e3o de Ibsen. Est\u00e3o ali condensadas as suas principais virtudes como dramaturgo. Mais que isso.\u00a0<\/span><em style=\"text-transform: initial;\">O Pato Selvagem<\/em><span style=\"text-transform: initial;\"> resume a preocupa\u00e7\u00e3o de Ibsen com as vulnerabilidades humanas \u2014 leia-se, mediocridades \u2014, t\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 tirania da mentira. E \u00e9 sobre as mentiras e suas maldi\u00e7\u00f5es que Ibsen gosta de escrever. Para ele, trilhar o caminho da verdade \u00e9 a \u00fanica forma de se estabelecer rela\u00e7\u00f5es humanas saud\u00e1veis. Mas, uma vez constru\u00edda a mentira, sair dela pode levar ao tr\u00e1gico. Ibsen nos alerta. Pensemos duas vezes antes de mentir, pois, uma vez criada a mentira, algu\u00e9m se tornar\u00e1 v\u00edtima dela.<\/span><\/p>\n<p>No contexto acima, podemos dizer que\u00a0<em>O Pato Selvagem<\/em>, sob o ponto de vista de sua constru\u00e7\u00e3o narrativa, gira em torno de uma mentira. \u00c9 o punhal fincado no cora\u00e7\u00e3o do modelo familiar burgu\u00eas, modelo este que define a paternidade como uma atribui\u00e7\u00e3o intransfer\u00edvel. E se a paternidade for transferida? Bem. Problema s\u00e9rio, que precisar\u00e1 ser resolvido. Com outra mentira.<\/p>\n<p>Hjalmar Ekdal \u00e9 um fot\u00f3grafo, e est\u00e1 prestes a fazer uma grande descoberta, ali\u00e1s, descoberta que ele exatamente n\u00e3o sabe bem o que \u00e9. Enfim, um g\u00eanio que a humanidade ainda n\u00e3o descobriu. \u00c9 casado com Gina Ekdal, a mulher ideal para retroalimentar as ilus\u00f5es do marido. Com ela tem uma filha, Hedvig, que se derrama de amores e admira\u00e7\u00e3o pelo pai. Mora tamb\u00e9m na casa o pai de Hjalmar, o velho Ekdal, antigo s\u00f3cio de Werle, o industrial de usinas. Fora Werle quem arquitetara, no passado, as mentiras que levaria o velho Ekdal para a pris\u00e3o. E, mais tarde, a mentira, aquela da paternidade, que causaria a trag\u00e9dia irrepar\u00e1vel. Tudo, pois, caminha em pleno equil\u00edbrio, o cotidiano se sustenta nos disfarces, com apar\u00eancias saud\u00e1veis, at\u00e9 que Gregers Werle, o filho do industrial Werle \u2013 aquele! -, desce l\u00e1 de cima das usinas, onde esteve isolado por anos e vem fazer o qu\u00ea? Dizer as verdades.<\/p>\n<p>Uma das quest\u00f5es que se coloca em rela\u00e7\u00e3o ao papel da literatura, o teatro em espec\u00edfico, \u00e9 a de como sangrar as verdades sem que elas assustem o leitor \u2013 e o espectador. Sem que se transforme num comp\u00eandio de den\u00fancias. Talvez seja este um dos dilemas do realismo, escola liter\u00e1ria do s\u00e9culo XIX, na qual Ibsen atuou como grande mestre. E acreditamos que este deva ter sido tamb\u00e9m o dilema do Ibsen realista. Afinal, o que se ganha com revelar a verdade? Como fazer prevalecer a verdade se o homem tem na mentira seu \u00e1libi moral? Sendo assim, at\u00e9 onde n\u00e3o seria melhor viver na mentira, que traz a paz aparente, do que insistir na verdade, que traz o peso insuport\u00e1vel da responsabilidade?<\/p>\n<p>Enfim, a verdade, segundo Ibsen, ressurge da mentira desmascarada. Eis o grande teatro! Mas h\u00e1 o risco. Desmascarando uma mentira, poderemos encontrar outra, na camada inferior. E mais outra. Neste caso, n\u00e3o seria melhor pararmos de remexer nosso solo existencial e nos mantermos na superf\u00edcie, protegidos pela mentira? Afinal, fazer prevalecer a verdade exige muita coragem. O teatro, enclausurado, far\u00e1 isto por n\u00f3s. Gritar\u00e1 a verdade que n\u00e3o vamos ouvir. Ademais, enquanto o teatro n\u00e3o vier para as ruas, estar\u00e1 tudo bem. Se vier, a gente chama a pol\u00edcia e o enclausura novamente. Ou expulsa. Como fizeram com Ibsen, obrigando-o a se submeter ao autoex\u00edlio. Ibsen \u00e9 a prova maior de que a verdade n\u00e3o tem lugar neste mundo. No m\u00e1ximo \u2013 e olha l\u00e1! -, nas salas de teatro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 aparentemente complicado falar de uma obra liter\u00e1ria sem se deter em quem a escreveu. Falar do texto teatral O Pato Selvagem\u00a0sem mencionar Ibsen? \u00c9 consenso. Conhecendo a vida do artista melhor apreenderemos sua obra. E Henrik Ibsen \u00e9 um exemplo desta simbiose entre criador e criatura. 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