{"id":1310,"date":"2019-02-24T21:28:58","date_gmt":"2019-02-25T00:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1310"},"modified":"2020-12-28T18:46:30","modified_gmt":"2020-12-28T21:46:30","slug":"tartufo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/tartufo\/","title":{"rendered":"Tartufo"},"content":{"rendered":"<p>Tartufo, o hip\u00f3crita, tartufo, aquele que finge santidade para espalhar suas maldades, tartufo, aquele que tem a habilidade de fazer os outros pensarem que ele \u00e9 exatamente aquilo que ele n\u00e3o \u00e9, santo! E se faz passar por santo justo para tirar proveito da bondade, do sincretismo e da ingenuidade do outro. Alto l\u00e1! Quando se fala em tirar proveito, fala-se em tirar, primeiro, a mulher do outro, depois, os seus bens! Eis, pois,\u00a0<em>Tartufo<\/em>, a maravilhosa pe\u00e7a de teatro escrita por Moli\u00e8re, e levado ao palco, pela primeira vez, em Paris, no ano de 1664, sob o absolutismo mon\u00e1rquico de Luiz XIV, o rei Sol. Diante de uma caracteriza\u00e7\u00e3o t\u00e3o precisa e t\u00e3o forte da hipocrisia religiosa e moral, \u00e9 quase dispens\u00e1vel dizer que a montagem de 1664 \u2013 particular ao rei, diga-se \u2013 causou furor nas hostes eclesi\u00e1sticas e em seus respectivos devotos. O espet\u00e1culo n\u00e3o p\u00f4de ir a p\u00fablico, sob a alega\u00e7\u00e3o de que teatro n\u00e3o \u00e9 lugar para pregar (ou despregar?) o evangelho. Moli\u00e8re tentou novamente em 1667, inclusive alterando o nome da pe\u00e7a, mas em v\u00e3o. S\u00f3 em 1669, com as benesses do rei Luiz XIV, \u00e9 que o espet\u00e1culo subiu aos palcos, definitivamente, resgatando seu nome original,\u00a0<em>Tartufo<\/em>.<\/p>\n<p>Tartufo \u00e9 um ningu\u00e9m que vaga pelas ruas de Paris \u00e0 procura de uma presa para as suas espertezas. E logo encontra em dona Pernela, e no seu filho, o burgu\u00eas Orgonte, a oportunidade de se arrumar. E a trama ganha contornos c\u00f4mico-dram\u00e1ticos quando Orgonte, abduzido pela santidade de Tartufo, convida-o para vir morar em sua casa. Est\u00e1 armado o circo dos horrores, numa dimens\u00e3o bem humana, encaixando as quest\u00f5es sociais e econ\u00f4micas da \u00e9poca \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia, onde algumas pessoas enxergam o que querem, sem conseguir enxergar o que devem. Neste caso, enquanto a farsa n\u00e3o se resolve, a narrativa segue seu caminho, em ritmo de poesia e m\u00e9tricas, as rimas exalando humor e a hipocrisia ganhando express\u00f5es cada vez mais absurdas. E reveladoras.<\/p>\n<p>O texto teatral\u00a0<em>Tartufo<\/em>\u00a0divide-se em quatro atos, o suficiente para Moli\u00e8re ir construindo o perfil tartufiniano do seu personagem. No primeiro ato, a rea\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u00e0 presen\u00e7a de Tartufo, capitaneada pela debochada empregada Dorina, e a tentativa, em v\u00e3o, de alertar dona Pernela e Orgonte das inten\u00e7\u00f5es do intruso. No segundo ato, Orgonte vai adiante com sua devota cegueira, oferecendo a m\u00e3o da filha, Mariana, ent\u00e3o noiva de Val\u00e9rio, a seu venerado h\u00f3spede. No terceiro ato, a m\u00e1scara come\u00e7a a cair. As inten\u00e7\u00f5es de Tartufo se revelam para os que j\u00e1 sabiam delas, portanto, apenas vem a confirma\u00e7\u00e3o, acentuando, no jogo dram\u00e1tico, a estult\u00edcia de Orgonte, que n\u00e3o s\u00f3 resiste \u00e0s revela\u00e7\u00f5es, como d\u00e1 mais um passo, agora o fatal, que \u00e9 a de entregar os seus bens ao espertalh\u00e3o. Por \u00faltimo, o quarto ato, o desfecho, que n\u00e3o se revelar\u00e1 aqui, mas que, por uma raz\u00e3o que logo ser\u00e1 explicada, merece um par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n<p>A censura, em quaisquer de suas formas mesquinhas, sempre existiu. Afinal, a censura \u00e9 inerente ao poder. Ser\u00e1 sempre necess\u00e1rio dominar o contr\u00e1rio. E Moli\u00e8re, com suas pe\u00e7as de costumes, aprazia-se em alfinetar, nos palcos, os traseiros das duas classes sociais que j\u00e1 come\u00e7avam a entrar em choque \u00e0quela \u00e9poca, fins do s\u00e9culo XVII. Falamos da burguesia emergente e da aristocracia decadente, pratos cheios para o arguto e perseguido Moli\u00e8re. E sobrava quem para proteger o dramaturgo, diretor e ator Moli\u00e8re? O rei, seu mecenas. Exaltar o rei \u00e9 a garantia de prote\u00e7\u00e3o aos ataques dos ofendidos. E com o texto teatral\u00a0<em>Tartufo<\/em>\u00a0n\u00e3o foi diferente, pois o quarto ato registra muito bem esta atitude, digamos, um tanto esperta, de Moli\u00e8re, de bajular o rei, al\u00e7\u00e1-lo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de s\u00e1bio mediador, mas que entendemos ser a \u00fanica sa\u00edda que ele tinha para continuar de p\u00e9, com seu teatro. Ao ler o quarto ato, o leitor logo perceber\u00e1 as tais manobras pol\u00edticas de Moli\u00e8re.<\/p>\n<p>A arte tida como cl\u00e1ssica perpassa pelos tempos, inc\u00f3lume, denunciando o presente como se a ele pertencesse. Em outras palavras, toda obra cl\u00e1ssica tem que ser necessariamente moderna. E\u00a0<em>Tartufo<\/em>, com suas artimanhas morais, com seu jogo de mentiras, com sua sede por riqueza e poder, define, em parte, o que \u00e9 o homem moderno, apegado \u00e0s pequenas hipocrisias como forma de alcan\u00e7ar seus objetivos e neles sobreviver. Como pre\u00e7o a pagar por tais hipocrisias, \u00e9 preciso ao homem moderno se fingir de morto, ou sonso. \u00c9 preciso abra\u00e7ar a ingenuidade, permitir, em outras palavras, que algum Tartufo entre em sua casa. E o Tartufo, descolado na vida, escolher\u00e1 sempre as fam\u00edlias ing\u00eanuas. E assim \u00e9. Fam\u00edlia ing\u00eanua, p\u00e1tria ing\u00eanua!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tartufo, o hip\u00f3crita, tartufo, aquele que finge santidade para espalhar suas maldades, tartufo, aquele que tem a habilidade de fazer os outros pensarem que ele \u00e9 exatamente aquilo que ele n\u00e3o \u00e9, santo! 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