{"id":1449,"date":"2020-08-12T17:02:18","date_gmt":"2020-08-12T20:02:18","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1449"},"modified":"2021-01-20T12:09:29","modified_gmt":"2021-01-20T15:09:29","slug":"zorba-o-grego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/zorba-o-grego\/","title":{"rendered":"Zorba, O Grego"},"content":{"rendered":"<p>Talvez seja este um filme que mere\u00e7a ser assistido deitado no tapete, a cabe\u00e7a acomodada sobre duas ou tr\u00eas almofadas. Ou no sof\u00e1 mesmo, de fato, mais c\u00f4modo para se comer pipoca enquanto vamos degustando o saboroso ZORBA, O GREGO (142\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Michael Cacoyannis, Gr\u00e9cia\/EUA (1964). O filme \u00e9 tirado do bel\u00edssimo romance hom\u00f4nimo do escritor grego N\u00edkos Kazantz\u00e1kis (1883-1957), publicado em 1946. Apesar do convite \u00e0 descontra\u00e7\u00e3o, motivado pelo carisma do protagonista Zorba, o certo \u00e9 que o filme nos enfia miseravelmente dentro da realidade ao nos fazer voltar \u00e0 velha m\u00e1xima de que se quisermos experimentar sabores diferentes nesta vida, temos que nos entregar a umas boas doses de loucura. E loucura, neste caso, \u00e9 se voltar para o homem primitivo, cuja ess\u00eancia est\u00e1 em se entregar, sem regras e conven\u00e7\u00f5es, aos mais puros e, \u00e0s vezes, incontrol\u00e1veis desejos. \u00c9 o retorno ao simples, ao que \u00e9 e n\u00e3o ao que queremos que seja. \u00c9 o retorno \u00e0 m\u00e3e terra, e nos parece que s\u00f3 a m\u00e3e terra est\u00e1 autorizada a nos livrar das amarras sociais que nos aprisionam e nos desfiguram. O filme, em suma, \u00e9 um convite \u00e0 liberdade, baseada na consci\u00eancia de que o existir n\u00e3o cabe em apenas um ponto de vista. E este convite, quem nos faz \u00e9 o exuberante Zorba!<\/p>\n<p>Um escritor ingl\u00eas viaja para a ilha de Creta, na Gr\u00e9cia, para retomar a explora\u00e7\u00e3o de uma mina de linhito que pertencia a seu pai. Prestes a embarcar no navio que o levaria \u00e0 ilha, uma forte tempestade interrompe a partida, motivo suficiente para que Basil, o escritor, seja abordado, de forma inusitada, por um homem simples, aspecto de campon\u00eas, riso expansivo, nascido grego, e que logo se apresentaria como sendo Zorba. Alexis Zorba, incorporado pelo n\u00e3o menos exuberante Antony Quinn.<\/p>\n<p>A abordagem \u00e9 desprovida de qualquer senso de etiqueta e de rapap\u00e9s sociais. Zorba entra na vida do interlocutor sem pedir licen\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 em suas atitudes o pudor das retic\u00eancias, muito menos seus gestos obedecem a decorados sociais. A aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o v\u00edvida que n\u00e3o resta ao ingl\u00eas outra alternativa sen\u00e3o dar as boas vindas ao intruso. \u00c9 o primeiro encontro entre Zorba e Basil, e os dois precisavam mesmo se encontrar para que a narrativa come\u00e7asse a fluir. Eis o filme condensado nesta primeira cena. Assistam-na com aten\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 desta rela\u00e7\u00e3o tensionada na cumplicidade e no companheirismo entre o grego e o ingl\u00eas que surgir\u00e1 a beleza po\u00e9tica do filme.<\/p>\n<p>E assim, vencidas as desconfian\u00e7as, e contratado pelo ingl\u00eas para ser seu bra\u00e7o direito na explora\u00e7\u00e3o da mina, Zorba embarca com seu novo chefe para Creta, sem saber, ambos, o que ir\u00e3o encontrar pela frente. Perguntamos. Precisa mesmo saber? Ora, se a vida \u00e9 para ser vivida,\u00a0o pr\u00f3ximo passo poder\u00e1 muito bem ser uma nova descoberta. Esta \u00e9 a raz\u00e3o da ousadia. Estarmos sempre preparados para enfrentar o desconhecido. Sermos destemidos e ao mesmo tempo otimistas, eis as condi\u00e7\u00f5es para n\u00e3o termos que voltar ao nosso ber\u00e7o espl\u00eandido, ornado de medos e inseguran\u00e7as.<\/p>\n<p>Vamos logo \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da personagem que d\u00e1 t\u00edtulo ao\u00a0filme.\u00a0Eis. Zorba, o epid\u00eamico! Estamos falando de uma personagem complexa, ent\u00e3o esta nos parece ser a melhor defini\u00e7\u00e3o de Zorba, dada por ele mesmo, de forma jocosa e sublime. Mas, por que epid\u00eamico? Vamos colocar a resposta na boca do pr\u00f3prio interessado, quando ele diz ao escritor, antes de embarcarem para Creta. \u201cEpid\u00eamico, porque onde quer que eu v\u00e1, d\u00e1 tudo errado\u201d. Em seguida, Zorba despeja no rosto do encantado ingl\u00eas uma sonora gargalhada. Esta desconex\u00e3o com o mundo constru\u00eddo pelas civiliza\u00e7\u00f5es \u00e9 a base existencial da personagem.<\/p>\n<p>O \u00fanico ator predestinado a interpretar Zorba parece mesmo ser Anthony Quinn. N\u00e3o haveria outro. Ator e personagem se misturam de forma t\u00e3o simbi\u00f3tica que passamos a aceitar, sem o perceber, que estamos diante de uma pessoa real, de carne e osso. \u00c9, sem d\u00favida, uma daquelas composi\u00e7\u00f5es de personagem que se eternizam em nosso imagin\u00e1rio. E que desejar\u00edamos que estivesse sentado \u00e0 nossa mesa, que fosse nosso colega de faculdade, at\u00e9 nosso chefe, para lembrarmos que liberdade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de desrespeito e agress\u00e3o, e sim um estado de esp\u00edrito que nos disponibiliza inteiramente para a vida.<\/p>\n<p>E temos tamb\u00e9m que falar de Alan Bates, no papel do escritor ingl\u00eas. Ele \u00e9 convincente e preciso nos seus maneirismos contidos e, ao mesmo tempo, pronto para explodir e se libertar das suas origens brit\u00e2nicas. Ser\u00e1, desde o come\u00e7o, provocado pelo furac\u00e3o Zorba, at\u00e9 explodir l\u00e1 na frente, reencontrando-se na sua origem grega.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos decisivas s\u00e3o as figuras femininas, a come\u00e7ar pela premiada Lila Kedrova, ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, que deu voz e corpo a Madame Hortense, a Bouboulina. Esta sim atendeu aos desejos de todos os homens, e se viu abandonada por cada um deles. O \u00faltimo sopro de vida ela encontra na for\u00e7a arrebatadora, floreada de galanteios, do homem que a trata como a \u00faltima das rainhas. Mas Zorba tamb\u00e9m quer abandon\u00e1-la. E ela o percebe, preferindo a morte. Mas, c\u00e1 pra n\u00f3s, Zorba, delicadamente, cumpre o seu papel de rei at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>E a figura tr\u00e1gica e silenciosa da vi\u00fava, desenhada com perfei\u00e7\u00e3o pela bela atriz Irene Papp\u00e1s, que faz a personagem desfilar sua exuberante e sensual beleza pela aldeia, onde todos os homens a desejam, e onde todos os homens, por se verem rejeitados, a odeiam. Quando ela d\u00e1 sinais claros de querer acolher os desejos de Basil, come\u00e7a a rodar a engrenagem da trag\u00e9dia, expondo ao espectador a miserabilidade tir\u00e2nica e machista de uma long\u00ednqua aldeia, na ilha de Creta. Esta aldeia, nas m\u00e3os do diretor Michael Cacoyannis, torna-se, para n\u00f3s, universal.<\/p>\n<p>A fotografia \u00e9 t\u00e3o limpa, t\u00e3o mediterr\u00e2nea, que nos d\u00e1 a impress\u00e3o de que o filme foi lavado com um daqueles produtos de limpeza que deixa tudo branquinho. E a m\u00fasica, tirada da alma grega por Mikis Theodor\u00e1kis, vem para traduzir a dor de sermos humanos incompletos, mas que se completa na famosa cena final, a da dan\u00e7a, o reencontro com as origens, seja na dor seja na alegria.<\/p>\n<p>Enfim, tudo no filme precisaria ser comentado, um par\u00e1grafo para cada sequ\u00eancia de cenas. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o. Mais breve, ent\u00e3o, ser\u00e1 convidar o espectador para que ele mesmo se delicie com esta personalidade \u00edmpar, que contagia a tela e nos irradia a ilus\u00e3o do ser humano que gostar\u00edamos de ser. Ou de ter sido. E fica tamb\u00e9m o convite para, na sequ\u00eancia, assistirem a <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/sociedade-dos-poetas-mortos\/\">Sociedade dos Poetas Mortos<\/a><\/em>, quando logo v\u00e3o perceber que o professor John Keating \u00e9 da mesma linhagem de Zorba, cuja disposi\u00e7\u00e3o pela busca da eterna liberdade veste a personalidade de ambos como um terno de corte perfeito.<\/p>\n<p>Zorba, sens\u00edvel que \u00e9, faz a leitura r\u00e1pida da alma humana. Mas ele n\u00e3o entra em conflito com a sua sensibilidade. Quando ele est\u00e1 prestes a mergulhar na dor, h\u00e1 uma explos\u00e3o de movimentos efusivos que o redireciona para o sentido bom da vida. Ele apenas acolhe a dor humana com o manto da compaix\u00e3o. Esta \u00e9 a altura m\u00e1xima que um ser humano privilegiado pode alcan\u00e7ar. O que nos leva a concluir que talvez Zorba seja, para n\u00f3s, nossa alma perdida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez seja este um filme que mere\u00e7a ser assistido deitado no tapete, a cabe\u00e7a acomodada sobre duas ou tr\u00eas almofadas. Ou no sof\u00e1 mesmo, de fato, mais c\u00f4modo para se comer pipoca enquanto vamos degustando o saboroso ZORBA, O GREGO (142\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Michael Cacoyannis, Gr\u00e9cia\/EUA (1964). 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