{"id":1538,"date":"2021-01-16T22:20:57","date_gmt":"2021-01-17T01:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1538"},"modified":"2021-07-10T15:02:21","modified_gmt":"2021-07-10T18:02:21","slug":"o-grande-ditador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/o-grande-ditador\/","title":{"rendered":"O Grande Ditador"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O GRANDE DITADOR (124\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de Charles Chaplin, EUA (1940), \u00e9 a grande obra com a qual Chaplin encerra uma sequ\u00eancia de filmes ic\u00f4nicos e resolve enfim sua tumultuada rela\u00e7\u00e3o com o cinema sonoro. Em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Grande Ditador<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Chaplin faz uso da palavra para falar de realidades urgentes, quando \u00e0 \u00e9poca o mundo via a ascens\u00e3o do nazismo e a iminente explos\u00e3o de mais uma guerra de grandes propor\u00e7\u00f5es. Como artista, revela sensibilidade not\u00e1vel para captar e transformar em f\u00e1bula quest\u00f5es para ele fundamentais. Interessavam-lhe os princ\u00edpios b\u00e1sicos que regem as rela\u00e7\u00f5es humanas. Sem a possibilidade de o ser humano se manifestar, de se sentir livre, e mais, sem que se adotem regras de conviv\u00eancia que perpassam pela gentileza, pela empatia e pelo reconhecimento do direito pleno do outro, n\u00e3o haver\u00e1 possibilidade de se construir uma civiliza\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Eis as raz\u00f5es que motivam Chaplin a denunciar o que est\u00e1 acontecendo com o mundo em vias de ser dominado por um ditador a que intitula \u2014 com total felicidade do termo \u2014 \u201cman\u00edaco medieval\u201d. Em meio ao caos, urgente \u00e9 defender a liberdade, cuja conquista \u2014 e manuten\u00e7\u00e3o \u2014 vale qualquer esfor\u00e7o. Chaplin reserva para si o grande momento em que, depois de toda uma carreira cinematogr\u00e1fica dedicada ao cinema mudo, vai soltar o verbo no poderoso discurso final, onde deixa claro o direito inalien\u00e1vel de todo ser humano de viver plenamente a vida. Esta \u00e9 a raz\u00e3o \u00edntima que movia suas produ\u00e7\u00f5es, encarnada na fabulosa personagem que ele pr\u00f3prio desenhara para si, com seu chap\u00e9u, bengala, sapatos e bigode, e que simboliza o sonho de uma humanidade fraterna. O Vagabundo \u00e9 sua s\u00edntese humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao dividir a trama em dois n\u00facleos distintos, fica clara a preocupa\u00e7\u00e3o do diretor em rastrear, com toda precis\u00e3o, os movimentos de cada uma das duas personagens protagonistas, de um lado o barbeiro judeu, e do outro o ditador da Tom\u00e2nia, Adenoid Hynkel. Ambos s\u00e3o figurados por Charles Chaplin, portanto, iguais, s\u00f3sias que se confundem num jogo de espelhos que v\u00e3o refletindo uma sequ\u00eancia exuberante de a\u00e7\u00f5es que se alternam entre poder e solidariedade, \u00f3dio e afeto, repress\u00e3o e liberdade, at\u00e9 desembocar na invers\u00e3o dos polos, quando as ideias do Barbeiro v\u00e3o se sobrepor \u00e0s ideias do Ditador. Essa invers\u00e3o possibilita que Chaplin materialize, no famoso discurso final, sua verve humana, despejando nos alto-falantes espalhados pela Europa o seu grito de esperan\u00e7a por um mundo melhor, liberto dos horrores da destrui\u00e7\u00e3o. \u00c9 Chaplin sendo coerente com sua hist\u00f3ria de artista supremo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O barbeiro sofre grave acidente ao final da Primeira Guerra Mundial, que o mant\u00e9m desacordado ao longo do entreguerras, s\u00f3 retornando \u00e0 sua barbearia, no gueto judeu \u2014 e sofrendo de amn\u00e9sia \u2014, \u00e0s v\u00e9speras da deflagra\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial. Adenoid Hynkel, na posse do poder absoluto, est\u00e1 pronto para invadir o pa\u00eds vizinho, Osterlich (leia-se \u00c1ustria), o que dar\u00e1 in\u00edcio ao conflito mundial. \u00c9 nesta situa\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o limite que o filme nos apresenta as ang\u00fastias de um mundo que desaba a nossos p\u00e9s, tendo como tem\u00e1tica principal \u2014 e n\u00e3o poderia ser diferente \u2014 a quest\u00e3o da persegui\u00e7\u00e3o aos judeus. Em meio a toda essa tens\u00e3o, cabe espa\u00e7o para o amor que se desenha entre o barbeiro e a \u00f3rf\u00e3 Hannah (Paulette Godard), a quem Chaplin vai dirigir seu grito final. Como na maioria dos filmes de Chaplin, n\u00e3o h\u00e1 o fim tr\u00e1gico, n\u00e3o h\u00e1 o corte fatal. A vida continua, com a esperan\u00e7a de que, a partir da palavra \u201cFIM\u201d, tudo melhore. Em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Grande Ditador<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00e3o \u00e9 diferente.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dadas as situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da \u00e9poca, Charles Chaplin sofreu press\u00f5es \u2014 inclusive de amigos \u2014 para suspender o projeto, mas se manteve firme, confiando em seu trabalho, como sempre o fizera. O projeto come\u00e7ou a ser gestado ainda em 1937, quando o nazismo j\u00e1 era uma realidade terr\u00edvel, com seus campos de concentra\u00e7\u00e3o, a persegui\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel aos judeus e as absurdas ideias de supremacia racial. Toda esta situa\u00e7\u00e3o sensibilizava Chaplin, fortalecendo cada vez mais seu objetivo de ridicularizar o nazismo, com \u00eanfase na absurda m\u00edstica da superioridade da ra\u00e7a ariana. Como ele mesmo dir\u00e1, pela boca de Hynkel \u2014 \u201clindos arianos loiros.\u201d Chaplin antecipou os horrores, s\u00f3 n\u00e3o conseguiu evit\u00e1-los. Quando em 1940, Chaplin enfim estreia o filme, o impacto positivo foi imediato. Acompanhado de fortes rea\u00e7\u00f5es do lado contr\u00e1rio, inclusive por parte do pr\u00f3prio Hitler. O filme viria a se tornar a maior bilheteria de Chaplin, e se transforma, como um cl\u00e1ssico do cinema, na grande voz contra a ditadura do pensamento dominante, cujo \u00fanico objetivo \u00e9 deter o poder em favor de ideias contr\u00e1rias ao desejo da maioria. O favorecimento e a manuten\u00e7\u00e3o do interesse dos poucos, eis a triste e milenar realidade, dor que a humanidade carrega e que Chaplin eterniza em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Grande Ditador.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito j\u00e1 se falou sobre a ic\u00f4nica cena em que o ditador Hynkel, feito um menino birrento, brinca com o bal\u00e3o em formato de mapa-m\u00fandi. \u00c9 a perigosa materializa\u00e7\u00e3o do poder absoluto, insens\u00edvel e ego\u00edsta. A explos\u00e3o do bal\u00e3o sinaliza para a temporalidade \u2014 e vulnerabilidade \u2014 do poder que, como nos mostra a hist\u00f3ria humana, \u00e9 sempre passageiro. Vamos, no entanto, nos ater a um outro movimento do filme, bastante singular, revestido de humor, em que Chaplin retrata a obsess\u00e3o dos alem\u00e3es por inven\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que os levem ao dom\u00ednio pol\u00edtico, b\u00e9lico e racial do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Numa sequ\u00eancia hil\u00e1ria, o ocupad\u00edssimo e para l\u00e1 de ansioso Hynkel \u2014 Chaplin faz um preciso e triste retrato de Hitler, real\u00e7ando sua conhecida inseguran\u00e7a e irritabilidade \u2014 \u00e9 interrompido pelo obeso marechal Herring na sua \u00e2nsia de mostrar ao ditador a pr\u00f3xima inven\u00e7\u00e3o, um uniforme \u00e0 prova de bala. Hynkel, ao fazer o teste, atirando no proponente, mata-o, atestando a inefici\u00eancia do invento. Mais adiante outra demonstra\u00e7\u00e3o, agora de um paraquedas pessoal que abre em apenas tr\u00eas metros de queda. A demonstra\u00e7\u00e3o, evidente, fracassa e leva \u00e0 morte o proponente. Ainda mais adiante, Herring adentra o gabinete propalando um novo invento \u2014 a cria\u00e7\u00e3o de um poderoso \u201cg\u00e1s venenoso que mata todo mundo\u201d. Hynkel simplesmente recha\u00e7a o intruso, desacreditando-o de mais esta ideia espalhafatosa. Causticamente ir\u00f4nico, Chaplin, em despretensiosas e hil\u00e1rias inser\u00e7\u00f5es, anuncia o terr\u00edvel holocausto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O cuidado na escolha dos nomes de pa\u00edses e personagens hist\u00f3ricas foi outro ponto sens\u00edvel na constru\u00e7\u00e3o da narrativa. \u00d3bvio Chaplin n\u00e3o tinha preocupa\u00e7\u00e3o em esconder nada, pelo contr\u00e1rio, quanto mais as refer\u00eancias se aproximassem da realidade, maiores seriam os efeitos que pretendia alcan\u00e7ar. Adenoid Hynkel \u00e9 Adolf Hitler, ditador da Tom\u00e2nia (Alemanha), Benzino Napaloni (Jack Oakie) \u00e9 Benito Mussolini, ditador da Bact\u00e9ria (It\u00e1lia),) Garbitsch (Henry Daniell) \u00e9 Joseph Goebbels, o ministro da propaganda, mestre em criar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fake news<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, e Herring (Billy Gilbert) traduz o estabanado marechal Hermann Goring. Como se pode crer, tudo n\u00e3o passa de mera coincid\u00eancia.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chaplin se confundia nas telas com ele mesmo. Homem e artista se fundiam numa mesma pessoa, carregaram juntos, nos mesmos ombros, uma parceria de respeito e coer\u00eancia com seus princ\u00edpios e talentos. E este talvez tenha sido o grande trunfo do homem artista. O artista respeitou o homem, fez dele seu parceiro, enfrentaram juntos s\u00e9rias dificuldades, muitas de cunho pol\u00edtico, caminharam, sim, para uma perigosa autossufici\u00eancia, o centro absoluto de suas produ\u00e7\u00f5es, a ponto de, se tirarem o Charles e o Chaplin, pouca coisa restar\u00e1 dos filmes. N\u00e3o tinha pudores de assumir esta grandiloqu\u00eancia, mesmo que com ela tenha Charles Chaplin constru\u00eddo sobre sua obra um telhado de vidro. Sem problemas. Afinal, ele pr\u00f3prio foi a causa e o efeito de sua genialidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em suma. Cabe observar as sutilezas na composi\u00e7\u00e3o das personagens barbeiro (judeu) e ditador (antissemita). Chaplin tinha a preocupa\u00e7\u00e3o em acariciar o barbeiro e em espancar o ditador. Para isso, ficam evidentes as escolhas dos gestuais, das pantomimas, das cenas hil\u00e1rias de pastel\u00e3o e toda varia\u00e7\u00e3o imensa do repert\u00f3rio chapliniano, de fabulosa riqueza. Enquanto para o barbeiro reserva o humor ing\u00eanuo e humano, que reverbera bondade e afeto irrestritos, mais pr\u00f3ximos do Vagabundo, para o ditador Hynkel ele desenha um gestual vazio, mec\u00e2nico, compulsivo, recheado de absurdos pastel\u00f5es, feitos para ridicularizar, jamais para notabilizar, ficando clara, neste desenho, a proposta m\u00e1xima de esvaziar a figura ditatorial de Hitler, banalizando-o num simples aut\u00f4mato, sem qualquer reverbera\u00e7\u00e3o humana. Antes, uma aberra\u00e7\u00e3o, um item de zool\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GRANDE DITADOR (124\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de Charles Chaplin, EUA (1940), \u00e9 a grande obra com a qual Chaplin encerra uma sequ\u00eancia de filmes ic\u00f4nicos e resolve enfim sua tumultuada rela\u00e7\u00e3o com o cinema sonoro. 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