{"id":1750,"date":"2021-08-22T11:55:37","date_gmt":"2021-08-22T14:55:37","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=1750"},"modified":"2021-08-31T19:56:41","modified_gmt":"2021-08-31T22:56:41","slug":"crisantemos-tardios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/crisantemos-tardios\/","title":{"rendered":"Cris\u00e2ntemos Tardios"},"content":{"rendered":"<p>Na busca do sonho de ser ator, o diretor japon\u00eas Kenji Mizoguchi acaba entrando em contato com a s\u00e9tima arte por meio de seu primeiro emprego como assistente de realiza\u00e7\u00e3o em uma companhia de cinema. Entrou nos est\u00fadios para de l\u00e1 nunca mais sair. Prol\u00edfico, produziu, na d\u00e9cada de 1920, mais de cinquenta filmes mudos, dos quais a grande maioria se perdeu. Mas \u00e9 na d\u00e9cada seguinte, com o advento do cinema sonoro e j\u00e1 artisticamente maduro, que Kenji Mizoguchi consolida sua carreira de diretor, criando, a partir de 1936, uma sequ\u00eancia de obras primas. CRIS\u00c2NTEMOS TARDIOS, produ\u00e7\u00e3o japonesa de 1939, \u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o desta trajet\u00f3ria. Amparado no talento e na busca pela perfei\u00e7\u00e3o, Mizoguchi confirma seu estilo personal\u00edssimo de fazer cinema. E insiste em tem\u00e1ticas que se tornar\u00e3o recorrentes em sua filmografia, tais como o cotidiano da sociedade japonesa, a mulher no opressivo sistema patriarcal, a gueixa e a cortes\u00e3 como imagens de desilus\u00e3o e sofrimento femininos, o detalhismo na constru\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, e a famosa t\u00e9cnica plano-sequ\u00eancia, mais conhecida como <em>one scene, one shot.<\/em> Mizogushi personifica o artista totalmente conectado \u00e0 sua arte. Arte que se reflete na realidade do seu tempo.<\/p>\n<p>Em <em>Cris\u00e2ntemos Tardios<\/em>, o diretor se volta para a sociedade japonesa do final do s\u00e9culo XIX, inserindo na trama os conflitos sociais gerados pelo amor proibido entre o ator Kikunosuke, o herdeiro da tradi\u00e7\u00e3o do teatro Kabuki, e a bab\u00e1 do seu meio-irm\u00e3o, Otoku. Portanto, o roteiro ancora a narrativa em solo f\u00e9rtil, colocando o teatro Kabuki como o anteparo estratificante da r\u00edgida sociedade japonesa.<\/p>\n<p>Por ser o filho herdeiro do grande ator do teatro Kabuki, Kikoguro, o med\u00edocre Kikunosuke se v\u00ea hipocritamente bajulado pelos que o cercam. Mas ele sabe que, longe das coxias, \u00e9 desprezado pela classe teatral. Todos o veem como um ator despreparado. Ciente de sua posi\u00e7\u00e3o social dentro da hierarquia do teatro japon\u00eas, ser poupado das cr\u00edticas e incensado por falsos elogios o incomoda. Gera nele incertezas quanto \u00e0s suas atua\u00e7\u00f5es no palco e seu futuro como ator. Ele precisa de algu\u00e9m que lhe diga a verdade. E um dia este algu\u00e9m aparece na voz de Otoku, a bab\u00e1 do seu irm\u00e3o mais novo. Ela confirma, com todas as letras, o que ele j\u00e1 pressentia.<\/p>\n<p>Otoku se disp\u00f4s a ir pessoalmente ao teatro para assistir \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do jovem mestre. Queria se certificar se as cr\u00edticas negativas da tia a respeito do desempenho de Kikunosuke procediam. A sinceridade de Otoku impacta tanto Kikunosuke, que ele acaba se apaixonando por ela. Sua vida pessoal e sua vida art\u00edstica tomar\u00e3o outro rumo. Ele sai da apatia, arrega\u00e7a as mangas e vai de fato ser ator na vida.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o da verdade \u00e9 o ponto crucial para a estrutura\u00e7\u00e3o da trama. Vai permitir a Kenji Mizoguchi delinear a figura feminina de Otoku dentro de um modelo para ele muito caro. O modelo da mulher que se sacrifica em nome do amor. S\u00f3 que na cartilha de Mizoguchi, o autossacrif\u00edcio \u00e9 um ato de liberta\u00e7\u00e3o. Mesmo que seu modelo d\u00ea passagem a perigosos efl\u00favios sentimentaloides, estes efl\u00favios n\u00e3o atrapalham a constru\u00e7\u00e3o da imagem da mulher que se debate pelo direito de amar livremente. O amor que tenta se desgarrar dos ditames das leis machistas. Otoku ama livremente Kikunosuke. E seu destino heroico ir\u00e1 possibilitar que o amado se transforme no grande artista que ele precisa ser. Afinal, sem o artista bem-sucedido, n\u00e3o existir\u00e1 o homem. Dentro da terr\u00edvel l\u00f3gica, ao se sacrificar por amor, Otoku estar\u00e1 impedida de usufruir do homem que ela ajudou a construir. Esta ser\u00e1 sua terr\u00edvel senten\u00e7a.<\/p>\n<p>O ponto de virada da trama apontado acima, que \u00e9 o exato momento em que Otoku fala a verdade, se completar\u00e1 nas atitudes futuras tomadas por ela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida art\u00edstica de Kikunosuke. Sim, o amado n\u00e3o \u00e9 um bom artista, mas \u00e9 certo que ele poder\u00e1 vir a ser e com isso fazer jus ao nome da fam\u00edlia. E que ela estar\u00e1 do seu lado na busca pela perfei\u00e7\u00e3o, t\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0s exig\u00eancias do teatro Kabuki. \u00c9 esta posi\u00e7\u00e3o heroica de Otoku que dar\u00e1 \u00e0 trama sua consist\u00eancia narrativa. Otoku n\u00e3o apenas diz a verdade, mas ela tamb\u00e9m se oferece para o autossacrif\u00edcio. Contempla o amado com efusivos e sinceros incentivos para que ele se dedique ao trabalho consistente, perseverante, e ela, nos momentos dif\u00edceis, estar\u00e1 ao seu lado para ampar\u00e1-lo. Otoku est\u00e1 convidando o jovem mestre a amadurecer, a sair da c\u00f4moda situa\u00e7\u00e3o de herdeiro do legado art\u00edstico da fam\u00edlia para a situa\u00e7\u00e3o desafiadora de conquistar para si o pr\u00f3prio espa\u00e7o e o pr\u00f3prio nome.<\/p>\n<p>Nesta din\u00e2mica interpessoal, ao assumir perante a fam\u00edlia a sua rela\u00e7\u00e3o proibida com Otoku, e mais, ao permitir que Otoku o acompanhe na sua longa jornada para se tornar um ator respeit\u00e1vel e aceito na r\u00edgida hierarquia Kabuki, ele pr\u00f3prio se torna dependente dela. A bab\u00e1, ao ser descoberto o seu amor pelo filho herdeiro, \u00e9 imediatamente despedida. E Kikunosuke, seguindo o seu destino, previsto por Otoku, abandona a fam\u00edlia e viaja por anos trabalhando em grupos de teatro itinerante, vivendo situa\u00e7\u00f5es de quase mis\u00e9ria. Mas ele n\u00e3o faria isso sem ter ao seu lado o infinito amparo de Otoku. Nesta luta de anos, enfim Kikunosuke retorna vitorioso para T\u00f3quio, onde \u00e9 recebido com aplausos de sincera admira\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que ele retorna sozinho, uma vez que o amor continua proibido, e n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de Kikunosuke vivenciar a fama da sua arte ao lado da antiga bab\u00e1. Pelo inconformismo social, a vit\u00f3ria \u00e9 oferecida ao ator, jamais ao amante. Eis o cinismo existencial, t\u00e3o caro a Mizoguchi.<\/p>\n<p>Kenji Mizoguchi foi um incans\u00e1vel cr\u00edtico do padr\u00e3o machista japon\u00eas. Em que pese em <em>Cris\u00e2ntemos Tardios<\/em> o protagonista ser o homem, constru\u00eddo em meio a fragilidades e inseguran\u00e7as, \u00e9 o feminino, com suas determina\u00e7\u00f5es, suas persist\u00eancias e suas cren\u00e7as na verdade e no amor, que importa. Este perfil feminino n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um perfil feminino japon\u00eas. Ele se estende ao universo, o que faz deste filme de Mizoguchi e de tantos outros que escancaram as problem\u00e1ticas feministas do s\u00e9culo XX, um grito universal que clama pelo justo papel da mulher na sociedade moderna. Dentro deste hero\u00edsmo, \u00e9 bem capaz que Mizoguchi, ao falar da mulher expropriada de seus direitos, n\u00e3o deixe de se lembrar de Suzu, sua irm\u00e3 mais velha, que fora vendida como gueixa pelo pr\u00f3prio pai. No sistema patriarcal japon\u00eas, o corpo da mulher \u00e9 sem d\u00favida uma fonte de renda para a fam\u00edlia. Mizoguchi reverte este falso papel hist\u00f3rico. \u00c9 a mulher que, ao se construir, constr\u00f3i o homem.<\/p>\n<p>Em suma. A verdade sempre \u00e9 o ponto de partida para qualquer tipo de mudan\u00e7a que se queira provocar, seja na vida pessoal, quando nos confrontamos com nossos erros, seja na vida social, quando tentamos destruir a ideia de que supostas verdades nada mais s\u00e3o do que verdades que interessam ao outro e n\u00e3o a n\u00f3s. Misogushi traz para o seu cinema uma esperan\u00e7osa dimens\u00e3o das possibilidades humanas que v\u00e3o para muito al\u00e9m de nossas fraquezas hist\u00f3ricas. Para Misogushi, o homem \u00e9 a imagem da pr\u00f3pria luta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na busca do sonho de ser ator, o diretor japon\u00eas Kenji Mizoguchi acaba entrando em contato com a s\u00e9tima arte por meio de seu primeiro emprego como assistente de realiza\u00e7\u00e3o em uma companhia de cinema. Entrou nos est\u00fadios para de l\u00e1 nunca mais sair. 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