{"id":561,"date":"2020-10-23T11:50:04","date_gmt":"2020-10-23T14:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=561"},"modified":"2020-12-27T13:22:21","modified_gmt":"2020-12-27T16:22:21","slug":"my-fair-lady","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/my-fair-lady\/","title":{"rendered":"My Fair Lady"},"content":{"rendered":"<p>Os filmes musicais tiveram seus dias de gl\u00f3ria em outros tempos, j\u00e1 um tanto distantes, mas a eles est\u00e1 reservada uma prateleira especial na hist\u00f3ria do cinema. Para quem interessa conhecer estes cl\u00e1ssicos, sempre haver\u00e1 um cat\u00e1logo dos melhores, dispon\u00edvel em algum arquivo, nas redes sociais. Vamos nos ater aqui ao nosso objeto de resenha, falando de um desses grandes musicais que atravessou gera\u00e7\u00f5es e ainda hoje merece ser visto e aplaudido. H\u00e1, sim, muitas raz\u00f5es para se assistir a MY FAIR LADY (175\u2019), dire\u00e7\u00e3o de George Cukor, EUA (1964). A fotografia \u00e9 uma delas. Equilibrando-se entre tons fortes e suaves, ela real\u00e7a os contrastes de cores que, sem pudor, se derramam na tela, diante de nossos olhos. Um espet\u00e1culo \u00e0 parte. As atua\u00e7\u00f5es de Rex Harrison e de Audrey Hepburn s\u00e3o inesquec\u00edveis. O roteiro \u00e9 elegante e firme, e sua for\u00e7a \u00e9 capaz de sustentar o ritmo \u00e0s vezes um pouco lento de algumas cenas. E as m\u00fasicas, o ponto alto. Elas se encaixam \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o nas narrativas. S\u00e3o melodias deliciosas, que levam a gente a querer assovi\u00e1-las.\u00a0<em>Woudn\u2019t it Be Loverly<\/em>\u00a0e\u00a0<em>With a Litlle Bit O\u2019Luck<\/em>\u00a0s\u00e3o exemplos. Enfim, uma com\u00e9dia (rom\u00e2ntica) que nos arrebata. At\u00e9 o fim. E nos mant\u00e9m presos, \u00e0 espera de saber se o par rom\u00e2ntico vai mesmo nos oferecer o grande beijo. Por estas e outras tantas raz\u00f5es \u00e9 que\u00a0<em>My Fair Lady<\/em>\u00a0merece ser retirado, por tr\u00eas horas, da prateleira. E se diante de todos estes argumentos, o espectador assim mesmo n\u00e3o gostar do filme, sem problemas. Ele ao menos ter\u00e1 entrado em contato com uma ideia cl\u00e1ssica que permeia, ao longo dos s\u00e9culos, a cultura ocidental. A ideia que se baseia no conceito de perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para falar de\u00a0<em>My Fair Lady<\/em>\u00a0n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o mencionar a obra prima liter\u00e1ria em que o roteiro do filme se baseou. Trata-se do magn\u00edfico texto teatral\u00a0<a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/pigmaliao\/\"><em>Pigmali\u00e3o<\/em><\/a>, de George Bernard Shaw, dramaturgo irland\u00eas, que viria a escrever esta obra em 1913, com imediato sucesso nos palcos londrinos. E que, diga-se de passagem, \u00e9 inspirada na obra\u00a0<em>Metamorfoses<\/em>, Livro X, do poeta romano Ov\u00eddio, lan\u00e7ada no ano 8 dC, em que narra a paix\u00e3o do rei de Chipre, Pigmali\u00e3o, pela est\u00e1tua de uma mulher, Galateia, que ele mesmo havia esculpido, com tanta perfei\u00e7\u00e3o. E, sabe-se, Ov\u00eddio foi buscar na mitologia grega a fonte destas suas inspira\u00e7\u00f5es. E seguindo a linhagem, estas obras seriam o ponto de partida para a constru\u00e7\u00e3o do roteiro de um dos mais completos filmes rom\u00e2nticos produzidos por Hollywood, na d\u00e9cada de 1990, <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/uma-linda-mulher\/\">Uma Linda Mulher<\/a><\/em>. Como se pode constatar, a ideia de perfei\u00e7\u00e3o movimenta a literatura ocidental desde seus prim\u00f3rdios. Inclusive William Shakespeare, em sua A Megera Domada, bebe um pouco desta ideia.<\/p>\n<p>A despeito das influ\u00eancias, sem d\u00favida, o filme\u00a0<em>My Fair Lady<\/em>\u00a0originou-se diretamente da obra de Bernard Shaw, Pigmali\u00e3o. O mais percept\u00edvel \u00e9 como o roteiro, observadas, evidente, as adapta\u00e7\u00f5es para uma outra linguagem, o cinema, que precisa ser mais narrativo que o teatro, seguiu \u00e0 risca a obra original. Tanto isto pode ser verdade que o pr\u00f3prio ator, Rex Harrison, que representou a fenomenal personagem criada por Bernard Shaw, o professor de fon\u00e9tica Henry Higgins, veio da Broadway, onde ele j\u00e1 representava, no musical hom\u00f4nimo, de 1956, esta personagem. Fica claro por que Rex Harrison domina t\u00e3o ferozmente a personalidade tonitruante do professor Higgins, e a prova deste dom\u00ednio est\u00e1 nos pr\u00eamios que ele carregou para casa, incluindo a\u00ed a estatueta de Melhor Ator, no Oscar de 1965. Rex conhecia profundamente o professor Higgins de Shaw.<\/p>\n<p>Henry Higgins, um dedicado guardi\u00e3o da l\u00edngua inglesa, torna-se um dos mais renomados foneticistas ingleses, fazendo desta profiss\u00e3o sua raz\u00e3o de vida. Certa feita, \u00e0 sa\u00edda do teatro, em Convent Garden, Londres, Higgins depara-se com uma pobre florista, Eliza Doolittle, cuja horr\u00edvel dic\u00e7\u00e3o causa tumultos inexplic\u00e1veis nos ouvidos do professor de fon\u00e9tica. Sejam quais forem as impress\u00f5es que a mo\u00e7a causara em Higgins, ele, de imediato, faz uma aposta inusitada com outro foneticista, coronel Pickering, a quem Higgins havia acabado de conhecer, tamb\u00e9m \u00e0 sa\u00edda do teatro. Em seis meses, ele, Higgins, transformaria aquela inculta e horrorosa pobretona florista em uma dama da alta sociedade. E o mais importante. A perfei\u00e7\u00e3o com que ele criaria sua dama impediria que qualquer pessoa, mesmo o mais teimoso foneticista, percebesse a real origem da criatura. Aceita a aposta, Higgins, feito um trov\u00e3o, faz o filme pegar ritmo, gra\u00e7a e for\u00e7a.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s seis meses de muito trabalho, rompantes de mau humor, humilha\u00e7\u00f5es machistas, ansiedades, decep\u00e7\u00f5es, Henry Higgins e o coronel Pickering apresentam Eliza Doolittle \u00e0 alta sociedade, fazendo-a passar por uma duquesa, em uma grande festa de recep\u00e7\u00e3o oferecida a uma rainha estrangeira, visitante. E assim, festejada como a dama perfeita, cortejada pelo pr\u00edncipe, Eliza Doolittle, junto com seus criadores, retornam \u00e0 casa, felizes com o sucesso da empreitada. Higgins ganha a aposta e cabe ao coronel Pickering pagar todas as despesas que tiveram com a florista. Mas\u2026 E agora? O que fazer com ela, a florista?<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o que tanto o texto de Bernard Shaw quanto o filme de George Cukor trazem embutida na trama. Eliza Doolittle j\u00e1 n\u00e3o era mais a mesma pessoa. Havia passado por uma profunda transforma\u00e7\u00e3o. Um brinquedo nas m\u00e3os de dois marmanjos solteir\u00f5es e machistas, Eliza Doolittle transformara-se numa pessoa com extrema consci\u00eancia de si mesma, a ponto de colocar em cheque a obra do professor. Eis o impasse, que parece n\u00e3o ter preocupado Bernard Shaw, posto que o recado que ele queria dar, o de que o esfor\u00e7o pessoal, idealizado, pode sim possibilitar a transposi\u00e7\u00e3o de barreiras sociais, estava muito bem dado. Mas Hollywood, sempre com os dois olhos grudados na bilheteria, pensava diferente. Teria que oferecer a Eliza um destino. Algo concreto. \u00d3bvio, um romance.<\/p>\n<p>Pela estrutura das personagens criada por Bernard Shaw, tornara-se quase imposs\u00edvel, sen\u00e3o inveross\u00edmil, a uni\u00e3o rom\u00e2ntica entre Higgins e Eliza. Higgins, empedernido solteir\u00e3o, agarrava-se na idealiza\u00e7\u00e3o feminina que fazia da m\u00e3e, como a mulher perfeita e inalcan\u00e7\u00e1vel, o motivo para recha\u00e7ar qualquer possibilidade de envolvimento afetivo e sexual com outra mulher, inclusive com sua obra prima perfeita, a duquesa Eliza Doolittle. H\u00e1, neste aspecto, uma arrogante infantilidade em Higgins que acaba por afastar qualquer ideia em Eliza de querer se envolver com seu criador. Eliza tinha ideias muito claras sobre o que ela representava para um homem, e ela sabia que, mesmo sendo criatura do professor, jamais concordaria em se submeter a seus caprichos de menino mimado. Hollywood havia seguido \u00e0 risca este roteiro, o que dificultou construir, a partir dele, um conto de fadas.<\/p>\n<p>Hollywood preferiu ficar no meio do caminho. Satisfeita com o resultado do filme, cujo sucesso n\u00e3o viria a depender do grande beijo final, como aconteceria em\u00a0<em>Uma Linda Mulher<\/em>, o filme deixa em aberto a possibilidade futura de uma rela\u00e7\u00e3o de amor entre os dois. No entanto, ao dar esta solu\u00e7\u00e3o, Hollywood quebra a espinha dorsal da personagem Eliza. Eliza havia optado por sua independ\u00eancia, o que significava n\u00e3o mais voltar para a casa de Higgins, de onde ela havia fugido, decidida a cuidar da pr\u00f3pria vida. Mas, em\u00a0<em>My Fair Lady<\/em>, Eliza n\u00e3o s\u00f3 concorda em voltar, como vai continuar se submetendo aos caprichos do criador, simbolizados pela obedi\u00eancia \u00e0 ordem de lhe trazer, imediatamente, os chinelos. \u00c9 desta forma que o filme termina. Dentro da estrutura criada por Shaw. Portanto, sem ter resolvido o impasse. Que continuar\u00e1. Para sempre.<\/p>\n<p>O filme, assim como o texto teatral de Shaw, traz uma perspectiva redentora para o ser humano. Quem n\u00e3o almeja por transforma\u00e7\u00f5es? Cobertos de defeitos e fraquezas, sonhamos em sermos o her\u00f3i de n\u00f3s mesmos. Buscamos na perfei\u00e7\u00e3o o equil\u00edbrio ideal para alimentar a ideia de felicidade e bem-estar. E a forma objetiva de nos movimentarmos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 busca da perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 idealizarmos situa\u00e7\u00f5es positivas para nossas vidas. \u00c9 a for\u00e7a da mente que ir\u00e1 moldar nossas atitudes na busca pelo objetivo idealizado. \u00d3bvio que nada \u00e9 f\u00e1cil, mas a possibilidade de nos transformarmos, seja do ponto de vista existencial seja do ponto de vista socioecon\u00f4mico, \u00e9 que poder\u00e1 dar \u00e0s nossas vidas um sentido concreto. E esta \u00e9 a grande raz\u00e3o de ser das com\u00e9dias rom\u00e2nticas. N\u00e3o h\u00e1 coisa mais concreta que o amor. \u00c9 isto que as com\u00e9dias nos oferecem. A possibilidade da transforma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do amor. Mas, para que tal aconte\u00e7a, o amor precisa, antes de tudo, ser idealizado. E ningu\u00e9m sabe fazer isso melhor que o cinema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os filmes musicais tiveram seus dias de gl\u00f3ria em outros tempos, j\u00e1 um tanto distantes, mas a eles est\u00e1 reservada uma prateleira especial na hist\u00f3ria do cinema. Para quem interessa conhecer estes cl\u00e1ssicos, sempre haver\u00e1 um cat\u00e1logo dos melhores, dispon\u00edvel em algum arquivo, nas redes sociais. 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