{"id":566,"date":"2020-10-23T11:40:51","date_gmt":"2020-10-23T14:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=566"},"modified":"2021-01-06T11:48:17","modified_gmt":"2021-01-06T14:48:17","slug":"central-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/central-do-brasil\/","title":{"rendered":"Central Do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 correto partirmos do pressuposto de que a arte, para sobreviver ao tempo, precisa da originalidade. Mas n\u00e3o basta ao artista ter uma boa ideia, apenas. Precisa saber execut\u00e1-la. E este acabou sendo o dilema de Walter Salles, diretor de CENTRAL DO BRASIL (113\u2019), Brasil\/Fran\u00e7a (1998). Detentor do argumento original do filme, percebeu o risco de n\u00e3o conseguir desenhar, ele pr\u00f3prio, um roteiro \u00e0 altura da sua ideia. E a ideia era, de fato, original. Uma professora aposentada que escreve cartas, numa movimentada esta\u00e7\u00e3o de trens urbanos, para pessoas analfabetas que querem entrar em contato com seus familiares e amigos. Sentindo o peso da responsabilidade de dar o acabamento perfeito ao roteiro, Walter Salles delegou a tarefa a Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein. E os dois, sem d\u00favida, deram conta do recado.<\/p>\n<p>Roteiro em m\u00e3os, produ\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o cuidaram do resto. A come\u00e7ar pelo elenco. A magistral Fernanda Montenegro, em desempenho memor\u00e1vel. Com ela, o garoto Vinicius de Oliveira, Mar\u00edlia P\u00eara, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele, Soia Lira, o terr\u00edvel Ot\u00e1vio Augusto, Stella Freitas e Caio Junqueira. Como se v\u00ea, uma lista para ningu\u00e9m botar defeito. Ainda com uma trilha sonora eficiente, e a impec\u00e1vel dire\u00e7\u00e3o de fotografia de Walter de Carvalho, n\u00e3o teve como n\u00e3o resultar, <em>Central do Brasil<\/em>, em uma das grandes obras primas do cinema brasileiro. Era a retomada do cinema tupiniquim, ap\u00f3s anos sofrendo de estagna\u00e7\u00e3o criativa. N\u00e3o \u00e0 toa, os aplausos ecoaram mundo afora, com a indica\u00e7\u00e3o \u00e0s estatuetas do Oscar de Melhor Filme estrangeiro (o vencedor seria <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-vida-e-bela\/\"><em>A Vida \u00e9 Bela<\/em><\/a>) e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro (que n\u00e3o levaria), uma fa\u00e7anha e tanto neste acirrado mercado de pr\u00eamios. Em noite de gala, <em>Central do Brasil<\/em> escrevia sua bela trajet\u00f3ria na hist\u00f3ria do nosso cinema.<\/p>\n<p>Isadora, a professora aposentada, \u00e9 um ser que nutre amarguras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida. Prende-se a um passado incompleto, na busca de ressignificar suas rela\u00e7\u00f5es afetivas com o pai j\u00e1 morto. A esta estrutura emocional vem se juntar a hist\u00f3ria do menino Josu\u00e9, cuja obsess\u00e3o \u00e9 conhecer o pai. \u00c9 a partir deste encontro entre Dora e Josu\u00e9, numa esta\u00e7\u00e3o de trem, a Central do Brasil, no Rio de Janeiro, que se estrutura o argumento do filme.<\/p>\n<p>A escolha do local, uma esta\u00e7\u00e3o de trem, n\u00e3o poderia ser mais prop\u00edcia para Dora colocar sua mesa e cadeira e passar o dia escrevendo cartas para pessoas que desejavam se comunicar com seus entes queridos, sempre distantes, na geografia e no tempo. A esta\u00e7\u00e3o de trem (e a rodovi\u00e1ria) simboliza a separa\u00e7\u00e3o, o distanciamento, a saudade. No entanto, Dora, na sua amarga insensibilidade, n\u00e3o est\u00e1 preocupada com saudades e sentimentos de seus clientes. Isto se revela na forma como ela d\u00e1 destino \u00e0s cartas destas pessoas estranhas que confiaram sua intimidade \u00e0 escrevente. A maioria das cartas, ela rasga. Algumas, que lhe chamam mais a aten\u00e7\u00e3o, ela guarda numa gaveta, a que d\u00e1 a alcunha de \u201cpurgat\u00f3rio\u201d. E n\u00e3o se tem not\u00edcia \u2014 o filme n\u00e3o nos oferece esta imagem \u2014 de que ela tenha ido aos Correios postar alguma das prometidas cartas. A n\u00e3o ser em Bom Jesus do Norte, j\u00e1 no final do filme, redimindo-se de suas pequenas desonestidades, resolve entrar na ag\u00eancia do correio. Para Dora interessava apenas fazer um bico para aumentar a sua renda. Os sentimentos alheios eram apenas um produto a ser desprezado.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a a mudar com Ana, a m\u00e3e do menino Josu\u00e9. Ap\u00f3s pedir a Dora que escrevesse uma carta para o ex-marido, em que manifesta os desejos do filho Josu\u00e9 em conhec\u00ea-lo, ela \u00e9 atropelada e morta por um \u00f4nibus. Dora, a escrevedora de cartas, resolve ent\u00e3o assumir o menino e sua obsess\u00e3o. Os dois partem juntos em dire\u00e7\u00e3o ao nordeste brasileiro, rumo a Bom Jesus do Norte, onde, pressupunha-se, morava Jesus, o pai de Josu\u00e9. \u00c9 a partir da esta\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus, no Rio de Janeiro, que o filme marca um itiner\u00e1rio imag\u00e9tico de cores vivas e duro realismo, numa exibi\u00e7\u00e3o do exuberante, \u00e0s vezes grotesco, sincr\u00e9tico e pobre interior do Brasil. \u00c9 uma riqueza de culturas e viv\u00eancias de um Brasil desconhecido, sobre o qual poucos filmes, desde Glauber Rocha, t\u00eam-se debru\u00e7ado.<\/p>\n<p>Talvez caiba aqui apenas uma an\u00e1lise, antes de encerrarmos esta resenha. E a discuss\u00e3o se coloca tendo como ponto de partida uma pergunta. Seria poss\u00edvel existir este filme, <em>Central do Brasil<\/em>, se o Brasil n\u00e3o fosse um pa\u00eds de analfabetos?<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do filme tem seu in\u00edcio na Fran\u00e7a, quando o produtor cinematogr\u00e1fico su\u00ed\u00e7o Arthur Cohn, juntamente com Martine de Clermont-Tonnerre, entram em contato com o roteiro e ficam convencidos do potencial de sucesso do filme. Ora, s\u00f3 que o filme, cuja ideia fora gestada no Brasil, n\u00e3o podia ser ambientado na Fran\u00e7a, lugar de letrados, onde n\u00e3o seria poss\u00edvel reproduzir uma realidade cuja base de exist\u00eancia \u00e9 a fala de um pa\u00eds de analfabetos. E mais. Um pa\u00eds de intensa mobilidade horizontal, migrat\u00f3ria, onde s\u00f3 cabem o abandono da terra natal, a despedida de familiares, a dist\u00e2ncia, a saudade e o desenraizamento, realidades estas comuns, e dolorosas, principalmente nos movimentos migrat\u00f3rios da segunda metade do s\u00e9culo XX, ocorridos no Brasil, a partir do nordeste para o sul. Neste quadro de incomunicabilidades, escrever uma carta para um ente querido era a \u00fanica forma de se agarrar \u00e0s ra\u00edzes perdidas.<\/p>\n<p>Encerrando, cabe outra breve an\u00e1lise. Sem perspectivas de futuro para um pa\u00eds que at\u00e9 hoje n\u00e3o sabe o que quer para o seu povo, o filme nos leva a nos voltarmos para o passado. A saudade do pai morto (origem), por Dora, e a obsess\u00e3o por conhecer o pai vivo (raiz), por Josu\u00e9, atestam um saudosismo que preenche a falta de perspectivas de um futuro promissor. S\u00f3 que nesta busca por um significado de vida \u2014 o reencontro com o passado \u2014, Dora e Josu\u00e9 se envolvem, pelos caminhos da \u201c<em>terra brasilis\u201d<\/em>, com pequenas trapa\u00e7as e roubos. Estes comportamentos traduzem bem a conveni\u00eancia moral da alma brasileira. Locupletar-se com a corrup\u00e7\u00e3o e a desonestidade, esses pequenos movimentos imorais do dia a dia, como uma pretensa atitude de revolta, de contesta\u00e7\u00e3o, de inconformismo. Na origem da nossa forma\u00e7\u00e3o como na\u00e7\u00e3o, faltou-nos a d\u00e1diva da irrever\u00eancia pol\u00edtica, que suprimos com a in\u00fatil irrever\u00eancia moral. Esta, o filme nos mostra sutilmente, \u00e9 a forma de ser do brasileiro. Que ainda, ressente-se, n\u00e3o tem morada em seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 correto partirmos do pressuposto de que a arte, para sobreviver ao tempo, precisa da originalidade. 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