{"id":576,"date":"2020-10-23T11:00:38","date_gmt":"2020-10-23T14:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=576"},"modified":"2021-02-06T15:56:53","modified_gmt":"2021-02-06T18:56:53","slug":"django-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/django-livre\/","title":{"rendered":"Django Livre"},"content":{"rendered":"<p>DJANGO LIVRE, (163\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Quentin Tarantino, EUA (2012), caminha na mesma trilha tem\u00e1tica de seu filme anterior, Bastardos Ingl\u00f3rios, em que Tarantino executa um voo rasante sobre a Hist\u00f3ria para desenvolver sua dramaturgia de vingan\u00e7a e poder, regada, l\u00f3gico, a muito sangue. Se em <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/bastardos-inglorios\/\">Bastardos Ingl\u00f3rios<\/a><\/em> ele nos oferece sua vers\u00e3o pessoal sobre a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de registrar sua indigna\u00e7\u00e3o contra o nazismo que gerou uma das maiores barb\u00e1ries de que se tem not\u00edcia, o holocausto, aqui, em Django Livre, ele tra\u00e7a um doloroso painel da escravid\u00e3o no sul dos Estados Unidos, com enredo datado, 1858, dois anos antes do in\u00edcio da Guerra Civil Americana. Em Django Livre, mais uma vez Tarantino destila sua avers\u00e3o a um lado obscuro da Hist\u00f3ria da Humanidade, a escravid\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, um dos pilares da economia norte-americana, com o aviltamento de uma etnia relegada a objeto de dom\u00ednio e explora\u00e7\u00e3o abusivos. N\u00e3o que Tarantino queira criar, em imagens, uma vers\u00e3o pessoal de fatos hist\u00f3ricos. Nada disso. Tarantino s\u00f3 quer fazer bons filmes. Mas, como cidad\u00e3o do mundo, ele n\u00e3o vira as costas ao que v\u00ea e enxerga, seja pessoalmente, seja nos livros de Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Chama-nos a aten\u00e7\u00e3o o fato de que, pela forma como Tarantino alinhavou o roteiro, ele teria a oportunidade de trabalhar uma tem\u00e1tica diferente, priorizando falar dos sofrimentos gerados pelo amor entre dois jovens escravos, cruelmente separados por obra e vingan\u00e7a do antigo \u201cdono\u201d. Seria a oportunidade de edificar um \u00e9pico, em que o her\u00f3i constru\u00eddo luta contra tudo e todos para ter de volta a sua amada. Isto, de fato, acontece no filme. Django vai do negro submetido \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de escravo a her\u00f3i em plena consci\u00eancia do seu poder quase ilimitado. Mas esta constru\u00e7\u00e3o vem dilu\u00edda num prop\u00f3sito maior. Tarantino n\u00e3o se entrega a sentimentalismos. Ele s\u00f3 precisa do amor dos jovens escravos para empurrar a narrativa rumo a seus prop\u00f3sitos, o de radiografar a sociedade escravocrata ao longo do rio Mississipi. O que importa \u00e9 o pelourinho. O ferro em brasa na pele negra. As algemas sangrando os tornozelos negros. Os c\u00e3es devorando o negro fugitivo. A subservi\u00eancia do negro \u00e0 Casa Grande. A insol\u00eancia do branco em usar, sem escr\u00fapulos, o seu poder para satisfazer, \u00e0s custas de humilha\u00e7\u00f5es aos negros, seus impulsos b\u00e1rbaros. E esta soberba atinge seu ponto m\u00e1ximo nas lutas fratricidas dos mandingos, o sangue do negro escorrendo em pleno sal\u00e3o nobre da Casa Grande, sob risos e brindes dos excitados convivas. Tarantino garimpa, sem retoques e sem pudores, essa estrutura socioecon\u00f4mica pr\u00e9-Guerra da Secess\u00e3o, para tra\u00e7ar seu painel sobre a escravid\u00e3o. Vale lembrar que em seu pr\u00f3ximo filme, Os <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/os-oito-odiados\/\">Oito Odiados<\/a><\/em>, j\u00e1 no p\u00f3s-guerra civil, Tarantino retomaria esta tem\u00e1tica, agora num pa\u00eds pronto para se autoflagelar como forma de se curar das feridas da escravid\u00e3o que, sabemos, ir\u00e3o supurar nos movimentos negros dos anos 1960. Spike Lee reagiu ao filme, sequer quis assisti-lo. Talvez mais que uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria de seus antepassados, com a qual n\u00e3o queira concordar, Spike Lee prov\u00e1vel temeu ser atingido pelas imagens devastadoras constru\u00eddas, com requinte fotogr\u00e1fico e c\u00eanico, por Tarantino. Tarantino \u00e9 assim. N\u00e3o poupa ningu\u00e9m. Nem a si mesmo.<\/p>\n<p>A sinopse de Django Livre pode ser dividida em dois momentos distintos, simplificados por uma narrativa linear, simples, mas consistente. N\u00e3o se v\u00ea fissuras na estrutura, arranjos para resolver impasses, nem inverossimilhan\u00e7as ou motiva\u00e7\u00f5es vazias. Tudo segue de forma segura rumo aos cl\u00edmaxes (s\u00e3o dois), cujo momento crucial surge quando um sentimental Dr. King Shultz (Christoph Waltz), ap\u00f3s ouvir Beethoven, reage \u00e0 farsa montada pelo fazendeiro Calvin Candie (Leonardo Di Caprio). O inesperado sentimentalismo de Shultz leva-o a perder o autocontrole e a disparar o primeiro cl\u00edmax. Na sequ\u00eancia, Django se encarregar\u00e1 de detonar o segundo.<\/p>\n<p>Dr. King Shultz \u00e9 um alem\u00e3o que abandona a profiss\u00e3o de dentista para exercer o cargo, no sul dos Estados Unidos, de ca\u00e7ador de recompensas. E o exerce com humor e efici\u00eancia, e com um senso de justi\u00e7a e de humanidade pouco visto na filmografia de Tarantino. \u00c9 ele, Dr. Shultz, em mais uma magistral atua\u00e7\u00e3o do ator austr\u00edaco Christoph Waltz, quem d\u00e1 puls\u00e3o (de morte) e vigor (dram\u00e1tico) ao filme Django Livre. A presen\u00e7a magnetizante de Waltz na tela, com seu repert\u00f3rio c\u00f4mico, traduzido em trejeitos vocais e gestos abusivamente expressivos, d\u00e3o ao filme a dose m\u00edtica que nos eleva a momentos inesquec\u00edveis e prazerosos.<\/p>\n<p>Dr. King Shultz est\u00e1 \u00e0 procura dos irm\u00e3os Brittle, e v\u00ea em Django, um escravo fugitivo, rec\u00e9m adquirido por algum fazendeiro de Greenville, o homem capaz de lev\u00e1-lo \u00e0s suas valiosas presas. Dr. Shultz n\u00e3o economiza saliva nem balas para obter a liberdade de Django. Esta \u00e9 a primeira parte do filme, de que se ocupa o enredo, a ca\u00e7a, pela dupla, aos irm\u00e3os Brittle.<\/p>\n<p>J\u00e1 na primeira parte \u00e9 introduzida a segunda. Dr. Shultz fica sabendo que Django \u00e9 casado, e que, separado da esposa, Brunhilde, sonha em reencontr\u00e1-la. E libert\u00e1-la. Nosso ca\u00e7ador de recompensas, no seu sentimentalismo nada alem\u00e3o, se comove com a ideia obsessiva de Django e, sem hesitar, prop\u00f5e ajud\u00e1-lo. Encontrados os irm\u00e3os Brittle, passado o inverno, eles descer\u00e3o para Greenville, onde ir\u00e3o descobrir para que fazenda a amada fora vendida. E eis que ela est\u00e1 na fazenda Candyland, cujo propriet\u00e1rio \u00e9 aquele terr\u00edvel Calvin Candie, o mesmo que n\u00e3o se importa em ver seu nobre sal\u00e3o banhado do sangue negro.<\/p>\n<p>Tarantino \u00e9 um exigente e competente preparador de atores. Ali\u00e1s, um perspicaz selecionador de elenco. Sabe aonde quer chegar e entrega seu roteiro a uma equipe de atores que n\u00e3o o deixar\u00e1 no meio do caminho. N\u00e3o \u00e0 toa, alguns dos atores tem-no acompanhado em v\u00e1rios de seus filmes. Dentre eles, aqueles que certamente nos arrebatam. Brad Pitt. Leonardo di Caprio. Samuel L. Jackson. E a recente e grata descoberta, Christoph Waltz. Em Django Livre, n\u00e3o podemos imaginar outro ator no papel do Dr. Shultz sen\u00e3o Waltz. Poupando os adjetivos, resta mencionar que ele ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante nos dois filmes de Tarantino em que atuou, Bastardos Ingl\u00f3rios e Django Livre. Neste, Waltz faz uma dupla afinad\u00edssima com Jamie Foxx que, trabalhando pela primeira vez com Tarantino, sentiu na pele, como ele mesmo viria a declarar, a m\u00e3o pesada do exigente diretor.<\/p>\n<p>Merece um par\u00e1grafo especial, no papel de Stephen, o j\u00e1 consagrado Samuel L. Jackson. Chega a ser incompreens\u00edvel como Jackson tenha conseguido compor esta personagem. Como administrador da fazenda Candyland na aus\u00eancia de seu famigerado, primitivo e despreparado patr\u00e3o Calvin Candie, Samuel L. Jackson se ajustou \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o da personagem de Leonardo de Capprio, levando, de forma convincente, \u00e0 submiss\u00e3o de um branco a um negro. Para conseguir esta fa\u00e7anha, Samuel L. Jackson comp\u00f4s uma personagem perspicaz. Esta perspic\u00e1cia reverteu-se em confian\u00e7a. E a confian\u00e7a, em dom\u00ednio. E este dom\u00ednio \u00e9 exercido de forma cruel por Stephen, o negro, que subjuga seus pares negros, a ponto de ele, Stephen, o negro, se confundir com Calvin Candie, o branco. Se formos al\u00e9m, veremos que o pr\u00f3prio James Foxx, o escravo, elevando o arco da personagem na esfera do hero\u00edsmo, passa, com o consentimento de seu amigo, Dr. Shultz, a ter ascend\u00eancia sobre este. Nestes casos, Tarantino inverte a l\u00f3gica frenol\u00f3gica apresentada por Calvin Candie, e d\u00e1 ao negro a superioridade cognitiva que ele merece e lhe \u00e9 pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as apresentadas acima v\u00e3o desenhar os cl\u00edmaxes finais. No primeiro, s\u00e3o os dois brancos que se batem, Candie e Shultz; no segundo e derradeiro cl\u00edmax, ser\u00e1 a vez dos dois negros, Django e<br \/>\nStephen. E por serem os negros a se baterem no \u00faltimo cl\u00edmax, fica impl\u00edcito que o poder est\u00e1 com eles. Eis uma premoni\u00e7\u00e3o do que viria a ocorrer dois anos depois, com a deflagra\u00e7\u00e3o da Guerra Civil.<\/p>\n<p>E para encerrar, vamos \u00e0 \u00faltima quest\u00e3o. A sexualidade na filmografia de Tarantino. Esta \u00e9 a quest\u00e3o. Como fica o sexo nos filmes de Tarantino. Vale tentar aqui nos lembrarmos de alguma cena de cama, ao estilo de <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/butch-cassady-and-the-sundance-kid\/\">Butch Cassidy and The Sundance Kid<\/a><\/em>, onde o sexo \u00e9, junto com o dinheiro, o s\u00edmbolo imediato de poder. N\u00e3o se trata da cama, apenas. E, sim, da express\u00e3o corporal, uma vez que o sexo est\u00e1 em n\u00f3s e, a princ\u00edpio, n\u00e3o temos raz\u00e3o de escond\u00ea-lo. Afinal, os corpos se conversam pela sexualidade. Quem conhece a fundo a filmografia de Tarantino talvez possa nos apontar alguma cena neste sentido. N\u00e3o valem as sutis insinua\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas que, inclusive, perpassam por Django Livre. No entanto, nada se concretiza. Ser\u00e1 que para Tarantino, numa especula\u00e7\u00e3o freudiana, basta o rev\u00f3lver? De onde ele tira o entretenimento que ele tanto busca? Sabemos que n\u00e3o \u00e9 bem assim. Os filmes de Tarantino v\u00e3o al\u00e9m do sangue jorrando graficamente diante de nossos olhos. Em Django Livre, Tarantino passou perto da possibilidade de trazer a sexualidade como fonte de poder. N\u00e3o o trazendo, ele constr\u00f3i uma rela\u00e7\u00e3o de afeto e de compromisso um tanto fr\u00e1geis, comprometendo, inclusive, a consist\u00eancia heroica da personagem Django. Ou ser\u00e1 que a sede de vingan\u00e7a de Django n\u00e3o \u00e9 pelos sofrimentos causados \u00e0 sua Brunhilde e, sim, pela abusiva escravid\u00e3o a que est\u00e1 submetido o seu povo? Por ser uma narrativa, entendemos que estes dois elementos dram\u00e1ticos teriam que se interpenetrar, fortemente. Em Django Livre, pareceu que Tarantino nos prometeria os dois. Infelizmente, o sexo ficou subjugado \u00e0s fortes tens\u00f5es geradas pela narrativa de vingan\u00e7a. Bem ao gosto de Tarantino.<\/p>\n<p>Sabemos que j\u00e1 \u00e9 preciso apagar as luzes, mas, antes, um pouquinho de humor.<\/p>\n<p>Tarantino viaja, feito um mochileiro sem destino, entre o tr\u00e1gico e o c\u00f4mico. Quando ele precisa avan\u00e7ar sobre uma tem\u00e1tica espinhosa, que lhe pede maior investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, ele desvia para o c\u00f4mico. Em Django Livre, o s\u00edmbolo desta comicidade est\u00e1 no dente enorme, preso a uma mola balou\u00e7ante, no teto da carruagem do nosso n\u00e3o menos c\u00f4mico Dr. Shultz. Como n\u00e3o olhar para aquele artefato e n\u00e3o rir? O dente nos acompanha at\u00e9 a uma das cenas mais hil\u00e1rias do filme, quando, inclusive, Tarantino traz de volta seus di\u00e1logos tergiversantes, t\u00e3o deliciosos quanto \u00e1cidos. Preparando-se para atacar a carruagem do dentista Shultz, com seu enorme dente balou\u00e7ante, o bando da Ku Klux Klan enceta uma despropositada discuss\u00e3o sobre a qualidade dos sacos, aqueles famosos panos com que cobrem suas cabe\u00e7as para cometerem seus crimes contra os negros. H\u00e1 a reclama\u00e7\u00e3o por parte dos membros sobre a confec\u00e7\u00e3o dos sacos, cujos furos, dos olhos, malfeitos, n\u00e3o lhes permitem enxergarem adiante. Ficamos sabendo que foi a mulher de um dos membros da seita que fizera os sacos. O marido, irritado com as cr\u00edticas \u00e0 mulher, abandona o bando. E a discuss\u00e3o continua. Atacar com os sacos cobrindo as cabe\u00e7as, ou abandon\u00e1-los, s\u00f3 desta vez? No que o chefe do bando responde. Vamos com os sacos. N\u00e3o conseguimos enxergar, mas n\u00e3o tem problema. Os cavalos enxergar\u00e3o por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Sejam quais forem as sensa\u00e7\u00f5es, positivas ou negativas, que este filme possa provocar no espectador, o certo \u00e9 que Tarantino mais uma vez nos oferece uma obra rica em elementos f\u00edlmicos que, bem executados, formam mais este belo mosaico de imagens e sons. E, de quebra, ele nos apresenta, de forma bastante sens\u00edvel, diga-se, aquilo que teimamos em ignorar. Nossas podrid\u00f5es, que jazem, ocultadas, debaixo do tapete. Da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DJANGO LIVRE, (163\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Quentin Tarantino, EUA (2012), caminha na mesma trilha tem\u00e1tica de seu filme anterior, Bastardos Ingl\u00f3rios, em que Tarantino executa um voo rasante sobre a Hist\u00f3ria para desenvolver sua dramaturgia de vingan\u00e7a e poder, regada, l\u00f3gico, a muito sangue. 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