{"id":608,"date":"2020-10-26T14:00:39","date_gmt":"2020-10-26T17:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=608"},"modified":"2021-02-03T09:47:30","modified_gmt":"2021-02-03T12:47:30","slug":"a-gata-abusiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/a-gata-abusiva\/","title":{"rendered":"A GATA ABUSIVA"},"content":{"rendered":"<p>Tenho quinze anos, indo pros dezesseis, e tenho uma gata que se chama Jade. Linda, dengosa, companheira, a gata que eu sempre quis ter. Faz seis meses que ela mora comigo. Foi uma festa nos primeiros dias. E continuou sendo nos seguintes. Era meu sonho, de anos, ter uma gata. E quanto n\u00e3o me custou convencer minha m\u00e3e&#8230;! Enfim, consegui. Tenho minha gata. Mas, ao longo do tempo, as coisas mudaram um pouco.<\/p>\n<p>Hoje esteve aqui em casa uma tia, a tia Madalena, que \u00e9 bi\u00f3loga, mora no Rio, e estava de passagem com destino a Chapad\u00e3o do C\u00e9u, que, confesso, n\u00e3o sei onde fica. A primeira coisa que ela viu ao entrar em casa foi a gaiola encostada \u00e0 parede, onde a Jade estava presa. O que \u00e9 isso!? \u2014 perguntou, sem esconder o espanto. Uma gata&#8230; Presa! Numa gaiola!? Mais essa agora&#8230; Parece uma jaula! E depois desabafou. Merecia uma den\u00fancia! Minha m\u00e3e tentou contemporizar. Exagero, Lena! Mas minha tia n\u00e3o se conformava. Como \u00e9 que voc\u00ea deixa sua filha fazer uma coisa dessas? \u00c9 tempor\u00e1rio, Lena! Fiquei insegura, mas logo me dominei, empinei o queixo e antes que minha tia dissesse mais alguma coisa, retruquei. A gata \u00e9 minha, tia. Fa\u00e7o com ela o que eu quiser. Ela vai continuar presa. E ironizei. A\u00ed, na jaula. Tia Madalena me olhou e disse. Sorte\u00a0 sua que voc\u00ea \u00e9 minha sobrinha!<\/p>\n<p>Este foi ent\u00e3o o di\u00e1logo desta manh\u00e3 de domingo, em minha casa, onde moramos eu, minha m\u00e3e e Jade, a enjaulada, presa por necessidade \u2014 temporariamente (s\u00f3 por algumas horas), como disse minha m\u00e3e. Acreditem. Jade se transformou, ao longo dos meses, numa gata abusiva.<\/p>\n<p>Ainda pequena, logo se revelou uma gata fujona. N\u00e3o \u00e0 toa, traz no curr\u00edculo uma fuga da casa anterior. Perdera-se na rua. Mas n\u00e3o perdeu o h\u00e1bito de querer fugir. Dentre as tantas perip\u00e9cias, al\u00e9m de ter alcan\u00e7ado o apartamento do vizinho atrav\u00e9s do forro do corredor, o \u00faltimo lance de fuga foi ter, apesar da tela, pulado do primeiro andar, l\u00e1 embaixo, caindo sobre uma motocicleta estacionada, da\u00ed estatelando-se no ch\u00e3o. Ficou im\u00f3vel, fingindo-se de morta, \u00e0 espera de socorro. Nem miava. Avisada pelo porteiro, minha m\u00e3e desceu correndo.<\/p>\n<p>Foi crescendo, acostumou-se \u00e0 casa, resolveu ficar de vez. E se apegou a mim. T\u00e3o manhosa, t\u00e3o dengosa, a ponto de eu n\u00e3o aguentar mais v\u00ea-la se espichar \u00e0 minha frente, barriga para cima, \u00e0 espera das minhas m\u00e3os. Me persegue pela casa, adiantando-se e se espichando no ch\u00e3o. Eu estico o passo por cima dela, ignorando-a. At\u00e9 que, no pr\u00f3ximo ataque, vencida, eu me agacho e encho seu pelo eri\u00e7ado com a car\u00edcia dos meus dedos. E ela rola, de lado a outro, oferecendo-se aos carinhos. Al\u00edvio, s\u00f3 quando est\u00e1 dormindo. Ou observando da janela o que se passa na rua. At\u00e9 que acabaram as f\u00e9rias e eu retornei pra escola. Jade ficou s\u00f3, em casa. Cada vez mais inconformada com minhas longas aus\u00eancias.<\/p>\n<p>As investidas em busca de aten\u00e7\u00e3o e afeto se intensificaram. Passou a ocupar todo meu espa\u00e7o, a tomar todo meu tempo. Eu perdia a concentra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o, pelo amor de Deus, Jade, n\u00e3o! Quero tocar meu viol\u00e3o, mas como?! Tocar meu ukulele, ouvir minhas m\u00fasicas, quero pintar minhas aquarelas, estudar, quero falar com minhas amigas, quero sair, viver!<\/p>\n<p>Jade aos poucos come\u00e7ou a me afrontar. Um dia cheguei da escola, encontrei duas cordas do meu viol\u00e3o arrebentadas. Mas tinha o ukulele. Fui encontr\u00e1-lo na sala, a capa com rasgos de unhas, o corpo de madeira todo arranhado. Sou ex\u00edmia maquiadora, tenho prazer, aprendo t\u00e9cnicas. Encontrei meu espelho espatifado no ch\u00e3o! Ah, perdi o controle! Parti pra cima dela. Sem convic\u00e7\u00e3o, admito, mas aos gritos. Ela correu se esconder sob a minha cama\u00a0 <em>box<\/em>, um buraco no tecido, por onde ela entra. Ali se esconde quando as coisas n\u00e3o v\u00e3o bem pro seu lado. Fica, nestes instantes, fora do alcance das minhas raivas. Mas como ter raiva de uma gata t\u00e3o linda?! N\u00e3o resisto, agacho-me, chamo. Aos poucos ela reaparece e tudo acaba em beijos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o desiste! Arranha minhas cortinas, deita-se sobre o meu livro, caminha pelas teclas do meu computador, toma abusivamente conta da minha vida! At\u00e9 que passou a destruir meus fones de ouvido. Tr\u00eas em um m\u00eas! Dois num prazo de tr\u00eas dias! Cento e quarenta e quatro reais cada um! Tenho o h\u00e1bito de ouvir m\u00fasica, enquanto desenho, enquanto estudo, enquanto me preparo pra dormir. Durante meu sono pesado, Jade corta o fio. Por castigo (falta de responsabilidade, n\u00e9, minha filha!), minha m\u00e3e parou de me comprar fones. Eu at\u00e9 argumentei. M\u00e3e, voc\u00ea est\u00e1 justo fazendo o que a Jade quer!<\/p>\n<p>At\u00e9 que chegou o dia em que tudo desaguou em choro e \u00f3dio. E foi por causa do que vou contar que Jade foi parar na gaiola. Passou a ter ci\u00fames do meu coelho de pel\u00facia, que dorme comigo, aconchegado em meu rosto, todas as noites.<\/p>\n<p>Quando eu tinha dois anos de idade, meu pai me presenteou com um coelho de pel\u00facia, da cor suavemente rosa. Havia um mecanismo que fazia com que suas enormes orelhas se abanassem, enquanto tocava uma doce m\u00fasica. Nas patas dianteiras, presa, uma enorme cenoura! Era comum, e delicioso, meu pai usar uma das enormes orelhas pra fazer c\u00f3cegas nas minhas pr\u00f3prias orelhas! O coelho me parecia enorme aos dois anos. Dormia a meu lado, silencioso e simp\u00e1tico, por quem eu estaria desde ent\u00e3o afetivamente presa, como se ele fosse fazer eternamente parte da minha vida. E faria, j\u00e1 que eu ia pelos meus seis anos quando meus pais se separaram. O coelhinho passou a me acompanhar todas as noites, nos meus momentos de saudades do meu pai. Era a presen\u00e7a que eu tinha dele. Jade passou a dormir entre meu rosto e o coelho. N\u00e3o escondia o ci\u00fame. At\u00e9 que um dia o destruiu. Foi a\u00ed que veio a ideia da gaiola.<\/p>\n<p>Voltando ao di\u00e1logo desta manh\u00e3 de domingo, depois que eu terminei minha fala arrogante, depois que eu havia dito pra minha tia que a gata era minha e que ela continuaria presa, eu ainda pensei em dizer mais algumas coisinhas. Tipo. Pode ir l\u00e1, tia, me denunciar. Por maus tratos! Tira uma foto e publica nas redes sociais! Mas n\u00e3o. Disse mais nada. S\u00f3 me abaixei, abri a portinhola e Jade sorriu. Depois ela saiu, espichou-se, oferecendo seu corpo aos meus carinhos. Inclinei-me quase ao ch\u00e3o, e como ela sempre faz, aproximou-se do meu rosto, fechou os olhinhos verdes e me beijou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Clique abaixo para ler toda a sequ\u00eancia dos contos da gata JADE.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-triste\/\">A gata triste<\/a>, <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-fujona\/\">A gata fujona<\/a>, <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-suspeita\/\">A gata suspeita<\/a>, <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-beijoqueira\/\">A gata beijoqueira<\/a>,<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-ressentida\/\">A gata ressentida<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-esperta\/\">A gata esperta<\/a>, <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/a-gata-observadora\/\">A gata observadora<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho quinze anos, indo pros dezesseis, e tenho uma gata que se chama Jade. 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