{"id":738,"date":"2020-10-22T21:03:43","date_gmt":"2020-10-23T00:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=738"},"modified":"2020-12-27T13:32:06","modified_gmt":"2020-12-27T16:32:06","slug":"fanny-alexander","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/fanny-alexander\/","title":{"rendered":"Fanny&#038;Alexander"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong>O monumental filme FANNY &amp; ALEXANDER (320\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.assistoporquegosto.com.br\/blog\/index.php\/novembro-especial-ingmar-bergman\/\">Ingmar Bergman<\/a>, Su\u00e9cia (1982), \u00e9 considerado por muitos a obra m\u00e1xima do diretor sueco. Se olharmos a dura\u00e7\u00e3o, trezentos e vinte minutos, na sua vers\u00e3o original, podemos bem ter a dimens\u00e3o da obra. Mas n\u00e3o \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o que importa. Obras primas t\u00eam seu valor intr\u00ednseco, n\u00e3o podem ser submetidas apenas a n\u00fameros. Mas, convenhamos. No caso de\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>, o fato de o filme ter longa dura\u00e7\u00e3o veio permitir a que Bergman esmiu\u00e7asse, delicada e demoradamente, as rela\u00e7\u00f5es humanas dentro de uma perspectiva pessoal. E o pessoal ganha cores fortes quando ocorre um fato inesperado que vem alterar a ordem natural da rotina familiar. Sim, o destino n\u00e3o pode ser tra\u00e7ado\u00a0<em>a priori<\/em>, com o rigor da l\u00f3gica. Sempre haver\u00e1 a interfer\u00eancia do imponder\u00e1vel. E o imponder\u00e1vel criado por Bergman em\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>\u00a0dar-lhe-\u00e1 a oportunidade de entrar em contato com sua inf\u00e2ncia e expor seus fantasmas e tormentos. \u00c9 Bergman no olhar nada silencioso do menino Alexander. \u00c9 o menino Ingmar \u00e0 merc\u00ea de sua imagina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a que foge \u00e0 realidade, por senti-la dolorosa e incompreens\u00edvel. Sim.\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>\u00a0\u00e9 a obra mais pessoal de Bergman.<\/p>\n<p>O filme foi concebido originalmente para a televis\u00e3o. Al\u00e9m do pr\u00f3logo e ep\u00edlogo, a narrativa se desenvolve em quatro epis\u00f3dios. Assim se explica sua longa dura\u00e7\u00e3o. Mas, antes que o filme fosse para as telinhas suecas, em final de 1983, Bergman lan\u00e7a, ainda em 1982, uma vers\u00e3o editada e reduzida a pouco mais de tr\u00eas horas. Continuou sendo uma obra portentosa e, n\u00e3o \u00e0 toa, indicada a muitos pr\u00eamios. Seis indica\u00e7\u00f5es ao Oscar, com quatro premia\u00e7\u00f5es, incluindo a de melhor filme estrangeiro. Bergman, apesar da indica\u00e7\u00e3o como melhor diretor, n\u00e3o levou a estatueta. Pior para a Academia, n\u00e3o para Bergman, cujo ineg\u00e1vel f\u00f4lego art\u00edstico seria provado mais uma vez, de forma incontest\u00e1vel, neste filme, a que podemos dar fei\u00e7\u00f5es \u00e9picas, se assim for correto para expressarmos a irresist\u00edvel for\u00e7a dram\u00e1tica que exala da tela, causando-nos ang\u00fastia e perplexidade. E esta aproxima\u00e7\u00e3o intensa do espectador em rela\u00e7\u00e3o ao filme \u00e9 fortemente estimulada pelos cen\u00e1rios exuberantes, figurinos de encher os olhos, e a fotografia sempre impactante e decisiva de Sven Nykvist. Al\u00e9m, claro, da atua\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel de todo o elenco, sem exce\u00e7\u00e3o. \u00c9 percept\u00edvel. Bergman cuida de cada detalhe como se fosse este seu filme definitivo.<\/p>\n<p>Os irm\u00e3os Fanny (Pernilla Allwin) e Alexander (Bertil Guve) nasceram em uma fam\u00edlia da alta burguesia de Uppsala, tradicional cidade ao norte de Estocolmo. Temos a matriarca Helena Ekdahl (Gunn W\u00e4llgren), vi\u00fava e famosa atriz sueca, seus tr\u00eas filhos, o artista Oscar (Allan Edwall), o empres\u00e1rio e p\u00e2ndego Gustav Adolf (Jarl Kulle), e o infeliz professor Carl (B\u00f6rje Ahlstedt). E os netos, cinco, um deles, Alexander, filho de Oscar e Emilie (Ewa Fr\u00f6ling). Agora Alexander tem onze anos, estamos no final do ano de 1907 e \u00e9 o momento de se comemorar mais um natal. Tudo s\u00e3o alegrias, festejos, comilan\u00e7as, abra\u00e7os e juras de afeto. No meio disso tudo, inevit\u00e1vel, algumas intrigas. Mas, o que importa \u00e9 o alvoro\u00e7o familiar em torno da enorme mesa de natal. Ora, vamos sorrir, ent\u00e3o! Vamos fazer discursos melodram\u00e1ticos! Cantar e dan\u00e7ar. Afinal, o curso da vida continuar\u00e1 para todos, na alegria e na tristeza, por isso n\u00e3o precisamos temer em mostrar o que \u00e9 bom e o que \u00e9 ruim. E \u00e9 o que faz Bergman. Como na f\u00e1bula b\u00edblica, ele tamb\u00e9m nos serve primeiro o vinho bom, para depois nos intoxicar com o ruim. E logo terminam as festas, termina a primeira parte do filme, termina o vinho bom. Agora vem a segunda parte. E o divisor de \u00e1guas da estrutura narrativa \u00e9 a inesperada morte de Oscar, pai da Fanny, e pai do nosso Alexander. \u00c9 o aviso. O vinho ruim ser\u00e1 servido.<\/p>\n<p>O que se seguem s\u00e3o cenas constrangedoras. Algumas, de horror. Emilie, vi\u00fava, sentindo-se s\u00f3, longe da prote\u00e7\u00e3o familiar, decide aceitar o pedido de casamento de Vossa Gra\u00e7a, o bispo Edvard Verg\u00e9rus (Jan Malmsj\u00f6). Ele a conquista com a promessa de um amor s\u00f3lido, desprovido de tenta\u00e7\u00f5es materiais, baseado na abnega\u00e7\u00e3o, na disciplina, nos ritos. S\u00f3 que ao colocar Emilie e seus filhos, Fanny e Alexander, dentro de sua casa paroquial, uma masmorra disfar\u00e7ada em lar, Verg\u00e9rus vai-nos mostrando para onde pode nos levar a submiss\u00e3o doentia a ideias fixas e a preceitos de conduta desprovidos de qualquer contato com a realidade do humano. Ele quer que todos sejamos iguais. Mas n\u00f3s n\u00e3o somos c\u00f3pias. Portanto, temos rea\u00e7\u00f5es diversas, pr\u00f3prias, individuais. S\u00f3 que, para se evitar a barb\u00e1rie, ao longo da constru\u00e7\u00e3o das sociedades, alguns limites foram sendo estabelecidos, delimitados pelo que deveria ser a s\u00f3lida e inviol\u00e1vel prote\u00e7\u00e3o moral. S\u00e3o regras de conduta que teriam que valer para todo mundo. Assim, evitar-se-ia o caos. No entanto, n\u00e3o \u00e9 o que acontece no dia a dia. Se abrirmos as p\u00e1ginas dos jornais, vamos nos deparar com as exce\u00e7\u00f5es morais, essa via permissiva que nos autoriza a fazer o que queremos. E o que ambicionamos. Tudo em nome de sentimentos de plant\u00e3o e da vil oferta de prote\u00e7\u00e3o ao mais fraco. Na verdade, o que a agora indefesa e cambiante moral faz \u00e9 t\u00e3o somente atender aos mais \u00edntimos e privados interesses do bispo Verg\u00e9rus.<\/p>\n<p>Ao assistirmos a esta segunda parte do filme, o que Bergman parece nos mostrar \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de casamento, simplesmente, entre uma mulher, Emilie, e um homem, Verg\u00e9rus. S\u00f3 que as agress\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o descabidas, o perfil humano \u00e9 t\u00e3o distorcido, que o casamento fica em segundo plano. O que Bergman vai nos revelar mesmo, atrav\u00e9s da presen\u00e7a convulsiva de Alexander, \u00e9 o espanto diante das infinitas possibilidades de que o homem disp\u00f5e para fazer valer os seus desvios e praticar as suas maldades. E pior. Pratic\u00e1-las com convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acima, o que fizemos foi tentar desenhar o corpo dram\u00e1tico do filme, constru\u00eddo genialmente por Bergman. Cabe-nos agora nos debru\u00e7armos sobre algumas quest\u00f5es gerais, e estas quest\u00f5es, que entendemos ser a base existencial do filme, se voltam, de forma fragment\u00e1ria, para o ser humano Bergman. Se aceitarmos que\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>\u00a0\u00e9 a sua obra mais pessoal, e se de fato Bergman retratou a si mesmo em Alexander, temos que admitir que Bergman foi um menino muito interessante, \u00fanico, independente e extremamente reativo \u00e0s representa\u00e7\u00f5es sociais. E que teria feito da arte a \u00fanica porta de fuga daquele mundo familiar opressor em que ele estava inserido. Mas, mesmo que Bergman n\u00e3o tivesse sido, em crian\u00e7a, exatamente como ele representa o menino Alexander, n\u00e3o importa. O que ele idealiza para si \u00e9 uma imagem acabada de um ser humano e de um artista profundamente sens\u00edvel e transformador. Assim era Alexander. E assim foi Bergman que, sabia ele, desde sempre, n\u00e3o passaria pela vida inutilmente.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o que Bergman traz da sua inf\u00e2ncia, e que escapole ao longo de todo o filme, \u00e9, portanto, fragment\u00e1ria. Do ponto de vista psicol\u00f3gico, n\u00e3o poderia ser diferente. Pois, se f\u00f4ssemos organizar nossas dores, nossas frustra\u00e7\u00f5es, nossas ansiedades, enfim, nosso passado, numa ordem rigidamente concatenada, \u00edntegra e monol\u00edtica, talvez n\u00e3o resist\u00edssemos \u00e0 loucura, afinal, seria muita lucidez para nossa fr\u00e1gil sanidade mental. Por isso, \u00e9 melhor que nossas verdades surjam em meio ao caos, mesmo que seja um caos ligeiramente organizado. E \u00e9 assim que Bergman se apresenta no filme.<\/p>\n<p>Primeiro, os fragmentos paternos. Oscar Ekdahl, homem do teatro e das letras, cuidadosamente afetivo, e que entrega aos filhos uma imagina\u00e7\u00e3o f\u00e9rtil e saud\u00e1vel. Este \u00e9 o pai real de Alexander, e o pai artista idealizado por Bergman, portanto, a figura paterna desejada contrapondo-se ao pai severo, moralmente r\u00edgido, o pastor que coloca o lar num patamar insuport\u00e1vel de exemplo crist\u00e3o. Este foi o pai real de Bergman, que tinha no castigo f\u00edsico o baluarte da edifica\u00e7\u00e3o moral do filho rebelde e, \u00e0s vezes, herege. S\u00f3 que Oscar Ekdahl morre. A fic\u00e7\u00e3o morre. O idealizado se vai e fica o pai real, encarnado no pastor Edvard Verg\u00e9rus. Fica a realidade que pisoteia cruelmente os sonhos.<\/p>\n<p>Os fragmentos maternos se projetam nas v\u00e1rias figuras femininas do filme. A m\u00e3e real de Alexander, Emilie Ekdahl, m\u00e3e generosa, mas fr\u00e1gil, dependente da for\u00e7a f\u00edsica e moral do marido, e que se torna alvo f\u00e1cil das conven\u00e7\u00f5es sociais. Depois vem Maj (Pernilla August), uma das tantas empregadas na casa da av\u00f3, encarregada de cuidar das crian\u00e7as, em quem Alexander passa a ver a figura protetora, fiel e sexualizada, e sobre quem ele pode ter dom\u00ednio afetivo, se bem que, \u00e0s vezes, um dom\u00ednio perigoso. Por fim, Justina (Harriet Andersson), uma das servi\u00e7ais na casa do carrasco Verg\u00e9rus. Ela \u00e9 encarregada de vigiar os enteados. E, ao mesmo tempo em que compactua com as dores do menino abandonado e injusti\u00e7ado, n\u00e3o hesita em entregar Alexander para ser castigado pelo bispo. Bergman cria um interessante mosaico de figuras femininas, desenhando uma imagem riqu\u00edssima de mulheres fortes, sensuais e elegantes, marca registrada em seus filmes e que fizeram de Bergman um dos maiores desenhistas da alma feminina. Portanto, se bem pensarmos, \u00e9 muita confus\u00e3o para a cabe\u00e7a de um menino que tem nas fantasias a \u00fanica forma de conviver com tantas dores, ang\u00fastias e descobertas. Seu mundo \u00e9 fragmentado; sua realidade, dilacerada.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que Bergman trabalha de forma primorosa no filme \u00e9 o papel da imagina\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o do artista Bergman. Alexander passa a ver fantasmas. O fantasma hamletiano do pai morto, que acompanha as dores do filho Alexander pela decis\u00e3o equivocada da m\u00e3e em consentir se casar com o odioso Verg\u00e9rus. Eis o menino Alexander que, para fugir \u00e0 inaceit\u00e1vel realidade, entrega-se \u00e0s fantasias, fruto de observa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis dessa mesma realidade que tanto o atormenta. Mas s\u00f3 que em\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>, a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 tratada por Bergman como uma d\u00e1diva, um conceito de divindade, de onipresen\u00e7a, de consubstancia\u00e7\u00e3o da realidade intoler\u00e1vel. Portanto, a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 um presente divino que se empresta aos artistas, aos escritores e aos m\u00fasicos, como um consenso universal de que eles precisam da imagina\u00e7\u00e3o para fingir, portanto, para mentir. Este \u00e9 o paradoxo. Mente-se para criar. S\u00f3 que na vis\u00e3o do bispo, a imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 a asa do dem\u00f4nio para conquistar o reino da mentira. Este sempre foi o grande inferno do menino Bergman. Entender que a arte n\u00e3o mente, portanto, ele n\u00e3o merece ser castigada. E para entender esta m\u00e1xima humana sem que ela fosse carregada de culpas, Bergman precisou fazer muitos filmes, despejando em cada um deles um pouco da compreens\u00e3o de que ele precisava para entender a sua inf\u00e2ncia. At\u00e9 chegar a\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>, quando ent\u00e3o todos os fragmentos se juntaram para trazer-lhe a verdade. Ele era um artista, por isso tinha o direito de fantasiar mentiras.<\/p>\n<p>Em suma, juntamente com\u00a0<em>Cenas de um Casamento<\/em>\u00a0(1972),\u00a0<em>Fanny &amp; Alexander<\/em>\u00a0parece-nos ser um dos filmes mais longos de Bergman. Isso nem \u00e9 m\u00e9rito, somente um registro, uma vez que Bergman \u00e9 o cineasta da s\u00edntese, do di\u00e1logo econ\u00f4mico, das frases sincopadas, fechadas em si mesmas, e t\u00e3o sonoras quanto marteladas em madeira maci\u00e7a. Mesmo que seus di\u00e1logos se demorem em longos mon\u00f3logos, ser\u00e1 uma demora angustiante, porque necess\u00e1ria, e nunca, portanto, haver\u00e1 o desperd\u00edcio do tempo. Por isso, essa prolixidade de cores, figurinos e cen\u00e1rios, de onde saem detalhes de vida humana, e o grande elenco escolhido a dedo, e os tantos figurantes cuja presen\u00e7a tem a verdade do cotidiano, enfim, amalgamando todos esses elementos que constroem o espet\u00e1culo filmado, vamos ver mais uma vez Bergman recorrer a seus grandes temas para encapsular artisticamente o tom autobiogr\u00e1fico que ele quis imprimir ao filme, de forma expressiva e corajosa, como se Bergman, finalmente, concordasse em revelar, atrav\u00e9s do fant\u00e1stico menino Alexander, a sua identidade como ser verdadeiramente humano. O que d\u00e1 a Bergman, sem d\u00favida, a senha para a imortalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O monumental filme FANNY &amp; ALEXANDER (320\u2019), roteiro e dire\u00e7\u00e3o de\u00a0Ingmar Bergman, Su\u00e9cia (1982), \u00e9 considerado por muitos a obra m\u00e1xima do diretor sueco. Se olharmos a dura\u00e7\u00e3o, trezentos e vinte minutos, na sua vers\u00e3o original, podemos bem ter a dimens\u00e3o da obra. Mas n\u00e3o \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o que importa. 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