{"id":742,"date":"2020-10-20T21:08:06","date_gmt":"2020-10-21T00:08:06","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=742"},"modified":"2021-01-20T09:52:04","modified_gmt":"2021-01-20T12:52:04","slug":"o-ovo-da-serpente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/o-ovo-da-serpente\/","title":{"rendered":"O Ovo Da Serpente"},"content":{"rendered":"<p>Com o intrigante filme O OVO DA SERPENTE (120\u2019), produ\u00e7\u00e3o EUA\/ALEMANHA (1977),<a href=\"https:\/\/www.assistoporquegosto.com.br\/blog\/index.php\/novembro-especial-ingmar-bergman\/\">\u00a0Ingmar Bergman<\/a>, que tamb\u00e9m assina o roteiro, ao ir em busca de novas perspectivas art\u00edsticas, parece sair da curva criativa e est\u00e9tica que marcou sua filmografia at\u00e9 ent\u00e3o. \u00d3bvio que esta curva n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o acentuada assim, a ponto de desfigurar o Bergman original. Sabemos que ele trabalha com o humano. Com os monstros que habitam nossas escurid\u00f5es. Com as perguntas sem respostas. Neste filme, n\u00e3o \u00e9 diferente. Sua c\u00e2mera continua sendo monitorada pela mesma sensibilidade de artista completo que sempre foi. Portanto, o Bergman, de certo modo, permanece intacto. O que n\u00f3s vamos presenciar em\u00a0<em>O Ovo da Serpente<\/em>\u00a0\u00e9 algo que escapa das quatro paredes e invade as ruas de Berlim. O isolamento e os cen\u00e1rios intimistas, t\u00e3o caros a Bergman, n\u00e3o cabem aqui. O que ele faz \u00e9 inserir suas personagens numa estrutura pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social \u00e0 beira do abomin\u00e1vel. \u00c9 Bergman se colocando diante de um mundo em perigosa transforma\u00e7\u00e3o, com o desafio de entender o que est\u00e1 acontecendo. Tudo acontece porque Bergman \u00e9 convidado a roteirizar e dirigir este projeto germano-americano, tendo por tr\u00e1s, na produ\u00e7\u00e3o, o robusto Dino de Laurentiis. E Bergman, depois de muita pesquisa hist\u00f3rica, comp\u00f5e um painel absurdo de uma Alemanha daquele novembro de 1923. Era a Alemanha se preparando para gestar o ovo da serpente. O nazismo.<\/p>\n<p>Abel Rosemberg (David Carradine) \u00e9 um trapezista norte-americano desempregado que acaba de chegar a Berlim com seu irm\u00e3o, Max, e a cunhada, Manuela Rosemberg (Liv Ullmann). O que ele vai encontrar em Berlim n\u00e3o \u00e9 nada animador. Pelo contr\u00e1rio. A cidade est\u00e1 devastada por uma crise econ\u00f4mica nunca vista antes. A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 acachapante, h\u00e1 desabastecimento, a desesperan\u00e7a toma conta da popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e, pairando sobre essa dura realidade, um governo inoperante, t\u00e3o perdido e t\u00e3o impotente quanto seus governados. \u00c9 neste quadro de desola\u00e7\u00e3o que vemos Abel andar pelas ruas, sem rumo, em busca de bebida e comida. E, para piorar a situa\u00e7\u00e3o, e este \u00e9 o in\u00edcio do filme, Abel, ao retornar \u00e0 pens\u00e3o onde morava, ao subir as escadas e abrir a porta do quarto, depara-se com o irm\u00e3o morto. Se antes Abel ainda tinha um referencial, agora tudo parece perder-se de vez. \u00c9, pois, com os olhos desse desesperado Abel, abatido pelo medo, que Bergman vai nos mostrar a Berlim de 1923 chocando o seu terr\u00edvel ovo.<\/p>\n<p>Onde reside a l\u00f3gica da desintegra\u00e7\u00e3o da sociedade alem\u00e3 que possibilitou o surgimento do nazismo? No caso da alegoria trazida por Bergman, que possibilitou que o ovo da serpente fosse chocado? Cada um pode ter a sua resposta, mas acreditamos que todas, de um modo ou outro, convergem para a mesma certeza. A de que tudo era muito \u00f3bvio demais para que n\u00e3o pudesse ser percebido. \u00a0Como nos mostra Bergman, a membrana transparente do ovo estava l\u00e1, e atrav\u00e9s dela podia-se ver, escancarado, o vulto da serpente, o s\u00edmbolo de uma dos maiores desastres humanos de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1, sim, respostas mais objetivas para explicar tamanha ruptura moral. No caso da Alemanha, a causa do esfacelamento social teve seu in\u00edcio com a humilhante derrota a que foram submetidos os alem\u00e3es na Primeira Guerra Mundial, incluindo-se a\u00ed os acordos absolutamente desfavor\u00e1veis impostos aos derrotados. E, na sequ\u00eancia, veio a incapacidade de os alem\u00e3es se reerguerem economicamente ap\u00f3s a guerra. Com isso, a desarticula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, agravada por uma ind\u00fastria inoperante e uma estrutura de Estado arcaica, levou \u00e0 desarticula\u00e7\u00e3o social. Tudo vira p\u00f3. N\u00e3o h\u00e1 referenciais. N\u00e3o h\u00e1 sentido de vida. H\u00e1 apenas os famintos vagando pelas ruas, o medo corroendo a esperan\u00e7a e, como proclama a pr\u00f3pria Manuela, \u201cas pessoas perderam o futuro!\u201d. \u00c9 o que mostra Bergman atrav\u00e9s de seu personagem principal. Um Abel Rosemberg onipresente, vagando sobre escombros nesta terra de ningu\u00e9m, esse ser humano sentindo na pele, como judeu, os primeiros ventos f\u00fanebres soprando contra o seu rosto. Ele \u00e9 a figura que testemunha a maldade se infiltrar no vazio moral e nos escusos interesses pol\u00edticos que moldariam a Alemanha nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, e, como sabemos, brindando-nos com suas terr\u00edveis consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido. Existem mentes l\u00facidas que lutam para que a democracia n\u00e3o saia dos trilhos. \u00c9 como diz o inspetor Bauer (Gert Fr\u00f6be), que representa o Estado alem\u00e3o titubeante, cujos olhos, tomados de medo, ainda conseguem vislumbrar o perigo do ovo sendo gestado. Diz ele, \u201ctento criar um pedacinho de ordem e de raz\u00e3o no meio do caos\u201d. Nosso inspetor, assim como tantos outros, os artistas, os intelectuais e uma pequena camada social que ainda permanecia l\u00facida, s\u00f3 conseguiriam resistir at\u00e9 1933, quando finalmente o nazismo se instala no poder. \u00c9 quando a serpente rasga a membrana do ovo e come\u00e7a a rastejar pelos atalhos da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Ingmar Bergman refugiara-se na Alemanha, em Munique, depois de ter tido problemas com a receita federal sueca. Provara-se sua inoc\u00eancia, mas, deprimido e abalado, preferiu se ausentar do pa\u00eds. Foi esse pequeno acontecimento pessoal que levou Bergman a um encontro inusitado com Dino de Laurentiis, que resultaria na produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>O Ovo da Serpente<\/em>. O resultado art\u00edstico, dizem, teria ficado um pouco abaixo em rela\u00e7\u00e3o a muitos de seus principais t\u00edtulos. Uma obra menor. Pode ser. E uma raz\u00e3o se explica. Em\u00a0<em>O Ovo da Serpente<\/em>, Bergman nos apresenta um roteiro tradicional, com come\u00e7o, meio e fim, dentro, portanto, de uma estrutura de desenvolvimento narrativo bem aristot\u00e9lico. Uma estrutura n\u00e3o muito afeita aos moldes narrativos utilizados pelo roteirista Bergman, que costuma se desviar do r\u00edgido ritmo aristot\u00e9lico para se debru\u00e7ar demoradamente, em cenas perfeitas, sobre quest\u00f5es humanas, para ele muito mais importante do que manter o espectador preso a reviravoltas fabulosas como artif\u00edcio para mant\u00ea-lo atento e motivado. Bergman, decididamente, n\u00e3o faz filmes comerciais. Desta forma, o inusitado da carpintaria dram\u00e1tica exigida pelo filme acaba expondo certas fragilidades na prepara\u00e7\u00e3o do grande cl\u00edmax. \u00c9 dem\u00e9rito? N\u00e3o. Porque Bergman, com sua genialidade, se salva.<\/p>\n<p>Primeiro, basta observar a magistral atua\u00e7\u00e3o dos atores, todos. Segundo, vale lembrar que Bergman n\u00e3o nos distrai com detalhes in\u00fateis. E isto fica evidente na atua\u00e7\u00e3o de David Carradine, magistral, onde os gestos acabam sendo mais eloq\u00fcentes que a fala. A c\u00e2mera denuncia o olhar at\u00f4nito de Abel diante do que ele est\u00e1 vendo acontecer. Principalmente, no confronto final, com o m\u00e9dico Hans Vergerus (Heinz Bennent), quando Abel efetivamente descobre o que est\u00e1 acontecendo nos por\u00f5es da Alemanha, onde j\u00e1 se iniciavam experimentos com seres humanos com a finalidade do dom\u00ednio pol\u00edtico e racial absoluto. O personagem Abel fala pouco, mas ele acompanha toda a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o de Berlim, com suas fomes, com suas injusti\u00e7as, com a complac\u00eancia da pol\u00edcia em n\u00e3o evitar que judeus sejam espancados e mortos, com um judici\u00e1rio leniente, enfim, com um futuro sem rosto para uma Alemanha inerte, \u00e0 espera do dia fatal. Abel silencia, porque n\u00e3o h\u00e1 outra forma de gritar. O prato insosso est\u00e1 pronto para ser servido. E os alem\u00e3es, famintos e desempregados, v\u00e3o se aproximando e se alistando como gar\u00e7ons. V\u00e3o aos poucos trocando a democracia pelo discurso de \u00f3dio de um silencioso ditador.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os valores morais s\u00e3o intoc\u00e1veis, sempre. N\u00e3o s\u00e3o causa nem efeito. Eles pairam acima da l\u00f3gica da ancestralidade, e s\u00e3o t\u00e3o invis\u00edveis, que passam despercebidos no dia a dia. Mas s\u00e3o esses c\u00f3digos intoc\u00e1veis que permitem uma conviv\u00eancia m\u00ednima aceit\u00e1vel entre humanos e sociedades. Portanto, quando esquecemos o outro \u00e9 porque esses c\u00f3digos foram violados. E o caos, ent\u00e3o, se instalar\u00e1. E era o que estava acontecendo na Alemanha, naquele novembro de 1923, quando Herr Hitler ensaiava, em Munique, seu primeiro ataque \u00e0 democracia. \u00c9 quando saem os valores e prevalecem as ideias. Pior. Ideias em forma de\u00a0<em>slogans<\/em>.<\/p>\n<p>Tudo isto, o que \u00e9 dito acima, quem nos mostra \u00e9 Bergman. Estamos apenas traduzindo em palavras f\u00e1ceis aquilo que vem embutido numa din\u00e2mica oculta, mas inexor\u00e1vel. \u00c9 esta inexorabilidade do destino de uma na\u00e7\u00e3o que torna o filme\u00a0<em>O Ovo da Serpente<\/em>\u00a0assustador. Uma na\u00e7\u00e3o cega e surda, desesperada e sem rumo, chocando, silenciosamente, seu futuro desastre humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o intrigante filme O OVO DA SERPENTE (120\u2019), produ\u00e7\u00e3o EUA\/ALEMANHA (1977),\u00a0Ingmar Bergman, que tamb\u00e9m assina o roteiro, ao ir em busca de novas perspectivas art\u00edsticas, parece sair da curva criativa e est\u00e9tica que marcou sua filmografia at\u00e9 ent\u00e3o. \u00d3bvio que esta curva n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o acentuada assim, a ponto de desfigurar o Bergman original. 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