{"id":818,"date":"2020-09-19T10:58:50","date_gmt":"2020-09-19T13:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=818"},"modified":"2021-03-08T13:38:15","modified_gmt":"2021-03-08T16:38:15","slug":"saraband","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/saraband\/","title":{"rendered":"Saraband"},"content":{"rendered":"<p>Com SARABAND (111\u2019), SU\u00c9CIA (2004), seu \u00faltimo filme, Ingmar Bergman n\u00e3o deixaria escapar a oportunidade de nos oferecer mais uma de suas obras-primas. E que obra-prima! Vamos ver um Bergman em estado puro, sem nos poupar o que h\u00e1 de mais obscuro e devastador no ser humano. O \u00f3dio entranhado na pele envelhecida como um trof\u00e9u de vida sem afetos, sem cuidados, obsessivamente constru\u00edda em cima de pequenos rancores que, como pedrinhas, foram sendo espalhados ao longo do caminho. \u00c0 medida que Bergman vem recolhendo estas pedrinhas, v\u00e3o emergindo na tela os fantasmas que habitaram sua filmografia ao longo de seu trabalho como roteirista e diretor. Talvez no anseio de saber ser este seu derradeiro filme, Bergman nos prepara cuidadosamente cenas antol\u00f3gicas, como a nos dizer, olha, eis o meu \u00faltimo filme! Sim. <em>Saraband<\/em> \u00e9 seu \u00faltimo grito.<\/p>\n<p>Marianne (Liv Ullmann) e Johan (Erland Josephson) s\u00e3o os personagens, marido e mulher, do bel\u00edssimo filme <em>Cenas de um Casamento<\/em>, de Bergman, lan\u00e7ado na Su\u00e9cia em 1972, e que conquistou, \u00e0 \u00e9poca, grande sucesso. Agora, trinta anos depois, em <em>Saraband<\/em>, a mesma Marianne, (novamente Liv Ullmann) resolve visitar Johan (novamente Erland Josephson), seu ex-marido. \u00c9, para ela, uma decis\u00e3o dif\u00edcil, j\u00e1 que h\u00e1 riscos de se ressuscitarem antigas dores e m\u00e1goas. Mas o impulso fala mais alto, e Marianne bate \u00e0 porta do chal\u00e9 de Johan, isolado numa ilha distante, no meio da mata. A presen\u00e7a de Marianne na casa do ex-marido vem transformar a rotina quase monacal daquele lugar em uma teia destrutiva de horrores. Os conflitos est\u00e3o todos ali. Feito lenha empilhada, \u00e0 espera do fogo. E conflito \u00e9 assim, como a lenha. S\u00f3 precisa que algu\u00e9m acenda o pavio. Este \u00e9 o papel que Marianne vai desempenhar na estrutura narrativa de <em>Saraband<\/em>. Encarregada de transportar os conflitos ao longo da trama, sua tarefa \u00e9 inc\u00f4moda e cada vez mais dolorosa. Mas Bergman, infelizmente, n\u00e3o oferece a Marianne outra escolha.<\/p>\n<p>O filme se desenvolve dentro de uma estrutura narrativa muito interessante. Ele \u00e9 dividido em dez cap\u00edtulos, al\u00e9m do pr\u00f3logo e do ep\u00edlogo. Portanto, no todo, <em>Saraband<\/em> comp\u00f5e-se de doze partes narrativas. O t\u00edtulo do filme, <em>Saraband<\/em>, remete \u00e0s Sarabandas, um tipo de can\u00e7\u00e3o que se espalhou pela Europa, cujo ritmo, sincopado e triste, rege a atmosfera emocional do filme e estabelece seu desenho de dan\u00e7a. E \u00e9 exatamente isto que queremos enfatizar. A narrativa assenta-se na estrutura de uma dan\u00e7a. E numa dan\u00e7a que se dan\u00e7a aos pares. Isto quer dizer que cada uma das dez cenas ser\u00e1 representada t\u00e3o somente por duas personagens. Apenas o pr\u00f3logo e o ep\u00edlogo ser\u00e3o apresentados unicamente por Marianne que, como j\u00e1 foi mencionado, est\u00e1 encarregada de conduzir a narrativa.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00e3o muitas as personagens do filme. Apenas quatro. Al\u00e9m de Marianne e Johan, j\u00e1 apresentados, comp\u00f5em a trama o filho de Johan, Henrik (B\u00f6rje Ahlstedt), e sua filha Karin (Julia Dufvenius), neta de Johan. S\u00e3o estas quatro personagens que v\u00e3o se alternar, aos pares, na sequ\u00eancia das dez cenas. Evidente, o primeiro par a se apresentar ser\u00e1 Marianne e Johan, na cena inicial do reencontro entre os dois, onde j\u00e1 se estabelecer\u00e3o os elementos dram\u00e1ticos que motivar\u00e3o o desencadear dos conflitos familiares.<\/p>\n<p>Vale lembrar, ainda nos referindo \u00e0 estrutura narrativa do filme, que o segredo do sucesso do roteiro est\u00e1 justo no encaixe perfeito desta sequ\u00eancia de cenas aos pares, encaixe extremamente utilit\u00e1rio do ponto de vista da dramaturgia, porque ele vai permitir a Bergman ativar, com efici\u00eancia art\u00edstica, as conex\u00f5es j\u00e1 estabelecidas, <em>a priori<\/em>, nas rela\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia. O que o encadeamento de cenas faz \u00e9 atribuir a cada integrante seu papel na din\u00e2mica dos conflitos. E, sem d\u00favida, j\u00e1 adiantando para o espectador, esta genial estrutura vai permitir assistirmos a uma das mais tenebrosas cenas de rela\u00e7\u00e3o familiar de que o cinema tem not\u00edcia. Falamos do encontro entre Johan, pai, e seu filho, Henrik, cena onde a humilha\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada em sua mais vil roupagem, o cinismo. Outras cenas se seguir\u00e3o, no mesmo cruel diapas\u00e3o, ressaltando aqui o n\u00facleo mais terr\u00edvel, que s\u00e3o as cenas entre a desamparada Karin e seu pai incestuoso, Henrik. Acorrentada emocionalmente a ele, ela clama por liberdade. Este \u00e9 o grito primal que empurrar\u00e1 o drama para seu cl\u00edmax. Eis, ent\u00e3o, a estrutura do filme. Possibilitar que nos encontremos frente a frente, aos pares, com a nossa miserabilidade. Sem subterf\u00fagios. Sem uma terceira personagem que nos ampare.<\/p>\n<p>Ingmar Bergman, como em outros de seus filmes, tamb\u00e9m neste, <em>Saraband<\/em>, volta, maldosamente, a nos alertar. A verdade nos ronda, sempre. E esta \u00e9 a nossa sina. A de ter que encar\u00e1-la, mais cedo ou mais tarde. Enquanto n\u00e3o a encaramos, ela se transformar\u00e1 em nossos fantasmas. Ali\u00e1s, fantasma pode nos parecer um termo abstrato, mas n\u00e3o \u00e9. Ele define tudo aquilo que n\u00e3o queremos enxergar. E por n\u00e3o querermos enxergar, restar\u00e1 \u00e0 nossa verdade nos rondar, nos perturbar. E como salvo conduto, para nos protegermos do medo de que ela apare\u00e7a, preferimos nos esconder atr\u00e1s de pequenos \u00f3dios e rancores. \u00c9 isto que fazemos no nosso dia a dia. E este ser\u00e1 o nosso erro. O de n\u00e3o percebermos que a verdade jamais ir\u00e1 embora. E que, portanto, s\u00f3 ela poder\u00e1 nos libertar.<\/p>\n<p>Em suma, aqui est\u00e1 o tinhoso Bergman. Em sua trajet\u00f3ria como artista, tanto insistiu em nos fazer enxergar as nossas verdades, que passamos a ter medo dele. Quem assistiu a seus filmes <em>Persona<\/em> (1966) e a <em>A Hora do Lobo<\/em> (1968), perceber\u00e1 a verdade nos cercando, como lobos famintos. Mas \u00e9 ainda uma verdade perturbadora, sem a amea\u00e7a do ataque final. Em <em>Saraband<\/em>, n\u00e3o. \u00c9 quando Bergman perde a paci\u00eancia e nos joga na cara a que fim levam rela\u00e7\u00f5es constru\u00eddas \u00e0 base de \u00f3dios e rancores. \u00c9 termos que olhar para tr\u00e1s e perceber que \u00e9 exatamente s\u00f3 isto que nos restam, \u00f3dios e rancores. Tantos! Mas a\u00ed j\u00e1 estaremos velhos e muito fracos para conseguirmos remov\u00ea-los. Nunca vamos poder ver o que de bom existia por tr\u00e1s destes sentimentos. \u00c9 isto que <em>Saraband<\/em> nos mostra. E foi este o \u00faltimo aviso de Bergman. Cuidar para que n\u00e3o nos transformemos em fantasmas de n\u00f3s mesmos. Teremos sido seres humanos incompletos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com SARABAND (111\u2019), SU\u00c9CIA (2004), seu \u00faltimo filme, Ingmar Bergman n\u00e3o deixaria escapar a oportunidade de nos oferecer mais uma de suas obras-primas. E que obra-prima! 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