{"id":858,"date":"2020-09-09T13:27:49","date_gmt":"2020-09-09T16:27:49","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=858"},"modified":"2021-02-06T16:00:04","modified_gmt":"2021-02-06T19:00:04","slug":"cantando-na-chuva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/cantando-na-chuva\/","title":{"rendered":"Cantando Na Chuva"},"content":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento, em 6 de outubro de 1927, do filme <em>O Cantor de Jazz<\/em> marca uma das mais profundas mudan\u00e7as na maneira de se fazer cinema. Foi a passagem do cinema silencioso para o cinema sonoro. E essa mudan\u00e7a n\u00e3o foi apenas t\u00e9cnica. Foi tamb\u00e9m comercial, porque permitiu aos est\u00fadios atrair um p\u00fablico que agora ia poder acompanhar narrativas que exibiam realidades bem mais pr\u00f3ximas do seu dia a dia. Mas a mudan\u00e7a foi, principalmente, art\u00edstica, talvez o grande desafio desta transi\u00e7\u00e3o. Agora passava-se a exigir do ator outras qualidades, para as quais muitos dos artistas n\u00e3o estavam preparados e, portanto, viriam a sucumbir nesse processo de transi\u00e7\u00e3o. Para a exigente s\u00e9tima arte era preciso agora tamb\u00e9m saber falar! E bem. Onde o ritmo, a clareza e o timbre iriam se somar \u00e0 empatia que o ator teria que emprestar \u00e0 sua personagem. Afinal, tudo \u00e9 bilheteria! Neste diapas\u00e3o de ajustes, portanto, aumenta a procura pelo ator completo. Ator que dance, que cante, que fale bem, e que consiga, por tabela, fazer o b\u00e1sico, isto \u00e9, interpretar. O saboroso filme CANTANDO NA CHUVA (100\u2019), dire\u00e7\u00e3o de Gene Kelly e Stanley Donen, EUA (1952), vem justamente retratar esta \u00e9poca de conturbada transi\u00e7\u00e3o, per\u00edodo que deixou marcas, sejam gl\u00f3rias, sejam fracassos, hist\u00f3rias que permanecem at\u00e9 hoje registradas na mem\u00f3ria do cinema. E <em>Cantando na Chuva<\/em>, espertamente, mais de vinte anos depois da estreia de <em>O Cantor de Jazz<\/em>, consegue, com um enredo simples, mas pontual, retratar este mundo que, aparentemente, ficara para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Um dos casais mais famosos de Hollywood, da \u00e9poca do cinema mudo, Don Lockwood e Lina Lamont veem suas vidas de estrelas m\u00e1ximas do cinema mudarem radicalmente com o surgimento do filme sonoro. A ansiedade, a d\u00favida e o medo de arriscar tomam conta do casal que, \u00f3bvio, n\u00e3o quer perder a majestade. A ponto de n\u00e3o terem outra alternativa sen\u00e3o embarcarem na nova realidade do cinema, a produ\u00e7\u00e3o de um longa-metragem sonoro. E \u00e9 com esta decis\u00e3o que o filme toma ares de com\u00e9dia e registro hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>A trama \u00e9 muito simples. Ap\u00f3s a decis\u00e3o de produzir o filme sonoro, vem o primeiro problema. A famosa atriz do cinema mudo, Lina Lamont, tem uma voz estridente, totalmente incompat\u00edvel com o que se exigia, em acabamento art\u00edstico, de um filme falado. Vale lembrar que at\u00e9 ent\u00e3o nenhum espectador jamais tivera contato com a voz de Lina. O que fazer? O primeiro passo \u00e9 o mais \u00f3bvio. Contratar uma fonoaudi\u00f3loga, mas que n\u00e3o viria resolver o problema. E a\u00ed a narrativa chega a seu principal momento. Uma atriz iniciante, por quem o grande astro, Don Lockwood, se apaixonara, \u00e9 contratada para substituir a voz de Lina Lamont. Assim resolve-se um problema, mas cria-se outro. Lina n\u00e3o aceita o namoro do seu par rom\u00e2ntico com a tal atriz iniciante. E desconhecida. A guerra est\u00e1 declarada. Fecha-se, assim, o n\u00facleo dram\u00e1tico da narrativa.<\/p>\n<p>O filme, curiosamente hoje um cl\u00e1ssico, e por muitos considerado o maior musical do cinema americano, n\u00e3o fez tanto sucesso em sua estreia, a ponto de ter apenas duas indica\u00e7\u00f5es para o Oscar, a de melhor atriz coadjuvante para Jean Hagen, no papel de Lina Lamont, e a de melhor trilha sonora. Mas ningu\u00e9m levou nada e, com isto, <em>Cantando na Chuva<\/em>, ao lado de <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/luzes-da-cidade\/\"><em>Luzes da Cidade<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/era-uma-vez-no-oeste\/\"><em>Era uma Vez no Oeste<\/em><\/a>, entre tantos cl\u00e1ssicos, entra para o rol dos filmes ignorados pela Academia.<\/p>\n<p>Como o tempo provou, o filme tem qualidades duradouras. \u00c9 saboroso, \u00e9 envolvente, \u00e9 ir\u00f4nico, \u00e9 sarc\u00e1stico, tem ritmo, os di\u00e1logos, do ponto de vista da dramaturgia, s\u00e3o utilit\u00e1rios, forjados para prepararem a a\u00e7\u00e3o propriamente dita, e estas a\u00e7\u00f5es nos parecem t\u00e3o fren\u00e9ticas que d\u00e3o a impress\u00e3o de que elas n\u00e3o t\u00eam paci\u00eancia para esperar a pr\u00f3xima fala. Tudo \u00e9 muito \u00e1gil, sincronizado, distribu\u00eddo em cen\u00e1rios exuberantes, milimetricamente desenhados, harmonizados por figurinos esfuziantes, sem economia de tons e cores e padr\u00f5es, onde se canta e se dan\u00e7a, e onde cada movimento \u00e9 enquadrado numa coreografia precisa e criativa. Tudo preparado para o desabrochar do amor protagonizado por Don e Kathy, um amor de adolescentes, simples e esteticamente perfumado. \u00c9 Hollywood sendo mais do que nunca Hollywood. Com compet\u00eancia e glamour.<\/p>\n<p>E mais. Somos convidados a participar da magia do cinema, com sua maquinaria, seus artif\u00edcios e seus sonhos improvisados. O cinema despontando para aquilo que, industrialmente falando, ele foi constru\u00eddo. Uma m\u00e1quina de cuspir sonhos, num imenso e insustent\u00e1vel parque de divers\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de finalizar, precisamos falar do sapateado e, em seguida, do momento ic\u00f4nico do filme, em que Gene Kelly protagoniza uma das cenas mais vistas e admiradas, e hoje marcada indelevelmente no imagin\u00e1rio dos cin\u00e9filos mundo afora.<\/p>\n<p>O sapateado \u00e9 essa coreografia falada com os p\u00e9s, com as pernas, com o corpo e com a sensibilidade de quem extrapola os limites art\u00edsticos da desenvoltura e da forma. E esta magia dan\u00e7ada \u00e9 reservada para os momentos de pico dram\u00e1tico, seja de tens\u00e3o, seja de expectativa, seja de efusiva alegria e de profundo afeto. N\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda sen\u00e3o se encaminhar para o centro da cena e sapatear a ilus\u00e3o de que estamos num mundo fict\u00edcio demais para ser verdade. E tudo \u00e9 conduzido por uma trilha sonora escolhida na ponta do dedo, genialmente sintetizada para moldar a atmosfera de grandeza da s\u00e9tima arte. N\u00e3o h\u00e1, nos parece, novidades t\u00e9cnicas e est\u00e9ticas em <em>Cantando na Chuva<\/em>. E n\u00e3o precisa. O filme \u00e9 a pr\u00f3pria express\u00e3o de como o cinema \u00e9 voraz quando se trata de produzir encantamento.<\/p>\n<p>Antes de chegarmos \u00e0 cena ic\u00f4nica de cantando e dan\u00e7ando na chuva, precisamos tamb\u00e9m falar das cenas hil\u00e1rias. O grotesco, a leve pantomima, at\u00e9 o pastel\u00e3o, tudo \u00e9 colocado num caldeir\u00e3o de risos comoventes e, diria, at\u00e9 provocantes. Retrata-se um tempo de ouro que ficou para tr\u00e1s. O ponto alto do humor acontece na cena em que Lina Lamont, a gralha incorrig\u00edvel, vai tomar aulas de dic\u00e7\u00e3o e coleciona desastres de interpreta\u00e7\u00e3o oral. Chega a nos lembrar a famosa Eliza Doolittle (Audrey Hepburn), do maravilhoso musical <em><a href=\"https:\/\/escritorgerin.com.br\/my-fair-lady\/\">My Fair Lady<\/a>, <\/em>que seria lan\u00e7ado doze anos depois, em 1964. Na sequ\u00eancia, h\u00e1 ainda a aula de dic\u00e7\u00e3o de Don Lockwood, o charmoso e emp\u00e1tico declamador de falas, uma cena cuidadosamente constru\u00edda com a ajuda impec\u00e1vel do seu amigo Cosmo Brown (Donald O\u2019Connor), cuja vivacidade e desenvoltura m\u00edmica ditam o ritmo do filme.<\/p>\n<p>S\u00f3 mais uma! A cena de amor final do filme, em que Lina n\u00e3o consegue falar ao microfone escondido entre os arbustos, colocado ali, com disfarce, para captar as suas falas. A despeito das hil\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es do diretor, nada se resolve. \u201cFala para o arbusto!\u201d, grita ele. No que ela, magistralmente, responde. \u201cEu n\u00e3o posso amar um arbusto!\u201d.<\/p>\n<p>E, por fim, a cena hist\u00f3rica que d\u00e1 nome ao filme. Don Lockwood, tomado de extremo afeto e alegria, consumado de amor por Kathy (Debbie Reynolds), ap\u00f3s t\u00ea-la deixado em casa, debaixo de muita chuva, se p\u00f5e a se extravasar numa dan\u00e7a de sapateado t\u00e3o perfeita, que nos parece intermin\u00e1vel. Tudo o que desemboca nessa constru\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica impag\u00e1vel foi demonstrado acima. \u00c9 a consequ\u00eancia de um cuidado art\u00edstico! Ent\u00e3o, encerramos este par\u00e1grafo com um detalhe do final da cena de Gene Kelly, em que ele \u00e9 afrontado pelo policial. Lembra-nos Charlie Chaplin, com a inconfund\u00edvel presen\u00e7a amea\u00e7adora do policial em muitos de seus filmes. Eis o encontro sutil entre duas \u00e9pocas, o cinema mudo de Chaplin e o cinema sonoro de Gene Kelly.<\/p>\n<p>E, para encerrar, vemos agora o filme se encaminhando para o seu final, numa sequ\u00eancia demorada de musicais, o filme dentro do filme, sequ\u00eancia esta de quase quinze minutos, talvez muito tempo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dura\u00e7\u00e3o total do filme. Mas n\u00e3o diria que seja cansativa, e tampouco desnecess\u00e1ria. A esta altura, a dramaturgia do filme j\u00e1 estava se esgotando, clamando pelo desfecho. O que nos leva a aceitar que a longa cena de exuberantes n\u00fameros musicais vem preparar o desfecho muito bem arquitetado, quando Lina Lamont \u00e9 desmascarada diante do seu p\u00fablico. Fica estabelecido, assim, o encontro definitivo com a verdade. Ali\u00e1s, conceito este muito caro a Hollywood. D\u00ea a cada um os aplausos que lhe cabem. <em>THE END<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento, em 6 de outubro de 1927, do filme O Cantor de Jazz marca uma das mais profundas mudan\u00e7as na maneira de se fazer cinema. Foi a passagem do cinema silencioso para o cinema sonoro. E essa mudan\u00e7a n\u00e3o foi apenas t\u00e9cnica. 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