{"id":867,"date":"2020-09-05T13:42:32","date_gmt":"2020-09-05T16:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/?p=867"},"modified":"2021-01-11T19:11:40","modified_gmt":"2021-01-11T22:11:40","slug":"luzes-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritorgerin.com.br\/antigo\/luzes-da-cidade\/","title":{"rendered":"Luzes Da Cidade"},"content":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m quiser conhecer a filmografia de Charlie Chaplin, e que tenha como crit\u00e9rio n\u00e3o a ordem cronol\u00f3gica em que os filmes foram produzidos e sim o resultado art\u00edstico de cada obra, um dos primeiros filmes a que ter\u00e1 que assistir \u00e9 o comovente LUZES DA CIDADE (97\u2019), EUA (1931). Neste filme, prov\u00e1vel Chaplin tenha conseguido reunir todas as qualidades art\u00edsticas que fizeram dele o grande ator e diretor das primeiras d\u00e9cadas da hist\u00f3ria da s\u00e9tima arte, tempos em que o cinema ainda era silencioso (mudo). No conjunto da obra de Chaplin, <em>Luzes da Cidade<\/em> teria que ter sido o divisor de \u00e1guas na transi\u00e7\u00e3o para o cinema sonoro, j\u00e1 que \u00e0 \u00e9poca da produ\u00e7\u00e3o do filme, finalizada em 1931, a fala j\u00e1 dominava as telas dos cinemas mundo afora. O visual, onde a pantomima era soberana, dera lugar ao oral, em que os di\u00e1logos passaram a substituir em boa parte as express\u00f5es faciais e os trejeitos corporais. O que se pergunta \u00e9. Por que Charlie Chaplin n\u00e3o participou logo desta transi\u00e7\u00e3o, como fizeram, sem grandes problemas, seus principais colegas de humor, Buster Keaton e Harold Lloyd, por exemplo? Medo do novo? Redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que Chaplin era tamb\u00e9m produtor dos pr\u00f3prios filmes? Op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica? Quais sejam as raz\u00f5es, o risco de permanecer mudo na tela, em plena d\u00e9cada de 1930, era imenso. Mas n\u00e3o para Chaplin. A estreia do filme foi um sucesso de bilheteria. E hoje, para muitos, <em>Luzes da Cidade<\/em> ocupa aquela restrita prateleira onde descansam os melhores filmes de todos os tempos.<\/p>\n<p><em>Luzes da Cidade<\/em> come\u00e7a com a inaugura\u00e7\u00e3o de um enorme monumento em honra \u00e0 paz e \u00e0 prosperidade. Ao descerrar o pano, l\u00e1 est\u00e1 o Vagabundo tirando uma soneca nos bra\u00e7os da est\u00e1tua, enquanto embaixo ouvem-se os sons inintelig\u00edveis dos discursos das autoridades. Inintelig\u00edveis porque a proposta de Chaplin \u00e9 continuar fazendo filme mudo, e ele deixa isto claro logo de in\u00edcio. No entanto, estava ali o som, e Chaplin fez quest\u00e3o de acusar a sua presen\u00e7a, como o faria ao longo de todo o filme. A hil\u00e1ria cena do apito \u00e9 um destes exemplos \u2014 o som servindo ao humor. Enxotado da cerim\u00f4nia, o Vagabundo vai fazer o que ele melhor faz: vagar, sem destino, pela cidade.<\/p>\n<p>O severo policial \u00e9 uma figura presente em boa parte da filmografia de Chaplin. Ao vagabundo, a lei! Portanto, fugir da pol\u00edcia parece ser uma das ocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias do Vagabundo. Em <em>Luzes da Cidade<\/em>, esta particularidade toma uma dimens\u00e3o especial, decisiva. A fuga do Vagabundo \u2014 o policial sequer nota sua presen\u00e7a \u2014 ser\u00e1 o gatilho que levar\u00e1 o espectador para dentro da narrativa, pois significar\u00e1 o encontro de Carlitos com a sua amada, numa das cenas mais bem elaboradas e sens\u00edveis de que se tem not\u00edcia na hist\u00f3ria do cinema. Ao escapar \u00e0 presen\u00e7a (inofensiva) do policial, o Vagabundo atravessa um carro \u2014 abrindo e fechando as portas traseiras \u2014 e se depara com uma florista vendendo flores na cal\u00e7ada. De imediato se apaixona por ela. Mas ao perceber que a florista (Virginia Chemill), deficiente visual, confundira-o com um transeunte rico (eis a fun\u00e7\u00e3o do carro), ele \u00e9 obrigado, de fininho, a se retirar de cena, afinal, n\u00e3o era para ele que ela dirigia seu encanto e aten\u00e7\u00e3o. Mas em Chaplin sempre existem os reencontros, e a oportunidade de o Vagabundo se passar por rico e conquistar de vez o amor da florista logo surge. E a trama assume seu papel vital: o de levar o espectador a experimentar momentos de profunda delicadeza. Artisticamente bem constru\u00eddo, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o se entregar \u00e0 fantasia de uma realidade poss\u00edvel, t\u00e3o perto de n\u00f3s, mesmo que esta realidade seja apenas uma fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um adendo. A cena acima mencionada, em que a florista confunde o Vagabundo com um homem rico, ao assisti-la, parece-nos simples, at\u00e9 \u00f3bvia. No entanto, que se registre, para Chaplin custaram meses de grava\u00e7\u00f5es e regrava\u00e7\u00f5es, at\u00e9 chegar ao resultado final.<\/p>\n<p>Mas quem \u00e9 que vai possibilitar ao Vagabundo se passar por rico, para assim conquistar o amor da florista? Um milion\u00e1rio suicida, de quem o Vagabundo salva a vida quando o desconhecido est\u00e1 prestes a se atirar no rio, com uma pedra amarrada ao pesco\u00e7o. Agradecido, o milion\u00e1rio jura eterna amizade a seu salvador. E assim come\u00e7am as noitadas de p\u00e2ndegas dos dois amigos, momentos em que Chaplin reserva para construir, com a costumeira precis\u00e3o, seu humor pantom\u00edmico. O deleite do espectador est\u00e1 garantido. E mais garantido est\u00e1 quando se percebe que o exc\u00eantrico milion\u00e1rio, ao voltar a ficar s\u00f3brio, n\u00e3o reconhece o amigo salvador, expulsando-o de sua casa como se fosse um indesejado estranho. \u00c9 a hora de o Vagabundo voltar para as ruas.<\/p>\n<p>A narrativa acelera seu ritmo quando o Vagabundo, j\u00e1 \u00edntimo frequentador da casa da florista, descobre que a amada, por falta de pagamento do aluguel, est\u00e1 prestes a ser despejada. Prometendo a si mesmo e jurando a ela resolver a quest\u00e3o at\u00e9 o dia seguinte, Chaplin, o roteirista, mais uma vez se oferece a oportunidade para que sua personagem irradie na tela toda sua exuber\u00e2ncia c\u00f4mica e humana. E redentora. Caber\u00e1 mais uma vez ao her\u00f3i resgatar a felicidade de algu\u00e9m, mesmo que dela n\u00e3o venha a fazer parte.<\/p>\n<p>\u00c9 o momento do \u00faltimo lance: o reencontro, muito tempo depois, entre o Vagabundo e a Florista, agora n\u00e3o mais deficiente visual, e dona de uma loja de flores. Al\u00e9m de pagar o aluguel, o Vagabundo havia conseguido do milion\u00e1rio (em momentos de bebedeira) dinheiro para que sua amada fizesse a cirurgia dos olhos e recuperasse a vis\u00e3o. No reencontro final, em imagem ic\u00f4nica, Charlie Chaplin nos oferece o impasse. Para que o Vagabundo continue existindo, ele ter\u00e1 que transformar o encontro em desencontro. Mas Chaplin encerra o filme antes, no encontro, deixando ao espectador as perguntas sobre a possibilidade daquele amor. Pelo que j\u00e1 sabemos, ao Vagabundo est\u00e1 destinada a bondade, n\u00e3o a felicidade.<\/p>\n<p>Em suma. A qualidade art\u00edstica baseada no perfeccionismo de Chaplin impulsionou seu cinema mudo at\u00e9 o limite. A despeito de todas as raz\u00f5es levantadas acima, no primeiro par\u00e1grafo, ou em qualquer literatura que o espectador possa se apoiar para definir sua posi\u00e7\u00e3o quanto a ter Chaplin resistido ao cinema sonoro, podemos, primeiro, concluir que Chaplin n\u00e3o virou totalmente as costas para o sonoro, pois podemos ver em seus filmes, neste e nos seguintes, a inser\u00e7\u00e3o pontual do som, sem que o Vagabundo fosse obrigado a falar. E este era seu objetivo. O Vagabundo continuaria mudo! Aqui reside, prov\u00e1vel, o extremo cuidado de Chaplin com sua criatura. O Vagabundo, desde o princ\u00edpio, sempre foi uma personagem eloquente, em quem a precis\u00e3o exata de cada gesto tinha seu grito particular. Sob pena de desfigurar a personagem, colocando nele a voz, Chaplin preferiu deix\u00e1-la silenciosa, portanto, intacta no nosso imagin\u00e1rio, eis a conclus\u00e3o. Foi a melhor heran\u00e7a que ele nos legou, e podemos at\u00e9 dizer que, diante de todas as personagens criadas na era do cinema silencioso, anterior \u00e0 d\u00e9cada de 1930, o eloquente Vagabundo foi o \u00fanico que se deu ao luxo de continuar mudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se algu\u00e9m quiser conhecer a filmografia de Charlie Chaplin, e que tenha como crit\u00e9rio n\u00e3o a ordem cronol\u00f3gica em que os filmes foram produzidos e sim o resultado art\u00edstico de cada obra, um dos primeiros filmes a que ter\u00e1 que assistir \u00e9 o comovente LUZES DA CIDADE (97\u2019), EUA (1931). 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