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	<title>Arquivos 1975 - Roberto Gerin</title>
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	<title>Arquivos 1975 - Roberto Gerin</title>
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		<title>Dersu Uzala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2022 12:00:24 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>O HOMEM ORIGINAL</strong></h1>
<p>Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1976, o poético filme DERSU UZALA (145’), direção de Akira Kurosawa, Rússia/Japão (1975), marca o ressurgimento do diretor japonês, após amargar o fracasso de bilheteria de <em>Dodesukaden</em>, seu primeiro filme colorido. Para as produtoras, o sucesso está sempre condicionado aos resultados financeiros. Com o fracasso, as torneiras de investimentos para novos projetos se fecharam para Kurosawa. Este fato o levaria à depressão e à surpreendente tentativa de suicídio, em 1971. Em 1973 é convidado por produtores russos da Mosfilm para filmar “alguma coisa” na Rússia. Kurosawa não teve dúvidas em aceitar. Tinha já um projeto, <em>Dersu Uzala</em>, baseado em fatos reais ocorridos justamente em solo russo. Encontro perfeito, sucesso garantido. Que alçaria Kurosawa novamente aos píncaros da fama, merecidamente o seu lugar.</p>
<p>O filme é baseado nas memórias do explorador e militar russo Vladimir Arsenyev, que comandou várias expedições no início do século XX, com o objetivo de fazer levantamentos topográficos na Sibéria, no longínquo oeste russo. Numa dessas expedições, o capitão e sua pequena tropa encontram o caçador Dersu Uzala, que logo aceita o convite para ser o guia da expedição. E assim nasce a bela história de amizade entre o civilizado capitão Vladimir Arsenyev, representado por Yuri Solomin, e o primitivo ser que habita as selvas, Dersu Uzala, com atuação fenomenal de Maksim Munzuk.</p>
<blockquote>
<h2>Dersu Uzala surge como o homem original.</h2>
</blockquote>
<p>A primeira cena do filme mostra o capitão Arsenyev muitos anos depois dos fatos que serão narrados, quando ele busca nos arredores da cidade, em meio a novos empreendimentos imobiliários, o túmulo do seu amigo Dersu Uzala. Portanto, sem medo de revelar o final, o filme já indica o desfecho da trama. O protagonista que dá nome ao título do filme (e do livro) não morreria nas selvas, seu habitat natural. Morreria na cidade, o que faz aguçar a curiosidade do espectador.</p>
<p>O roteiro se estrutura numa sequência episódica de cenas que vão relatando as dificuldades de se movimentar pela floresta densa e inóspita. São as constantes ameaças de animais ferozes, dificuldades de acomodações, sempre improvisadas, armadilhas colocadas por caçadores inescrupulosos, as fortes chuvas que transformam a selva em um ambiente hostil e, lá na frente, o ameaçador inverno. E permeando todas essas sequências em cenários reais, Kurosawa nos presenteia com belíssimas tomadas panorâmicas, das quais faz uso para enaltecer a silenciosa exuberância daquele mundo distante e desconhecido.  Neste contexto, a intimidade de Dersu Uzala com a natureza e seus mistérios vem facilitar o trabalho da equipe.</p>
<p>Mas o que interessa à câmera é focar na relação de respeito e admiração do capitão Arsenyev por aquela figura ímpar, movida por uma sabedoria ingênua, mas de profunda expressividade humana. Dersu Uzala se despe de todas as convenções sociais que fazem do homem civilizado uma caricatura do que ele outrora fora. Dersu Uzala surge como o homem original. O ser puro que se faz de movimentos primitivos, que age espontaneamente e fala apenas o que precisa ser ouvido. Não há como não se encantar por este visitante que se apresenta como o espelho que reflete uma outra imagem de nós mesmos. É a consciência de estarmos diante do ser que não mais somos que arrebata o capitão Vladimir Arsenyev. Ele, e nós.</p>
<blockquote>
<h2>Há também a cena reveladora do magnânimo altruísmo de Dersu Uzala.</h2>
</blockquote>
<p>Uma das cenas mais impactantes do filme é quando Dersu Uzala e o capitão se afastam do resto da tropa para fazerem uma determinada pesquisa topográfica num local aberto, uma imensa e assustadora planície. O inverno é rigoroso e a tempestade de vento e chuva não tarda a chegar. O capitão, diante da monstruosa força destrutiva da natureza, é tomado pelo desânimo e, sem reagir, se entrega à morte. Dersu Uzala não se intimida. Sozinho, recolhe a vegetação rala e, com o auxílio do tripé, improvisa a cabana salvadora. Esta sequência de cenas faz alusão ao velho embate entre o homem que precisa sobreviver e a natureza que o ameaça com suas fúrias imprevisíveis.</p>
<p>Há outras cenas tocantes que podíamos elencar como forma de venerar esta personagem saída da nossa origem perdida. Há a cena em que Dersu Uzala narra para o capitão o roubo do dinheiro. Ele havia deixado todo o seu ganho com a venda de peles aos cuidados de um comerciante. E Dersu Uzala não entende por que o comerciante sumira com suas economias, após tê-lo embebedado.</p>
<p>Há também a cena reveladora de seu magnânimo altruísmo. Após pernoitarem numa velha cabana, e antes de se retirarem, Dersu Uzala faz questão de restaurar o telhado avariado assim como pede ao capitão para deixar no seu interior mantimentos não perecíveis para servir de alimento para outras pessoas que por ali com certeza passarão. Que recado podemos tirar dessa atitude? Que vá além do simples encanto?</p>
<blockquote>
<h2>O enfraquecimento da visão é o anúncio da chegada da velhice.</h2>
</blockquote>
<p>Em uma segunda expedição, anos depois, quando o capitão retorna aos mesmos locais para finalizar seus estudos, vem-lhe à lembrança a figura de Dersu Uzala e, por conseguinte, o desejo de reencontrá-lo na floresta. E ficou claro que este desejo era mútuo, tamanha a esfuziante alegria de Dersu Uzala ao ver seu velho amigo “capitã”. É nesta segunda parte que o filme traz uma outra temática: o envelhecimento.</p>
<p>O roteiro faz uso de uma alegoria recorrente na selva para introduzir a decadência física da personagem. Há a crença de que não se pode matar a onça, porque, se assim o fizer, ela voltará para se vingar. E Dersu Uzala, para proteger seu amigo capitã, é obrigado a matá-la. Mas terá ele mesmo acertado a onça? Ele tem certeza que sim. A partir deste momento, Dersu Uzala se transforma em outra pessoa. Já não mais existirá o homem espontâneo e totalmente conectado à floresta. Veremos um ser ranzinza e assustado, porque percebe as mudanças físicas sobre as quais não tem qualquer controle. O enfraquecimento da visão, elemento essencial para as atividades da caça, é o anúncio da chegada da velhice.</p>
<p>Estabelece-se assim uma outra realidade, cruel e definitiva. Sem a visão, não há mais como conviver em harmonia com a floresta. Que passa a se tornar perigosa e incerta. Portanto, será preciso se afastar dela. É daqui que nasce a ideia do capitão Arsenyev de levar Dersu Uzala consigo, para morar em sua casa, com sua esposa e filho. Ao assim decidir, com a anuência do inseguro Dersu Uzala, prepara-se o triste desfecho do filme.</p>
<blockquote>
<h2>Não interessa onde e como vivemos, nosso ser original sempre existirá em nós.</h2>
</blockquote>
<p>Em suma. <em>Dersu Uzala</em> soa como um divisor de águas. Sabemos que o século XX será um século de saltos tecnológicos e científicos (também comportamentais) incomparáveis. Dersu Urzala, neste sentido, simboliza um tipo de vida humana que teria ficado definitivamente para trás. Esta visão não é pessimista, e nem significa que embarcamos em um modelo de vida pior. Não. Apenas que passamos a viver em outra era, com outros ritmos e necessidades.</p>
<p>Quanto ao filme <em>Dersu Uzala</em>, ele merece ser cultuado por muitas razões, algumas delas intrínsecas à natureza do cinema transformado em obra-prima. O que mais importa é que o homem Dersu Uzala encarna aquilo que sonhamos de nós mesmos. E aqui está a mensagem do filme. Não interessa onde e como vivemos, nosso ser original sempre existirá em nós. Mesmo que não transpareça em nossas atitudes diárias, é ele que nos habita. Não é à toa que — mesmo que não nos demos conta — estamos sempre querendo retornar à selva.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h3><a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">Clique aqui para conhecer</a> <span style="color: #000000;"><strong>O VOO DA PIPA,</strong></span> uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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		<title>Um Estranho no Ninho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 12:00:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>OS REMÉDIOS PARA A LOUCURA  É a hora dos remédios! Ou como repete a enfermeira, em inglês, junto ao guichê, em frente do qual se alinham os loucos: medication time! Pois é. Este é o filme dos remédios. E também o filme da loucura como porta de entrada para a tão sonhada liberdade. Estamos falando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>OS REMÉDIOS PARA A LOUCURA<strong> </strong></h1>
<p>É a hora dos remédios! Ou como repete a enfermeira, em inglês, junto ao guichê, em frente do qual se alinham os loucos: <em>medication time!</em> Pois é. Este é o filme dos remédios. E também o filme da loucura como porta de entrada para a tão sonhada liberdade. Estamos falando do premiadíssimo UM ESTRANHO NO NINHO (133’), dirigido por Milos Forman, EUA (1975), e que tem no magistral Jack Nicholson (Oscar de Melhor Ator), na pele de McMurphy, a encarnação do humanismo irreverente, um modo de viver que se confunde com loucura, mas que não passa de uma tentativa desesperada de viver fora das linhas civilizatórias. É um se destruir nos excessos, tendo como ponto de referência a máscara sagrada da insubordinação.</p>
<blockquote>
<h2>A avaliação dos profissionais sobre o estado mental de McMurphy é inconclusiva.</h2>
</blockquote>
<p>Essa é a história a ser contada. Todos aqueles que tentam pular a cerca da refinada normalidade serão estraçalhados por lobos de plantão. Neste caso, em <em>Um Estranho no Ninho</em>, estamos falando da estrutura do sistema psiquiátrico, com suas leis perversas, onde não cabe olhar para o humano, senão pelo que o ”louco” representa de ameaça para a sociedade. Randle Patrick McMurphy é a quintessência da busca tresloucada pela liberdade sem concessões. A liberdade perigosa. Ameaçadora. Portanto, uma busca que pretensamente terá que terminar em loucura.</p>
<blockquote>
<h2><em>Um Estranho no Ninho</em> fala dos sonhos que não puderam se realizar.</h2>
</blockquote>
<p>McMurphy é um presidiário que cumpre pena por delitos de agressão física e sexual. Um descontrolado que acha que a vida pode ser vivida sem que lhe cuspam regras. E estes comportamentos transgressores ele os reproduz na prisão, obrigando a que o encaminhassem para um hospital psiquiátrico. É sua entrada nessa instituição que dá existência a uma narrativa pungente, em que se discute como é ser um estranho num mundo em que o limite entre normalidade e loucura é tênue, discutível e, em algumas situações, mentiroso. A avaliação dos profissionais sobre o estado mental de McMurphy prova isso. É inconclusiva.</p>
<p>A inconclusão, à primeira vista, vem da manipulação. E toda manipulação tende a gerar dúvidas.  Não estaria o presidiário fingindo-se de louco para fugir à prisão? Se sim, McMurphy saiu de uma loucura para entrar em outra.</p>
<blockquote>
<h2><em>Um Estranho no Ninho</em> antevê as distorções, o conservadorismo e o despotismo vigentes nos hospitais psiquiátricos mundo afora.</h2>
</blockquote>
<p>O filme nos leva a discussões que vão além da imaginação narrativa de um roteiro que se empenha, com sucesso, em construir mais um belo filme para Hollywood. E aqui, juntamente com a magnífica atuação de Jack Nicholson, incluindo-se aí também todos os outros atores que deram vida à loucura, reside a consistência clássica do filme. <em>Um Estranho no Ninho</em> antevê as distorções, o conservadorismo e o despotismo vigentes nos hospitais psiquiátricos mundo afora. Estes hospitais não são um lugar de cura, são um lugar de aprisionamento.</p>
<p>O autor do livro homônimo em que se baseia o filme, Ken Kesey, trabalhou em hospital psiquiátrico, por isso pôde sintetizar nas páginas do seu romance a realidade histórica destas instituições. E para situar o espectador em relação à época em que o filme foi realizado, podemos falar do famoso psiquiatra italiano Franco Basaglia, surgido no pós-guerra, e talvez o nome que mais representa a reação ao confinamento como método terapêutico para doenças mentais. A humanização e a socialização no tratamento dos pacientes era o que ele defendia. E era também o que defendia à época Nise da Silveira, nossa grande psiquiatra do Centro Psiquiátrico Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, retratada no belo filme <em>Nise &#8211; o Coração da Loucura</em>.</p>
<blockquote>
<h2>Pelo contrário. Gostariam muito de seguir os passos daquele maluco do McMurphy!</h2>
</blockquote>
<p>O que vamos presenciar em <em>Um Estranho no Ninho</em> é justamente o contrário: a insistência no confinamento. No excesso de regras. Autoritarismo, rigidez, frieza, remédios, mais remédios, muito remédio! Burocracia. Culpabilização do sexo. A ausência do afeto familiar. Que psíquico, por menos perturbado que seja, aguentaria tamanha falta de ingredientes humanos! Este foi o ambiente que McMurphy encontrou ao adentrar o hospital psiquiátrico. Como dissemos. Se se fingir de louco foi a sua manobra, ele caiu, em cheio, no lugar errado.</p>
<blockquote>
<h2>McMurphy logo percebe o quão felizes eles se sentiam toda vez que transgrediam.</h2>
</blockquote>
<p>Ao levar seu estilo inconsequente de viver para os outros internos, McMurphy vai, a princípio, encontrar grandes resistências por parte dos “loucos”. E muita má vontade. Logo percebe, no entanto, que não se trata de recusar o que ele lhes sugere e oferece. Pelo contrário. Gostariam muito de seguir os passos daquele maluco do McMurphy! A recusa se deve ao medo de quebrarem as regras estabelecidas, pois sabiam que a punição, os abomináveis choques elétricos, acontecia ali, na sala ao lado.</p>
<p>Mas McMurphy não se intimida, nunca! Ele ajuda seus companheiros a se rebelarem. Ele os conduz. E logo percebe o quão felizes eles se sentiam toda vez que transgrediam. O que se via, nestes momentos, não eram indivíduos mentalmente ausentes, mas seres humanos vibrantes que se sentiam honrados por estarem participando daquelas pequenas transgressões. Era a vida passando por dentro deles, numa dinâmica de prazer e lucidez impróprios ao rótulo de loucos.</p>
<blockquote>
<h2><em>Um Estranho no Ninho</em> é um hino à possibilidade de nos livrarmos de nossas loucuras.</h2>
</blockquote>
<p>A fuga do hospital em um ônibus escolar, dirigido loucamente por McMurphy, que no caminho ainda pega a sua namorada que será cobiçada por todos, afinal louco também quer afeto, quer sexo, o passeio, enfim, vai se tornar para todos um acontecimento memorável. McMurphy os leva para uma fantástica viagem de barco mar adentro, onde pescam um peixe de tamanho nunca antes imaginado por eles. Cenas antológicas e emocionantes, de uma pureza e de uma insana vitalidade, acontecem no barco, naqueles instantes o reduto inviolável da vida saudável.</p>
<p>E, para encerrar, vamos apenas descrever um efeito colateral deste furacão chamado McMurphy. Na companhia de outro furacão, Jack Nicholson.</p>
<blockquote>
<h2>Para fugirmos à loucura, entregamos nossa liberdade nas mãos dos outros.</h2>
</blockquote>
<p>McMurphy, em seu plano de fuga, introduz na enfermaria sua namorada e uma amiga dela. Para isso, ele suborna o vigia noturno. Há bebida, há festa, há vida. Mas antes da fuga, querendo atender ao desejo de afeto e sexo do “louco” Billy Bibbit (Drad Dourif), McMurphy oferece sua namorada para Billy, que assim poderá vivenciar seus mais recônditos e agora incontidos desejos. Enquanto todos esperam a noitada de Billy acabar, eles bebem, embebedam-se, depois dormem, e ninguém foge.</p>
<p>Na manhã seguinte, aquele circo de vida iluminada é descoberto pelos agentes da enfermaria. E Billy, evidente, no quarto, deitado, nu, ao lado da namorada de McMurphy, é surpreendido pela cruel e autoritária enfermeira Ratched (Louise Fletcher, que levou o Oscar de Melhor Atriz, e não podia ser diferente).</p>
<blockquote>
<h2>Que preço aceitaríamos pagar por uma dose de liberdade?</h2>
</blockquote>
<p>E assim é a vida. Para fugirmos à loucura, entregamos nossa liberdade nas mãos dos outros. Do Estado. Dessa e daquela instituição. Entregamos nossa liberdade para o patrão, para o amigo, para quem nem conhecemos. Qual será o preço que McMurphy irá pagar ao se recusar a entregar sua liberdade para a enfermeira Ratched? E nós, que preço aceitaríamos pagar por uma dose de liberdade? Se toparmos encarar algum momento de loucura, uma coisa tem que ficar clara. Não há negociação. Se é negociado, não é loucura. Será apenas mais uma prisão.</p>
<p>Bem, paremos por aqui, porque agora é a hora dos remédios. Quem se candidata a entrar na fila? Da pipoca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3><a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">Clique aqui para conhecer</a> <span style="color: #000000;"><strong>O VOO DA PIPA,</strong></span> uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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