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	<title>Arquivos 2005 - Roberto Gerin</title>
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	<title>Arquivos 2005 - Roberto Gerin</title>
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		<title>O Segredo De Brokeback Mountain</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 13:51:19 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>AMOR, SUBLIME AMOR!</h1>
<p>O premiadíssimo filme O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (135’), direção de Ang Lee, EUA (2005), aborda um dilema universal que ocupa boa parte de nossa existência. Estamos falando do amor, essa eterna fonte de vida. E, não raras vezes, de sofrimento. Mas afinal, o que é o amor? Parece uma pergunta óbvia, não parece? Mas não é. O amor soa como um conceito tão próximo de nós e no entanto acaba sendo nossa principal fonte de dúvidas e incertezas. Qualquer resposta que venhamos a dar sobre o amor soará muito pessoal, posto que o amor é acima de tudo uma experiência. Que estará sempre colada à nossa história. De um jeito único, só nosso, intransferível. É justamente este amor que o maravilhoso filme <em>O Segredo de Brokeback Mountain</em> nos revela. Amor feito de histórias únicas, cuja trajetória é um mosaico de êxtases e sofrimentos, alegrias e decepções. Só os protagonistas Ennis Del Mar e Jack Twist, e ninguém mais, poderão fazer parte da história de amor que acontece entre eles, lá em cima, na montanha <em>Brokeback</em>. Só eles poderão dizer alguma coisa a respeito. E eles dizem. Muito. Independentemente de cor, raça, orientação sexual, geografia e origem, amar é uma experiência que está acima de qualquer julgamento. Olhando <em>O Segredo de Brokeback Mountain</em> de forma apressada, corre-se o risco de rotulá-lo como filme de <em>cowboys</em>, ou de <em>cowboys gays</em>, ou simplesmente um filme <em>gay</em>. Fuja imediatamente destes rótulos. O filme de Ang Lee é tão somente um filme sobre o amor.</p>
<p>Dois rapazes conseguem emprego de vaqueiro para cuidarem, naquele verão, de um rebanho de ovelhas conduzidas montanha acima, um lugar de difícil acesso, distante de tudo e de todos. <em>Brokeback</em>, eis o nome da montanha. Estes dois rapazes são, por enquanto, solteiros, <em>cowboys</em>, gostam de rodeios, curtem estar no campo, trazem histórias pessoais diferentes, estão ali para proteger as ovelhas dos ataques de animais selvagens e, mais do que isso, para vigiar a presença do Estado, já que a ocupação daquelas pastagens é irregular. O ambiente bucólico, a solidão total, o ar selvagem, eis o terreno fértil onde algo extraordinário está para acontecer.</p>
<p>Precisaremos esperar meia hora de filme para que o amor surja diante de nós, numa cena memorável, e precisamente realista. Os movimentos em direção ao outro são sutis, sustentados por meias palavras e por olhares que não se cruzam, mas que estão ali, fulminados pelo desejo. E quando tudo então se desencadeia, na oferta total de sexo, sentimentos e emoções, abre-se um outro mundo para estes dois rapazes, cujos desdobramentos irão repercutir nos próximos vinte anos de suas vidas. É quando o próprio Ennis, assustado com o que está acontecendo, declara. “Aonde o amor vai nos levar?” Ah, se soubéssemos, Ennis!</p>
<p>Mas a vida continua. Os dois se casam, os dois têm filhos, os dois têm que lidar com a dura rotina de casamentos infelizes, os dois se encontram de longe em longe, os dois se juram amor, e aos poucos o espectador vai percebendo que a história toma um rumo de dores e desencontros, onde cada um, à sua maneira, vai sendo massacrado pela incapacidade de lutar contra o que tanto os oprime. Não basta ter que lutar contra o casamento indesejado, é preciso reunir coragem para sair dele e entrar em outra relação, verdadeira e desejada, mas assustadora, posto se tratar de um amor entre dois homens. O amor continua intacto, mas tudo o que está em volta dele vai aos poucos se despedaçando.</p>
<p>O amor é sempre projetado a partir do que somos, certo? As diferenças de personalidade e a forma como cada parceiro lida com a realidade são matérias-primas na construção de uma relação. Esta dinâmica comum entre amantes é retratada no filme de forma sutil, às vezes rude, criando um contraponto gerador de sonhos e desesperos. Ennis (Heath Ledger) pouco fala, mastiga as palavras e esconde os gestos. Uma estátua bruta em estado de eclosão vulcânica. Chuta o balde com facilidade, mas não consegue assumir sua realidade. Jack (Jake Gyllenhaal) é diferente, o oposto quase. Sentimentos e emoções afloram do olhar, sua vontade se impõe nos gestos, seu desejo é assumido sem ressalvas, apesar dos medos. Bem que ele, Jack, luta incansavelmente para dar um rumo seguro à relação dos dois. Mas, à medida que o tempo passa, ele vai perdendo as forças, até se esvair, quando já será tarde para que Ennis tome de fato uma atitude. A cidade os oprimiu. Os compromissos familiares os aniquilaram. Sonhavam com a chegada do próximo verão, para poderem se refugiar lá em cima na montanha. Já que se amavam, tinham que fazer valer o amor. Ora, se o amor está em nós, é só deixá-lo fluir! Não é bem assim, tão simples. O um sem o outro não forma dois. E aqui reside a força trágica do filme.</p>
<p>É a partir desta atmosfera que a narrativa sustenta seu fôlego dramático e nos presenteia com tanta beleza humana e sensibilidade poética. E a identificação com as narrativas de amores trágicos se faz logo presente, amores traduzidos, ao longo dos séculos, em belas obras de arte, desde um <em>Romeu e Julieta</em>, de William Shakespeare, passando pelas grandes obras românticas, óperas e teatros, até chegarem, em pleno século XX, quase todas elas, às telas dos cinemas. Havia dúvidas se <em>O Segredo de Brokeback Mountain</em> podia ser colocado nesta mesma categoria. No entanto, a dúvida se desfaz ao se chegar ao desfecho, numa das cenas mais humanas de que se tem notícia no cinema. A cena final, em que o amor entre Ennis e Jack é ratificado pelos pais de Jack, portanto, colocado no seu devido lugar, transcendendo preconceitos, alçando o amor a uma altitude divina. Este é o olhar que os pais de Jack oferecem ao espectador. Sim, o amor é um produto espiritual, porque ele só pode se realizar através de um desejo, que não é obra calculada, mas feita do mais puro impulso humano, que é o de sempre querermos existir no olhar do outro. Ao colocar o amor como o protagonista da narrativa, Ang Lee coloca seu filme bem acima dos pequenos e miseráveis rótulos.</p>
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<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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		<title>Vinho Tinto Seco</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2019 14:28:44 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>A ANGÚSTIA DA ESCOLHA</h1>
<p>O texto teatral <em>Vinho Tinto Seco</em> foi escrito pelo dramaturgo Roberto Gerin, @escritorgerin, em 2005, e teve sua primeira montagem no ano de 2016, na cidade de Passos, Minas Gerais. Agora o espetáculo ganhará uma segunda montagem, com estreia marcada para o dia 24 de maio de 2019, no Teatro Goldoni, ficando em cartaz até o dia 9 de junho, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. O espetáculo tem a direção do próprio autor, e no elenco os atores da Cia de Teatro Assisto Porque Gosto, Alex Ribeiro e Leivison Silva.</p>
<p>Numa determinada noite, um jovem professor de Química do Instituto Militar de Engenharia compra uma garrafa de vinho para comemorar, com sua namorada, a sua ida para a Universidade de Stuttgart, na Alemanha, onde fará, por três anos, um doutorado em Química. Enquanto espera sua namorada Gabriela chegar, o vinho e as duas taças postas sobre a mesa da sala, ele começa a entrar em sérias dúvidas se esta seria mesmo a escolha certa para a sua vida, isto é, abandonar seus sonhos de ser um grande pianista para poder se dedicar exclusivamente ao doutorado. Não é a Química a sua escolha de vida. Sua escolha natural de vida é a Música. O jovem nascera pianista, e desde criança tem como única paixão a Música, e sua referência é a avó paterna, grande pianista, por quem nutria um fascínio silencioso e incontrolável. Apesar de lutar desesperadamente por seu sonho, não teve na família qualquer apoio para seguir a carreira de pianista. A despeito das dificuldades, chegou à juventude como um pianista admirado por grandes maestros. Só faltava dar o passo definitivo para o sucesso. No entanto, vê-se agora, nesta noite, com a decisão tomada de abandonar tudo e ir para a Alemanha. Eis que a dúvida passa a consumi-lo.</p>
<p>Pode nos parecer óbvio, mas o ser humano não tem como se abster de usar a principal possibilidade que o confirma como um ser livre. Todo ser humano, para sobreviver como sujeito de si, tem que escolher. Como o ar que respiramos, a escolha nos retroalimenta a cada minuto. Por exemplo. Podemos estar agora sentados, mas lembramos de que queremos tomar um cafezinho, logo ali, na mesinha à nossa frente. Tomamos a decisão de nos levantarmos e nos servirmos do café. Um dedo de xícara, meia xícara ou uma xícara inteira? Nada, pouco ou muito açúcar? Mas só nos damos conta de que vivemos de escolhas quando nos deparamos com aquele assustador momento em que temos que tomar uma grande decisão. Mamãe poderia tomar a decisão por nós. Papai. A titia. Seria, provavelmente, um desastre.</p>
<p>O autor de Vinho Tinto Seco nos traz o momento crucial em que o jovem pianista está no limite de sua vida, e pode, com uma simples decisão, decretar o fim da sua razão de viver. Sim, sem exageros. Temos razões de viver que nos tornam reais, completos e vivos. Mas podemos nos omitir, tomando a decisão contrária. Mantermo-nos numa zona neutra, em que nos anulamos como essência para assumirmos uma existência estranha a nós mesmos. E agora é o momento de o pianista decidir entre ser ele, mesmo diante de tantas impossibilidades, em que sacrifícios e renúncias o acompanharão noite e dia, ou se tornar um ser inconsciente de sua existência, que é quando nos limitaremos apenas a decidir que cafezinho tomar.</p>
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<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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