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	<title>Arquivos 2013 - Roberto Gerin</title>
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	<title>Arquivos 2013 - Roberto Gerin</title>
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		<title>O Mordomo Da Casa Branca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 01:20:33 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>UM NEGRO NA CASA BRANCA</h1>
<p>O MORDOMO DA CASA BRANCA (135’), direção de Lee Daniels, EUA (2013), é mais um dos tantos filmes que apontam suas câmeras para a luta pela igualdade de direitos dos negros, nos Estados Unidos, na segunda metade do século XX. E aí implica não só eles poderem ocupar os mesmos lugares nos ônibus e ganharem os mesmos salários que os brancos, como também não precisar serem mortos impunemente quando olharem para uma mulher branca passando na rua. Essa trajetória de lutas é narrada de um ponto de vista peculiar, quando passamos a conhecer a história pessoal de um negro, desde o massacre da sua família, no sul dos Estados Unidos, até chegar à Washington, onde se torna mordomo da Casa Branca e lá serve – inclusive lustrando os sapatos – a vários presidentes, desde Dwight Eisenhower, passando por Kennedy e Nixon, até Ronald Reagan. Neste longo percurso de vida, ele acompanha a tumultuada história americana das décadas de sessenta e setenta, com ênfase na questão das lutas pela igualdade de direitos entre brancos e negros. O personagem real é negro, então é esta a história que interessa contar, a história dos negros, e esta é, sabiamente, a proposta do filme.</p>
<p>Talvez o grande achado tenha sido conduzir a narrativa por dentro do núcleo familiar dos Gaines, cujos conflitos faziam reverberar, de forma microscópica, o que estava acontecendo nos Estados Unidos. E o que estava acontecendo, óbvio, ecoava nas paredes dos salões da Casa Branca, onde Cecil Gaines (Forest Whitaker, de presença imponente) transitava e a tudo ouvia e presenciava. Este é Cecil, um negro trabalhando na Casa Branca, assumindo atitudes de branco, que se esforçava para ser invisível, que tinha um filho engajado nas lutas de rua pelos direitos dos negros, por quem era confrontado pelas suas atitudes passivas em relação à causa negra e que, no final, acaba se dobrando à realidade das ruas. Não havia outra saída para a sociedade americana branca senão aceitar que seus filhos dividissem salas de aulas e bancos de ônibus com os filhos negros.</p>
<p>Uma das cenas mais contundentes se passa com a discussão entre pai e filho à respeito do famoso ator Sidney Poitier, o primeiro ator negro a ganhar um Oscar. O pai não aceitou as críticas do filho, tomando para si as dores de Sidney Poitier, a ponto de expulsar o filho de casa por não gostar do ator. Sabemos que Sidney Poitier não foi um ativista, como queria o filho de Cecil, mas junto com outros artistas negros, como Harry Belafonte e Nina Simone, usou seu prestígio para angariar dinheiro para a causa negra.</p>
<p>É mais um drama histórico baseado na vida real, mas a direção firme de Lee Daniels consegue nos trazer inteiros para a ficção, poupando-nos daquele vezo autobiográfico que muita das vezes acaba se sobrepondo ao ficcional, deixando a sensação de que estamos assistindo a um documentário. E vale ressaltar a atuação surpreendente da atriz “improvisada” Oprah Winfrey, no papel de Glória, esposa de Cecil. Ela consegue expressar a dor da ausência do marido que passa a maior parte do tempo fazendo horas extras na Casa Branca, e ao mesmo tempo se mantém íntegra, sabendo que aquela situação seria passageira e que um dia o marido retornaria para casa, assim que terminasse o horário de expediente.</p>
<p>A título de conclusão, para quem gosta do tema, sempre intrigante, indicamos o documentário que concorreu ao Oscar 2017, <em>Eu Não Sou Seu Negro</em>, baseado em um livro inacabado do escritor James Baldwin, <em>Remember This House</em>, e que retrata, com um olhar muito próximo dos fatos históricos, a trajetória de três dos maiores ícones na luta pela igualdade dos negros, Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King. O documentário é narrado por Samuel L. Jackson. Quanto a Gaines, mesmo que passivamente, ele contribuiu para redimensionar o negro na sociedade americana, uma sociedade cujas dificuldades de se desfazer de seus preconceitos raciais é visível e preocupante, e é por isso que, sabemos, a luta pela igualdade racial não tem hora para acabar.</p>
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<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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		<title>Faroeste Caboclo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 02:09:42 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>FAROESTE BEM TUPINIQUIM</h1>
<p>FAROESTE CABOCLO (108’), direção de René Sampaio, Brasil (2013), é um filme, como seu título revela, baseado na música homônima do Legião Urbana. E este é o primeiro motivo para se elogiar a proposta de produção do filme. É sempre um risco fazer um filme baseado em literatura clássica, e mais desafiador ainda é fazê-lo baseado na narrativa de uma música tão icônica para a nossa cultura, em particular para a cultura musical brasiliense. Não tem como não fazer as inevitáveis comparações. E pode-se afirmar que o filme resiste a elas.</p>
<p>Óbvio que quando se ouve Renato Russo expressar o encanto de João de Santo Cristo, bestificado ao chegar a Brasília, vindo de Salvador, quando ele sai da rodoviária e vê as luzes de natal e Renato canta <em>“Meu Deus, mas que cidade liiindaa!”</em>, esperamos que o filme reproduza as mesmas sensações de encanto transmitidas pela interpretação de Renato Russo. A passividade do personagem João de Santo Cristo (o competente Fabrício Boliveira) olhando as luzes de natal pela janela do ônibus nos frustra, mas isto é apenas uma exigência de quem já está impregnado da sublime interpretação do vocalista do grupo.</p>
<p>O roteiro adaptado merece bons aplausos. Renato Russo, ao elaborar a letra da música, evidente, não tinha a preocupação de tecer um roteiro cinematográfico, tampouco construir uma narrativa pura do ponto de vista formal. Portanto, os roteiristas tiveram que se virar nos trinta para alinhavar uma história com um peso dramático que se encaixasse na linguagem cinematográfica. Em alguns momentos, peca-se pela falta de um maior rigor narrativo, mas nada que comprometa o ritmo e a beleza do filme, cujo ponto alto é o momento do duelo.</p>
<p>Impossível não se lembrar dos inúmeros duelos a que já assistimos, mais precisamente o belo e demorado duelo (8m30s) de <em>Era uma Vez no Oeste</em> (1968), de Sérgio Leone, e o icônico duelo a três em <em>O Bom, o Mal e o Feio</em> (1966), também de Sérgio Leone, que, aliás, adorava duelos, por isso caprichava. O duelo caboclo é mais enxuto, sem precisar recorrer a <em>flashbacks</em> para incrementar a tensão dramática. É rápido, objetivo e a estruturação do desfecho é crucial para o sucesso da cena, quando o covarde Jeremias (Felipe Abib) se aproveita da distração de João de Santo Cristo com a chegada de Maria Lúcia (Ísis Valverde) para liquidar o rival. No faroeste tupiniquim, existe o ingrediente da covardia. Uma inovação.</p>
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<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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