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	<title>Arquivos filme lady bird - Roberto Gerin</title>
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		<title>Lady Bird</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 14:12:40 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>É POSSÍVEL VIVER SEM O AFETO DA MÃE?</h1>
<p>Um filme que se propõe a narrar o cotidiano de uma personagem tem, necessariamente – não obrigatoriamente – que passar pelas relações familiares. É o que acontece com o convincente e premiado filme LADY BIRD – A HORA DE VOAR (95’), direção de Greta Gerwik, EUA (2017), que vai contando, num tom bastante realista, os conflitos e dilemas da adolescente Christine McPherson. O filme ganha em emoção e consistência quando se detém, sem nenhum pudor, na conturbada relação mãe e filha, conflito, aliás, recorrente na maior parte das famílias normais. Pois, onde tem conflito, geralmente tem mãe. Em <em>Lady Bird</em> não é diferente.</p>
<p>Uma jovem, mentalmente efervescente, está em busca do seu caminho no mundo e passa pelos sentidos da vida numa atitude de contestação e reposicionamento frente ao que lhe é determinado. Mas o que é realmente importante para uma jovem inquieta, que precisa o tempo todo dar cotoveladas para poder expressar as suas vontades? Sim, as vontades… Mas que vontades? Ora, tudo aquilo que está diretamente ligado ao futuro da jovem adolescente, claro. E seu futuro é ir pra Nova Iorque, numa universidade lá qualquer, mas em Nova Iorque. Ponto. Lady Bird  dará quantas cotoveladas forem necessárias pra chegar à costa leste!</p>
<p>Aliás, temos Saoirse Ronan, indicada ao Oscar como melhor atriz, no papel da Lady bastante Bird! Perfeita!</p>
<p>Mas antes de Lady Bird conseguir o que quer, partir de Sacramento em direção ao futuro luminoso de Nova Iorque, a adolescente precisará lutar em várias frentes de batalha. Ela ainda não tem dezoito anos e há questões urgentes a serem resolvidas. Amizade, namoro, sexo, sua relação com a mãe dominadora… ufa, que batalha! Mas Catherine, nossa heroína, que se autodenomina <em>Lady Bird</em>, não fugirá à luta.</p>
<p>Tudo começa pela família. É dentro dela que nascem as coisas boas e as coisas não tão boas. É na família de Lady Bird que está o pai condescendente e amoroso, porém, fraco. É nela que vive o irmão chato que faz da namorada seu alter ego de chatice. E é nela, por toda parte, onipresente, feito um fantasma invisível, que reina a mãe. Ah, a mãe, a que controla, a que determina, a que faz valer os decorados e a que dita as malditas regras, obrigando a que nossa protagonista, a Lady, redobre esforços na tentativa de caminhar no mundo com as próprias pernas. Ela não quer viver nesse interior mesquinho, Sacramento. Ela sonha com o brilho de Nova Iorque, onde, ela sabe, poderá voar para além dos horizontes da mãe.</p>
<p>Agora vamos para algo mais interessante, sexo. Ah, este sim dá um certo trabalho, já que descobrir a sexualidade exige renúncias perigosas e um parceiro ideal de primeira viagem. E Lady Bird bem que tentou! A primeira noite quase que necessariamente seguida do primeiro engano. Não é um fracasso, é apenas uma desilusão. Foi bom, Lady? Bem… Não se preocupe, caro espectador. Nossa Lady Bird seguirá seu voo na direção para onde aponta a sua vontade. Perde-se uma batalha, não a guerra.</p>
<p>Amizade. Utilizada no filme como válvula de escape em somatizações sociais, tais como a alimentação excessiva, as risadas fáceis e nervosas, e os sonhos impossíveis de afeto verdadeiro. Esta é a amizade dos excluídos. É que a oferta não é tão abundante para uma menina com severas restrições às convenções sociais. Prefere, por isso, amizades marginalizadas, no papel de uma menina obesa e carente, com quem divide seu tempo e seu espaço.</p>
<p>E, por fim, a universidade. A vida profissional. O desenho do futuro. A luta para conseguir vaga numa delas, o caminho a ser aberto para que lá na frente a vida possa se encaixar nos trilhos da funcionalidade. Uma luta e tanto, diga-se. Mas o que a determinada Lady Bird não consegue? Tudo, menos uma coisa. O afeto da mãe.</p>
<p>Reside aqui, caro espectador, a crueldade do filme. Vamos sempre nos deparar com a ideia perfeita veiculando o amor perfeito. Se é mãe, ama, esta é a ideia perfeita. E esta máxima, sem dúvida, está quase perfeita, se ela não perpassasse pela condição de que amar a mãe é fazer as vontades da mãe. Sem esta condição, não tem afeto recíproco. Portanto, não há liberdade no afeto materno. Há prisão. Há condição. Assista, caro espectador, ao filme <em>Lady Bird</em> para ter a certeza de que sem afeto é possível seguir adiante. Pode ser mais pesado, mas nunca uma impossibilidade. Bem. É o que imaginamos, pois, da forma como o filme termina, a pergunta é inevitável. É possível viver sem o afeto materno?</p>
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<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
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