<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos No Limiar Da Vida - Roberto Gerin</title>
	<atom:link href="https://escritorgerin.com.br/tag/no-limiar-da-vida/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://escritorgerin.com.br/tag/no-limiar-da-vida/</link>
	<description>Escritor</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Jun 2022 16:42:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/escritorgerin.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Favicon-Escritor-Gerin.png?fit=32%2C29&#038;ssl=1</url>
	<title>Arquivos No Limiar Da Vida - Roberto Gerin</title>
	<link>https://escritorgerin.com.br/tag/no-limiar-da-vida/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">202945164</site>	<item>
		<title>No Limiar Da Vida</title>
		<link>https://escritorgerin.com.br/no-limiar-da-vida/</link>
					<comments>https://escritorgerin.com.br/no-limiar-da-vida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 14:40:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CINEMA]]></category>
		<category><![CDATA[RESENHAS]]></category>
		<category><![CDATA[@escritorgerin]]></category>
		<category><![CDATA[1958]]></category>
		<category><![CDATA[bergman]]></category>
		<category><![CDATA[Bibi Andersson]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Erland Josephson]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Dahlbeck]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[filme no limiar da vida]]></category>
		<category><![CDATA[filmes de Ingmar Bergman]]></category>
		<category><![CDATA[Ingmar Bergman]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Max Von Sydow]]></category>
		<category><![CDATA[No Limiar Da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[o voo da pipa]]></category>
		<category><![CDATA[resenha no limiar da vida]]></category>
		<category><![CDATA[roberto gerin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://escritorgerin.com.br/?p=1031</guid>

					<description><![CDATA[<p>A MATERNIDADE É UM DEVER DA MULHER “Ellius espera que sua esposa cumpra com o seu dever”. Quem poderia ser o autor desta sentença? Ora, o próprio, o Ellius! Que dever? A maternidade. É contra este milenar dever, ao qual ela parece estar condenada, que a mulher tenta se rebelar. E se reconstruir. O desejo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://escritorgerin.com.br/no-limiar-da-vida/">No Limiar Da Vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://escritorgerin.com.br">Roberto Gerin</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>A MATERNIDADE É UM DEVER DA MULHER</h1>
<p>“Ellius espera que sua esposa cumpra com o seu dever”. Quem poderia ser o autor desta sentença? Ora, o próprio, o Ellius! Que dever? A maternidade. É contra este milenar dever, ao qual ela parece estar condenada, que a mulher tenta se rebelar. E se reconstruir. O desejo de se ter filho é um impulso natural, torná-lo obrigação gerará subprodutos perigosos. A maternidade não pode ser uma mercadoria social. Pois é disto que trata o tocante filme de <a href="https://www.assistoporquegosto.com.br/blog/index.php/novembro-especial-ingmar-bergman/">Ingmar Bergman</a>, NO LIMIAR DA VIDA (80’), Suécia (1958). É a mulher colocada diante dos dilemas da maternidade.</p>
<p>O filme retrata o drama de três mulheres internadas numa enfermaria de uma maternidade, onde cada uma delas terá a oportunidade de apresentar sua relação com a gravidez. Os dramas se entrelaçam dentro do mesmo quarto, numa rotina aparentemente tranquila, enquanto histórias de vida díspares vão desenhando o desfecho para a mesma pergunta: ser ou não ser mãe? Há aquela que quer ser mãe, mas perde o bebê. Há aquela que não quer ser, e também perde o bebê. E há aquela que não quer o bebê e não o perde. Este é o jogo de xadrez que Bergman, por oitenta minutos, tenta jogar com o espectador. No perde e ganha, sobra a sensação de que a maternidade é uma batalha sem fim pela vida.</p>
<p>Para que possamos entender o drama de ser mãe sob a perspectiva do filme, vamos analisar a maternidade pelo lado do homem, o pai. Assim, nos parece, as coisas ficarão mais claras e menos confusas. Não que a maternidade seja algo confuso, não. É apenas uma proposta de ver a mesma questão pelo ângulo oposto. Afinal, maternidade e paternidade são faces da mesma responsabilidade por um ser que está vindo. Sim, ele está vindo. Daqui nove meses. E esta é a questão.</p>
<p>Vamos começar pelo tal Ellius, o que representou a fala acima, a de que dar filhos, de preferência machos, ao marido é um dever da mulher. Mas, e se o marido não fizer lá muita questão de ter o filho? É o que acontece com o professor Ellius (Erland Josephson), que, ao ser perguntado pela aflita esposa sangrando numa maca, prestes a abortar, se ele queria de fato o bebê, o esposo Ellius desvia a conversa para o banal, portanto, se cala. Está dada a senha para o aborto.</p>
<p>Neste diapasão, a maternidade de Cecília Ellius passa pela paternidade de Anders Ellius. Este é o fluxo emocional estabelecido na relação umbilical com o feto. Não havendo paternidade, não há maternidade. E por que o esposo não quer ser pai de um filho gerado pela esposa? Porque o esposo não ama a esposa, e o casamento apenas se mantém sobre as bases da conveniência. Cecília, desejosa do filho que acaba de abortar, se culpa por ter sido fraca, por não ter tido a coragem de assumir o filho, independente da sua relação com o marido. Mas a questão já estava estabelecida. Ela só conseguiria amar o filho através do pai. Se o pai não ama a mãe, a mãe então não será capaz de amar o filho. Neste caso, Cecília, sentindo-se incapaz de amar diretamente o filho, sem passar pelo marido, preferiu eliminá-lo.</p>
<p>Agora, o segundo esposo, Harry Andersson (Max Von Sydow), o homem da segunda grávida, Stina Andersson (Eva Dahlbeck). Amantíssimo! Apaixonado. Cheira as roupinhas do bebê que está por chegar. Planeja tudo, enquanto a esposa está aguardando o parto de um bebê que parece não querer nascer. Mas o Harry, o pai, anseia profundamente pelo filho, homem também, e também Harry, lógico! E Stina sabe que tem que cumprir com o seu dever.</p>
<p>Stina Andersson mostra traços da mulher moderna, preocupada consigo, com sua beleza, com seu corpo deformado que voltará a ser magro, com seu dia a dia longe das obrigações da maternidade. Ora, ela ama o bebê que está por nascer, mas… O problema é que o amor de Stina pelo marido Harry nos parece ser muito menor do que o amor de Harry por ela e pelo bebê. Para Stina, portanto, deixar o bebê nascer é enfrentar a realidade. E o bebê nasce. Com intervenção médica. E morre no parto. Stina está, enfim, livre!</p>
<p>Agora o último homem, sem laços de casamento, sequer de noivado, no máximo um namoro casual, em que a moça Hjõrdis Petersson (Bibi Andersson), ainda um tanto infantil, solta no mundo, longe da família, engravida do rapaz. Rapaz que nem no filme aparece! Desamparada, ela quer o aborto, lógico. Pressionada pelo pai, ressalte-se. Que não quer assumir nada, convenhamos. O que resta então para a inexperiente mamãe Hjõrdis é tomar quinina. E saltar corda horas a fio para ver se o embrião desce. Mas o bebê, herói da resistência pela vida indesejada, a tudo resiste!</p>
<p>Hjõrdis, que traz para a vida uma infância de abuso e solidão, sonha com um homem que a ame e que com ela se case. Mas o que a vida lhe oferece é apenas Tage Lindin, um passatempo. Ela está confusa. Oscila entre o querer, que é o verdadeiro, e o não querer, que é assustador. Por fim, curada dos sangramentos, vai receber alta do hospital. Diante de um Estado (sueco) que oferece todo apoio à maternidade, antes, durante e depois, e com o acolhimento familiar, cujos julgamentos a amedrontava, Hjõrdis decide que ama e quer o bebê. E o terá. Sem casamento!</p>
<p>Ficam, assim, apresentados ao espectador os dramas da maternidade que, sabemos, não terão fim. E por esta razão, em se tratando de maternidade, é perigoso determinar verdades. Portanto, faça você, caro espectador, seu quebra-cabeças, quem quer, quem não deseja, quem ganha, quem perde. Afinal, a maternidade, como qualquer outra instância humana, é bombardeada por uma infinidade de emoções e sentimentos sobre os quais não se tem controle, mas cujos efeitos desenharão a ecografia de um futuro ser humano. Se ele sobreviver, claro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://escritorgerin.com.br/no-limiar-da-vida/">No Limiar Da Vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://escritorgerin.com.br">Roberto Gerin</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escritorgerin.com.br/no-limiar-da-vida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2910</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
