<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Teatro do Absurdo - Roberto Gerin</title>
	<atom:link href="https://escritorgerin.com.br/tag/teatro-do-absurdo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://escritorgerin.com.br/tag/teatro-do-absurdo/</link>
	<description>Escritor</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Jun 2022 20:07:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/escritorgerin.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Favicon-Escritor-Gerin.png?fit=32%2C29&#038;ssl=1</url>
	<title>Arquivos Teatro do Absurdo - Roberto Gerin</title>
	<link>https://escritorgerin.com.br/tag/teatro-do-absurdo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">202945164</site>	<item>
		<title>A Cantora Careca</title>
		<link>https://escritorgerin.com.br/a-cantora-careca/</link>
					<comments>https://escritorgerin.com.br/a-cantora-careca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 00:08:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RESENHAS]]></category>
		<category><![CDATA[TEATRO]]></category>
		<category><![CDATA[@escritorgerin]]></category>
		<category><![CDATA[1949]]></category>
		<category><![CDATA[A Cantora Careca]]></category>
		<category><![CDATA[dramaturgia]]></category>
		<category><![CDATA[dramaturgo]]></category>
		<category><![CDATA[Eugène Ionesco]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[o voo da pipa]]></category>
		<category><![CDATA[resenha a cantora careca]]></category>
		<category><![CDATA[roberto gerin]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro do Absurdo]]></category>
		<category><![CDATA[Théâtre de la Huchettte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://escritorgerin.com.br/?p=1303</guid>

					<description><![CDATA[<p>A CANTORA CARECA é a primeira peça escrita pelo dramaturgo romeno Eugène Ionesco, em 1949, no pós-guerra, portanto, e que inauguraria uma nova forma de se fazer teatro, o teatro da não realidade, da não comunicação, o teatro que se opõe ao teatro, a que se daria o nome de Teatro do Absurdo. E absurdo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://escritorgerin.com.br/a-cantora-careca/">A Cantora Careca</a> apareceu primeiro em <a href="https://escritorgerin.com.br">Roberto Gerin</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A CANTORA CARECA é a primeira peça escrita pelo dramaturgo romeno Eugène Ionesco, em 1949, no pós-guerra, portanto, e que inauguraria uma nova forma de se fazer teatro, o teatro da não realidade, da não comunicação, o teatro que se opõe ao teatro, a que se daria o nome de Teatro do Absurdo. E absurdo é saber que poucos, à época, acreditariam na força clássica deste pequeno texto, a que o próprio Ionesco rotularia de anti-teatro. O texto teatral <em>A Cantora Careca</em> foi para os palcos, pela primeira vez, em 11 de maio de 1950, em Paris, no Théâtre des Noctambules. E logo depois, no mesmo ano, subiria ao palco do Théâtre de la Huchette, 90 lugares, ali, na rua Huchette, 23, onde, pasmem, até hoje permanece em cartaz. Pode-se comprar um ingresso a vinte e seis euros. E o espetáculo começa às 20h. Quase setenta anos em cartaz! Quem acreditaria num absurdo desse.</p>
<p>Não há narrativa, senão uma sequência de diálogos absurdos. Este seria o termo para descrever a incapacidade de as palavras estabelecerem uma lógica no mínimo inteligível e que nos pudesse levar a supor a existência de ações dramáticas e vidas interiores das personagens. A solidão toma conta e a incomunicabilidade se faz através das palavras, tornando qualquer situação, no mínimo, insólita. O que se vê é a palavra sendo dita, a não comunicabilidade de ações que parecem não existir, cada personagem no palco reduzida à sua insignificância. E insignificante é o que parece ser o casal inglês, os Smith, que recebem a visita do casal inglês, os Martin, e os recebem, em sua casa inglesa, sem saber por quê. Esta é a não sinopse de <em>A Cantora Careca</em>.</p>
<p>O que se pode depreender é que a estrutura dramática começa, desenvolve-se e termina na palavra. A palavra parece ser a personagem se desdobrando numa sequência ocultamente cômica de obviedades. É alguém tateando a sombra para ter a certeza de que ela existe. Seja o que for, e o que se diga, Ionesco conseguiu construir a incomunicabilidade como forma de não vida, e o fez de uma forma peculiar e inquestionável. A forma vencendo avassaladoramente o conteúdo. As personagens mal cabendo dentro das palavras.</p>
<p>Até o humor, que corrói cada palavra dita, parece não existir. Finge-se. Mas quem já teve a oportunidade de assistir a alguma montagem desse texto, ou mesmo comparecer a leituras dramáticas, como a que foi feita no Teatro Goldoni, em Brasília, tempos atrás, pelo grupo Os Dramátikos, vai poder perceber que o texto é tão forte que deixa escapulir um humor denso e inevitável, que nos encanta e ao mesmo tempo nos espanta. É o humor que nos coloca diante de uma realidade que parecemos desconhecer, mas que está ali, sendo por nós experienciada. Sim, o humor tem esta funcionalidade em <em>A Cantora Careca</em>. É ele que constrói a realidade do texto. O humor ressurge do nada para mostrar nossa insignificância. Vivenciando, pois, este pequeno texto, despretensioso, dá para entender por que ele é tão eterno nos palcos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://escritorgerin.com.br/a-cantora-careca/">A Cantora Careca</a> apareceu primeiro em <a href="https://escritorgerin.com.br">Roberto Gerin</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escritorgerin.com.br/a-cantora-careca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2988</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
