É POSSÍVEL VIVER SEM O AFETO DA MÃE? Um filme que se propõe a narrar o cotidiano de uma personagem tem, necessariamente – não obrigatoriamente – que passar pelas relações familiares. É o que acontece com o convincente e premiado filme LADY BIRD – A HORA DE VOAR (95’), direção de Greta Gerwik, EUA (2017), que vai contando, num tom…
A VIOLÊNCIA COMO FORMA DE INDIGNAÇÃO Um dos filmes que está na ponta da agulha para ganhar o Oscar 2018 de melhor filme, e que, diga-se, já levou o Bafta, é o insustentável e às vezes inacreditável TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (115’), direção de Martin McDonagh, Inglaterra (2017). Podemos dizer que se trata de um filme de personagem, tamanha…
A ENGENHOSIDADE DA TRAMA A SERVIÇO DA PURA DIVERSÃO Às vezes, ao decidirmos assistir a um filme, a única coisa que procuramos é distração. Um não pensar em nada. Relaxar. Há filmes que cumprem bem esta saudável missão. Afinal, não somos só intelecto, só público de clássicos, pessoas que só consomem valores incorrigivelmente artísticos. Então? Se cabe um descanso, que…
O DESEJO BATE À PORTA Há filmes antigos que são refilmados, ou, como queira, revisitados dentro de uma nova concepção artística, sintonizados, evidente, com a época em que são produzidos. São esteticamente tão mais diferentes quanto mais distantes no tempo entre a primeira e a segunda produção. E a tentação é logo sentar-se no sofá, assistir às duas versões, a…
NESTE FILME, SENTIR É O QUE IMPORTA O FILME DA MINHA VIDA (113’), direção de Selton Mello, Brasil (2017), é mais um filme de Selton Mello. Não há nada de errado nisso. É grife estética. Quando Selton Mello põe a mão na massa para gestar seu próximo filme, já antevemos o que virá. Só não sabemos como. E neste terceiro…
O PORCO QUE HABITA O SONHO DE UMA MENINA OKJA (121’), direção do sul-coreano Bong Joon-ho, Coréia do Sul/EUA (2017), retrata a relação afetivo-tumultuada entre um porco e uma menina. Mais uma vez vemos o cinema explorar uma fórmula que sempre dá certo, a relação de um animal com um ser humano, terreno fértil para se falar de afeto, de…
AFINAL, QUEM FOI JACKIE? JACKIE (99’), direção de Pablo Larraín, EUA (2017), pode ser visto como uma exposição à dor do luto pela morte de um ente querido, no caso, o marido, John F. Kennedy, ou pode ser visto como uma manobra inteligente da viúva, Jacqueline Kennedy, para aproveitar a ocasião e forjar uma imagem pessoal fortemente colada a um…