OS MONSTROS QUE HABITAM EM NÓS Nem sempre é possível encontrar respostas sobre o que determinado filme quer nos dizer. Às vezes, precisamos ir além de simplesmente perguntar. É preciso espiar pela fechadura. Ver além das imagens. Investigar. Só que esta atitude exige de nós alguns esforços que nem sempre estamos dispostos a encarar. Afinal, por que temos que entender…
UMA COMÉDIA PARA GRETA GARBO Ainda em seu início de carreira, quando era apenas uma jovem atriz em Estocolmo, Greta Garbo conseguira atrair os primeiros olhares de admiração justamente por alguns papeis cômicos que vinha desempenhando. Sim, Greta Garbo foi momentaneamente uma comediante. No entanto, ela deixaria para trás sua veia cômica quando chegou a Hollywood, em 1925, revelando-se uma…
A EXUBERÂNCIA DA RAINHA GRETA Quando se trata de assistir a um filme baseado em fatos históricos, temos, em primeiro lugar, que ficar atentos à veracidade desses fatos. Nem sempre se projeta nas telas o que aconteceu. Então, um alerta. Um filme não é um livro de história. A ficção exige seus voos de cruzeiro. Ela precisa se distanciar da…
A DESPEDIDA DO VAGABUNDO Quando Charlie Chaplin começou a produzir TEMPOS MODERNOS (83’), EUA (1936), já se pressentia que este seria o último filme estrelado pelo adorável Vagabundo (The Tramp). Falamos de uma época em que o cinema sonoro já era unanimidade. Época em que milhares de filmes despejavam seus intermináveis diálogos nas telas dos cinemas e os musicais dominavam…
O CONHECIMENTO NOS LIBERTA Eis um filme que causou muito impacto lá pelos meados da década de 1980, capitaneado pelo megassucesso do livro homônimo, lançado na Itália em 1980, de autoria do badalado mestre da semiótica, o escritor e filósofo Umberto Eco. Estamos falando do fascinante O NOME DA ROSA (135’), direção de Jean Jacques Annaud, EUA (1986). Um thriller?…
AMOR EM RITMO DE COMÉDIA Na comédia, sabemos, as tramas urdidas pelo amor são tratadas como um jogo inocente e, ao mesmo tempo, inevitável. E para que este jogo prossiga, desconsideram-se, mesmo que momentaneamente, as emoções básicas que gravitam em torno do gesto de amar. Nada de ciúmes, de descontroles, de brigas irreconciliáveis. Nada de gritos e sussurros. A adesão…
FALANDO E CANTANDO, NO CINEMA O lançamento, em 6 de outubro de 1927, do filme O Cantor de Jazz marca uma das mais profundas mudanças na maneira de se fazer cinema. Foi a passagem do cinema silencioso para o cinema sonoro. E essa mudança não foi apenas técnica. Foi também comercial, porque permitiu aos estúdios atrair um público que agora…
O ENCONTRO DE DUAS DORES O que falar de um Bergman abusado, entrando furiosamente na psique de suas personagens, e se comportando como um visitante intruso? E, às vezes, inescrupuloso? É assim que Bergman se aproxima de suas duas personagens, Elisabet Vogler (Liv Ullmann) e Alma (Bibi Andersson), em um de seus mais insondáveis e belos filmes, PERSONA (83’), Suécia (1966).…
O AMOR SILENCIOSO Se alguém quiser conhecer a filmografia de Charlie Chaplin, um dos primeiros filmes a que deverá assistir, sem dúvida, é o comovente LUZES DA CIDADE (97’), EUA (1931). Nesse filme, Chaplin provavelmente conseguiu reunir todas as qualidades artísticas que fizeram dele o grande ator e diretor das primeiras décadas da história da sétima arte — tempos em…
TUDO EM NOME DO AMOR O emblemático filme FACE A FACE (130’), de Ingmar Bergman, Suécia/Itália (1976), além de dar continuidade às temáticas preferidas do diretor sueco, a velhice, a morte, a opressão, a arte como fonte de redenção, a relação mãe e filha, a mulher, o casamento, o sexo…, não que Bergman passe ao largo destas temáticas, mas, nesta obra,…