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	<title>Arquivos artigo - Roberto Gerin</title>
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	<title>Arquivos artigo - Roberto Gerin</title>
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		<title>Pátria Armada, Brasil!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 12:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>PÁTRIA ARMADA, BRASIL! Houve um tempo em que o governo brasileiro instituiu a Campanha do Desarmamento, amparado no Estatuto do Desarmamento, elaborado em 2003. Quem possuísse irregularmente uma arma tinha duas opções. Ou registrar seu porte, ou entregar a arma, de boa-fé, mediante indenização, às autoridades. Foi um sucesso. Previa-se a entrega de 80.000 armas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>PÁTRIA ARMADA, BRASIL!</strong></h1>
<p>Houve um tempo em que o governo brasileiro instituiu a Campanha do Desarmamento, amparado no Estatuto do Desarmamento, elaborado em 2003. Quem possuísse irregularmente uma arma tinha duas opções. Ou registrar seu porte, ou entregar a arma, de boa-fé, mediante indenização, às autoridades. Foi um sucesso. Previa-se a entrega de 80.000 armas, no entanto, dois anos de campanha e o Exército Brasileiro destruiu mais de 400.000 armas de fogo.</p>
<p>Essa atitude perante o desarmamento como um instrumento de pacificação da sociedade brasileira contrasta sobremaneira com as atitudes do atual governante. O incentivo à compra de armas não tem precedentes em nossa história, a ponto de se vender a falaciosa ideia bíblica de que Jesus também era a favor do armamento. O culto às armas sobrepõe-se ao culto à fé.</p>
<blockquote>
<h2>As estatísticas de mortalidade por arma de fogo nos aproximam dos índices de uma Guerra Civil!</h2>
</blockquote>
<p>A ideia de que cada cidadão teria que ter uma arma de fogo em casa como instrumento de paz e de proteção está levando o Brasil a aumentar seus já abismais índices de mortalidade. As estatísticas estão aí, nos alertando. Elas nos aproximam do patamar de uma Guerra Civil.</p>
<p>O mais assustador é presenciarmos o chefe (não líder) maior, a quem caberia dar exemplos de civilidade e bom senso, fazer a apologia da arma como um item pessoal de primeira necessidade. Como autoridade máxima, a quem cabe elaborar políticas públicas de boa convivência social, Bolsonaro tem suas responsabilidades pela escalação da violência no Brasil.</p>
<p>Dito isto, nos remetemos ao ocorrido em Foz de Iguaçu, quando um militante do PT, Marcelo de Arruda, foi morto por causa da temática petista de sua festa de aniversário. Aqui entramos em outra rotação de violência. Com a proximidade das eleições, o acirramento político coloca em risco pessoas que manifestarem publicamente suas posições políticas.</p>
<blockquote>
<h2>Exaltar a ideia de uma pátria armada Brasil é incentivar a violência.</h2>
</blockquote>
<p>Mas que fique claro. Polarização só existe quando as duas partes estão dispostas a pelejar por suas posições. Não é esse o caso. A violência é estimulada apenas por uma das partes. Para que tal afirmação seja certificada, conclamo, de forma isenta, a analisarem os comportamentos dos dois candidatos postulantes ao cargo de Presidente do Brasil a respeito do assunto. Será a escolha entre o risco de aumentar a violência, exaltando a Pátria Armada Brasil, ou uma volta à civilidade, retomando a vitoriosa Campanha do Desarmamento.</p>
<p>O desejado é que os brasileiros possam expressar suas opiniões políticas, religiosas e futebolísticas sem que para isso precisem temer a visita de um agressor. Nesse sentido, é necessário que reflitamos sobre a frase de Bolsonaro a respeito do trágico acontecimento de Foz de Iguaçu. Diz ele: “<em>O que tenho a ver com esse episódio de Foz de Iguaçu?</em>”. Seria urgente, como cidadãos, buscarmos uma resposta honesta para essa pergunta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Kamikases somos nós!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 12:00:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>KAMIKAZES SOMOS NÓS! A apatia do brasileiro (me incluo) diante da rasgação de dinheiro público na compra ilegal de votos, aproveitando a fome do povo — e sobre a qual o governo tem total responsabilidade —, faz de nós verdadeiros kamikazes. Estamos exercitando nosso autoflagelo econômico enquanto semeamos com nosso silêncio um rombo histórico nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>KAMIKAZES SOMOS NÓS!</strong></h1>
<p>A apatia do brasileiro (me incluo) diante da rasgação de dinheiro público na compra ilegal de votos, aproveitando a fome do povo — e sobre a qual o governo tem total responsabilidade —, faz de nós verdadeiros kamikazes. Estamos exercitando nosso autoflagelo econômico enquanto semeamos com nosso silêncio um rombo histórico nas contas públicas, que teremos que pagar nos próximos anos em forma de inflação, juros altos, desvalorização da moeda e desemprego. Eis o nosso suicídio anunciado!</p>
<p>Há perversidade em tudo isso. O cadáver sobre o qual dançamos é a fome de milhões de brasileiros. Sem dúvida, estrategicamente, o povo é a principal moeda eleitoral, mas não a única. Há outros setores, com forte viés político, que serão beneficiados pela fabulosa merenda, inclusive eles, os taxistas, que serão pagos para falar bem do governo a seus passageiros.</p>
<blockquote>
<h2>Implodiram de vez a lei da responsabilidade fiscal.</h2>
</blockquote>
<p>E a sociedade assiste, embasbacada (ou não?), à dança macabra do endividamento público.</p>
<p>E a sociedade assiste, paralisada, à maior compra de votos na boca da urna de que se tem notícia.</p>
<p>E a sociedade assiste, abobalhada, à oposição votando a PEC Kamikaze, presa à maldosa armadilha de não poder votar contra o povo.</p>
<p>E a sociedade assiste, incrédula, armarem um estado de emergência para justificar a ilegalidade dos benefícios sociais implementados em tempos de eleição.</p>
<p>E a sociedade vai continuar a assistir à lambança da PEC bilionária (implodindo de vez a lei da responsabilidade fiscal), sem se dar conta de que alguém (toda a sociedade) terá que pagar a conta.</p>
<p>Que sociedade é essa que se subjuga?</p>
<blockquote>
<h2>Sim, somos os Kamikases!</h2>
</blockquote>
<p>Parte dela concorda, afinal, trata-se de eleger o mito, por quem se dobram feito carneirinhos obedientes às farsas montadas nos gabinetes. Não é uma obra solitária, saída da caneta de um ditador! É uma obra funestamente engendrada às pressas, com a anuência da sociedade. Sim, porque os que não concordam e se calam também são coniventes com a barbárie que estão cometendo contra a nossa Constituição.</p>
<p>Estamos permitindo que brinquem com o nosso futuro. Caminhamos, cabisbaixos, rumo à tragédia. Sim, somos os kamikazes! Afinal, caminhamos para o abatedouro de livre e espontânea vontade! Pelo menos, por enquanto, ainda não há ninguém nos empurrando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Até tu, Biblioteca Nacional!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jul 2022 12:55:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ATÉ TU, BIBLIOTECA NACIONAL! Diante de tantas lambanças ideológicas a que o país tem se submetido nos últimos tempos, agora mais esse comportamento disfuncional da Biblioteca Nacional, na sua decisão constrangedora de condecorar anticelebridades do livro. A atitude da Biblioteca apenas vem confirmar os tempos estranhos em que vivemos. Em uma ficção — já que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>ATÉ TU, BIBLIOTECA NACIONAL!</strong></h1>
<p>Diante de tantas lambanças ideológicas a que o país tem se submetido nos últimos tempos, agora mais esse comportamento disfuncional da Biblioteca Nacional, na sua decisão constrangedora de condecorar anticelebridades do livro. A atitude da Biblioteca apenas vem confirmar os tempos estranhos em que vivemos. Em uma ficção — já que estamos falando de livros —, esse acontecimento não caberia em qualquer enredo. Soaria falso, forçado, inverossímil. O que deu na cabeça dessa gente?</p>
<blockquote>
<h2>A Biblioteca Nacional demonstrou sua capacidade cínica de desfigurar nossa verdadeira cultura.</h2>
</blockquote>
<p>O Brasil perdeu-se em si mesmo. Suas lógicas naturais, baseadas no bom senso e nas experiências da boa convivência cidadã, se perderam na loucura de um governo que resolveu desmontar a estrutura social, ambiental e cultural construídas ao longo de décadas. O evidente desprezo pelo país constituído transforma-se em pátrio vilipêndio. Não que sejamos um país tão civilizado. Se fôssemos, teríamos barreiras morais mais consistentes para combater tamanha sordidez, como a perpetrada pela Biblioteca Nacional, que alçou Daniel Silveira, o mesmo que quebrou a placa de Marielle, à condição de arauto da literatura e do livro. A Biblioteca Nacional demonstrou sua capacidade cínica de desfigurar nossa verdadeira cultura.</p>
<blockquote>
<h2>Arte e política não podem se misturar.</h2>
</blockquote>
<p>Como não poderia deixar de ser, houve muitas reações de intelectuais, alguns agraciados com a mesma condecoração, e que, envergonhados, se recusaram a aceitar a deferência. Nesses tempos de obscuridade, temos que fazer um exercício extra para preservar nossas biografias. Podemos incorrer na fraqueza dos louros, e é com isto que contam aqueles que armam o aliciante palco do absurdo. Nas fileiras pseudointelectuais, o que não faltam são as trombetas da vaidade.</p>
<p>A Biblioteca Nacional, parece, candidatou-se a fazer parte dos anais dos disparates, envergonhando a história da cultura brasileira. O que prova mais uma vez que arte e política não podem se misturar, porque a primeira sempre será vítima da segunda, postando-se em atitude de servil humilhação. A arte como uso político é o veneno que não precisávamos tomar.</p>
<blockquote>
<h2>Até tu, Biblioteca Nacional!</h2>
</blockquote>
<p>Não se trata de impedir que membros do atual governo sejam contemplados. Alma heroica existe em qualquer fileira. O que se discute aqui é o incompreensível despropósito de condecorar armas e não livros.</p>
<p>Enfim. É impensável o que estamos presenciando. Daniel Silveira (e outros) sendo condecorado como um prócer da literatura e da cultura brasileiras. Diante de tamanho cinismo, só nos resta declarar, trazendo o longínquo Shakespeare para o salão da Biblioteca Nacional: há algo de podre nesse vergonhoso reino do Brasil! E indo agora para os salões do senado romano, exclamemos todos: até tu, Biblioteca Nacional!</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quem rouba uma agulha rouba um avião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 12:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>QUEM ROUBA UMA AGULHA ROUBA UM AVIÃO Todos os motoristas sabem que a seta do carro é um item de segurança. E utilizá-la é um gesto de respeito no trânsito. Eu estava pensando sobre isso quando trafegava por uma avenida movimentada — não vou dizer o nome da avenida para não denunciar o infrator —, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>QUEM ROUBA UMA AGULHA ROUBA UM AVIÃO</strong></h1>
<p>Todos os motoristas sabem que a seta do carro é um item de segurança. E utilizá-la é um gesto de respeito no trânsito.<br />
Eu estava pensando sobre isso quando trafegava por uma avenida movimentada — não vou dizer o nome da avenida para não denunciar o infrator —, quando um carro — não vou revelar a cor nem a marca; o máximo que posso dizer é que na placa constava a letra “A” — tomou repentinamente o lugar à minha frente. Sem avisar, sem dar seta indicando que mudaria de direção. Simplesmente entrou, obrigando-me a rápida freada. Sem compromisso, resolvi seguir o infrator, com o capricho de anotar quantas vezes ele cometeria a mesma infração.<br />
Infrações de trânsito continuadas podem corresponder a apenas uma multa. Isso quer dizer que as treze infrações cometidas pelo meu infrator poderiam equivaler a apenas uma!</p>
<blockquote>
<h2>Virou à esquerda, sem dar seta (valor da multa: R$ 195,23).</h2>
</blockquote>
<p>E sigo em seu encalço.</p>
<p>Não me interessa saber para onde ele vai.</p>
<p>Não me interessa saber o gênero e a idade.</p>
<p>Só me interessa contar quantas infrações ele vai cometer nos próximos sete minutos.</p>
<p>Vou atento a seus movimentos, porque sei que a qualquer instante haverá abrupta mudança de direção. E houve, no cruzamento com a rua “B”. Virou à esquerda, sem dar seta (valor da multa: R$ 195,23), obrigando-me, para segui-lo, a fazer manobra perigosa. Logo adiante, mudou de pista, à direita. Terceira infração (195,23). O carro que trafegava a meu lado me impediu de também mudar de pista. Precisei me posicionar atrás dele, o que me trouxe dificuldades para controlar meu infrator, que ia à frente. Virou à direita, na rua “C”. Quarta infração (195,23). O carro que ia à minha frente também quebrou à direita, e também sem dar a seta. Segui-os.</p>
<blockquote>
<h2>Que quem burla uma simples lei de trânsito burla a Constituição.</h2>
</blockquote>
<p>E assim meu infrator foi adiante, agora pela rua “D” (195,23), depois pela rua “E” (195,23), e eu já contava doze infrações quando um furgão se interpôs entre nós. A lentidão do veículo me atrasou e perdi meu infrator de vista. Mas ainda pude vê-lo lá adiante — quando o furgão virou à direita (sem dar seta) — quebrar para a esquerda (195,23) e entrar na rua “M”. Contabilizei a décima terceira infração, virei à direita e tomei o rumo de casa.</p>
<p>Alguém já disse que “quem rouba uma agulha rouba um avião”. Que quem burla uma simples lei de trânsito burla a Constituição. Isso tudo eu ouvi. As conclusões, deixo-as para quem queira tirá-las. De minha parte, não posso e nem pretendo denunciar o meu infrator. Apenas dou mais uma dica. Ele trafega pelas avenidas de Brasília.</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A CPI da Guerra da Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 12:00:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A CPI DA GUERRA DA UCRÂNIA Os barões da política nacional ocupam os corredores de Brasília para gritar impropérios contra os culpados pelo aumento dos combustíveis. A mais nova investida é a proposta de instauração da CPI da Petrobrás, que pretende escarafunchar o coração da empresa, na esperança de encontrar as razões ocultas para tantos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>A CPI DA GUERRA DA UCRÂNIA</h1>
<p>Os barões da política nacional ocupam os corredores de Brasília para gritar impropérios contra os culpados pelo aumento dos combustíveis. A mais nova investida é a proposta de instauração da CPI da Petrobrás, que pretende escarafunchar o coração da empresa, na esperança de encontrar as razões ocultas para tantos aumentos da gasolina e do óleo diesel.</p>
<p>E se nenhuma tramoia for encontrada nas entranhas da Petrobrás? Pelo que se sabe, fiel a seus acionistas e à lei da paridade, a Petrobrás tem aumentado os preços atendendo aos abalos sísmicos — aumento do dólar — que vêm de fora. Culpar a presidência da empresa, portanto, é dar murro em ponta de faca.</p>
<p>Vai aqui uma sugestão. Para estancar a sangria eleitoral do Bolsonaro, que tal propor a instauração da CPI da Guerra da Ucrânia? Com certeza, encontrarão lá boas razões para entenderem por que as economias mundiais estão se chafurdando nas altas do petróleo e da inflação.</p>
<blockquote>
<h2>Tanto fizeram, que o pobre coitado do presidente da (nossa) amada petrolífera pediu demissão.</h2>
</blockquote>
<p>(Não bastou a desastrosa condução da pandemia, agora essa guerra!)</p>
<p>(Em tempos difíceis, até o soberbo neoliberalismo se acovarda!)</p>
<p>Mas como Bolsonaro não manda na Guerra da Ucrânia, resta a seus asseclas seguirem procurando soluções caseiras para aplacar o desespero eleitoreiro do Mito. Enquanto escondem a incompetência e a preguiça do nosso Grande Chefe, vociferaram contra a independência da Petrobrás em definir os preços dos combustíveis. Tanto fizeram, que o pobre coitado do presidente da (nossa) amada petrolífera pediu demissão. E agora, José? Qual será o próximo lance? A próxima artimanha política?</p>
<blockquote>
<h2>O mais sensato agora é mesmo insistir na instauração da CPI da Guerra da Ucrânia.</h2>
</blockquote>
<p>Mas o que entristece mesmo a turma do Palácio é que as eleições estão se aproximando e as perspectivas de melhora nos cenários interno e externo são bem remotas. A água já está batendo no queixo, esta é a sensação. Portanto, o que vamos continuar presenciando nos próximos meses é a dança macabra de gambiarras eleitoreiras que contrariam as leis da física, da economia e do bom senso.</p>
<p>Diante do beco sem saída em que o governo se meteu — na sua ânsia de resolver a impotência política de Bolsonaro —, resta-nos nos voltarmos para um antigo problema, cujos efeitos nocivos afetam o comportamento da nossa economia. Falo do nosso modelo de transporte, sabidamente inflacionário, que privilegia o rodoviário em detrimento do ferroviário e das hidrovias. Mas este é outro assunto, que não cabe discutir em momentos de desespero. Talvez o mais sensato agora seja mesmo insistir na instauração da CPI da Guerra da Ucrânia. Por ora, é lá que está a principal origem dos altos preços dos combustíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h2><span style="font-size: 16px;">Conheça </span><a style="font-size: 16px;" href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a><span style="font-size: 16px;">, uma obra de Roberto Gerin.</span></h2>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A bandeira esculhambada</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 12:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A BANDEIRA ESCULHAMBADA Estou caminhando por uma larga avenida (não é ficção, a avenida existe), olho para cima e vejo uma bandeira do Brasil presa à vidraça de uma janela residencial. A postura da bandeira é de tamanha fragilidade, que me dá a impressão de desespero. É como se ela se agarrasse ao vidro para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>A BANDEIRA ESCULHAMBADA</h1>
<p>Estou caminhando por uma larga avenida (não é ficção, a avenida existe), olho para cima e vejo uma bandeira do Brasil presa à vidraça de uma janela residencial. A postura da bandeira é de tamanha fragilidade, que me dá a impressão de desespero. É como se ela se agarrasse ao vidro para não despencar do sétimo andar (tive o capricho de contar os andares).</p>
<p>Sigo meu caminho, mas a imagem da bandeira rota, de cores desbotadas pelo sol, não me sai do pensamento. Pelo contrário: um incômodo incontornável toma conta do meu ser cidadão. Um pensamento mal me fustiga, a ponto de me fazer me sentir culpado.</p>
<p>Passei a achar a bandeira do meu pátrio país feia. Sim, feia! Me perdoem a blasfêmia.</p>
<blockquote>
<h2>Por que agora essa aversão à minha bandeira?</h2>
</blockquote>
<p>Vem-me à mente outras bandeiras nacionais espalhadas pelo mundo. Em particular, a bandeira da Argentina. Tão elegante, penso eu. Aquele azul empático, um azul retumbante, autossuficiente. As bandeiras europeias, todas comportadas, seguras de si, o bastião da desejada civilidade estampado nelas. Bandeiras que representam conceitos nobres!</p>
<p>Por que agora essa aversão à minha bandeira? Esse estranhamento?</p>
<p>Tento apagar da mente seu miolo ditatorial. Ordem e progresso! Por que a frase? Um vaticínio, à época? Ou uma aspiração de país grande sonhada por quem forjou a sentença? Penso em pesquisar de quem foi a fatídica ideia. Mas imediatamente me recuso a tal. Medo de descobrir alguma verdade secreta.</p>
<p>Verde com amarelo. Amarelo com azul. O azul socando o verde! Minha alma presa ao labirinto geométrico. A angústia gerada por significados inventados, que tento desvendar na letra do hino nacional. Hino tão ufanista quanto qualquer outro hino de país que queira ter sua própria identidade guerreira.</p>
<blockquote>
<h2>O que fizeram com a minha bandeira?</h2>
</blockquote>
<p>Mas o sentimento continua a me torturar. Por que minha bandeira tem que me parecer feia?</p>
<p>A bandeira esfarrapada, esculhambando-se numa janela solitária. Essa é a imagem.</p>
<p>Ainda cogito: quais foram as mãos imprudentes que a deixaram ali? Movidas por qual impulso cidadão? Por que não em todas as janelas; somente naquela? Bandeira silenciosa, ameaçadora. Furiosa, às vezes. Moribunda, enfeando a paisagem. Uma bandeira que não sinto ser minha, porque não está me traduzindo.</p>
<p>Sigo meu caminho, e uma pergunta insiste em me acompanhar: o que fizeram com a minha bandeira?</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h2><span style="font-size: 16px;">Conheça </span><a style="font-size: 16px;" href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a><span style="font-size: 16px;">, uma obra de Roberto Gerin.</span></h2>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A opinião e o fato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2022 12:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A OPINIÃO E O FATO Quem não adora sentar-se à mesa de um boteco, ou à mesa da cozinha de casa, ou nas redes sociais, e se pôr a emitir opiniões sobre isso, sobre aquilo? Repetindo ideias alheias, ou reforçando mantras que carregamos dentro de nós como se fossem nossa bíblia? A verdade é que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>A OPINIÃO E O FATO</strong></h1>
<p>Quem não adora sentar-se à mesa de um boteco, ou à mesa da cozinha de casa, ou nas redes sociais, e se pôr a emitir opiniões sobre isso, sobre aquilo? Repetindo ideias alheias, ou reforçando mantras que carregamos dentro de nós como se fossem nossa bíblia? A verdade é que gostamos de dar opinião. Faz parte do nosso dia a dia. Quando emitimos uma, nos sentimos ocupando o centro do mundo, não é isso que acontece? A ponto de admitirmos que basta a opinião, não o fato. Esse só existirá a partir do que pensarmos a respeito dele.</p>
<p>Mas, pergunta-se. O que fazer com o fato sobre o qual estamos dando nossa sincera opinião? Por exemplo: diante do que aconteceu com Genivaldo, o rapaz que teve morte por asfixia dentro de uma viatura da PRF — um fato presenciado por sinceras câmeras! —, o que temos a opinar a respeito?</p>
<p>Mais do que isso. O fato gerado pelo assassinato asfixiante de Genivaldo, cabe nele opinião?</p>
<p>Que opinião?</p>
<blockquote>
<h2>Os ouvidos calibram a moral de acordo com o que querem ouvir.</h2>
</blockquote>
<p>Ao colocar o fato sob o crivo do nosso pensamento e, quiçá, do nosso gosto pessoal, não estaríamos transformando esse fato em mais um coadjuvante da realidade?</p>
<p>As opiniões despersonalizam os fatos, tirando destes sua natureza moral e ética. Vira apenas um assunto.</p>
<p>O que nos resta então fazer diante de mais essa barbárie? Ou não é barbárie a morte de Genivaldo? (Meu Deus, estou dando opinião!)</p>
<p>Os ouvidos calibram a moral de acordo com o que querem ouvir. Portanto, a moral não estará representada pelos costumes civilizatórios construídos, por milênios, por meio de experiências humanas. Em tempos modernos, em que a sociedade perdeu o controle de si mesma, a moral não é mais mandamento. Ela se submeterá às circunstâncias urdidas nos botecos, nas cozinhas e nas redes sociais. E o fato Genivaldo será mais um de tantos outros que foram sequestrados pelas nossas opiniões. Perdemos de vista a tragédia — incensada por fartos lamentos e estéreis indignações —, tiramos dela o balizamento moral que rege as condutas humanas. Pena, porque a moral seria a única entidade capaz de dar à tragédia sua real dimensão.</p>
<p>Eis uma sugestão. Já que não sabemos como agir diante do fato, já que não sabemos dar ao fato seu justo julgamento, sopesando com a balança da justiça os papéis dos agentes nele envolvidos, sugiro evitarmos dar opinião, posto que, quanto mais opinião dermos, mais estaremos nos afastando da verdade. Quer dizer, do fato.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fome não é fake news</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Roberto Gerin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 12:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>FOME NÃO É FAKE NEWS A última pesquisa de intenção de votos feita pelo Datafolha revela um fato incontestável. A fome não é fake news. Ela existe. Está nos lares e nas ruas Brasil afora. Na geladeira vazia e nas portas dos supermercados. Não há retórica, não há malabarismo linguístico, não há mentira habilmente arquitetada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>FOME NÃO É <em>FAKE NEWS</em></strong></h1>
<p>A última pesquisa de intenção de votos feita pelo Datafolha revela um fato incontestável. A fome não é <em>fake news</em>. Ela existe. Está nos lares e nas ruas Brasil afora. Na geladeira vazia e nas portas dos supermercados. Não há retórica, não há malabarismo linguístico, não há mentira habilmente arquitetada que camufle essa realidade. Tampouco a pesquisa do Datafolha conseguiu disfarçá-la. Quem decidirá nas urnas será a frágil saúde econômica dos brasileiros, transformada, para estes, em desemprego e fome.</p>
<p>Buscar razões do fracasso na gestão das políticas econômicas seria um exercício de análise que não caberia nesse breve artigo.</p>
<p>É sabido que a crise econômica foi potencializada pela pandemia e, na sequência, pela Guerra da Ucrânia. No entanto, nos agarrarmos a esses dois vetores externos para justificar o descalabro econômico seria minimizar a incompetência do governo em colocar em prática suas confusas ideias macroeconômicas. A Esplanada, com seus ministérios municiados de receitas administrativas improvisadas, transformou-se em terra de ninguém.</p>
<blockquote>
<h2>Fazer motosseatas sem capacete parece ser sua régua moral, bem ao feitio de um comandante despreparado e desagregador.</h2>
</blockquote>
<p>Necessitamos, antes de tudo, de um governo munido de honestidade cívica, disposto a encarar a crise como um fenômeno que atinge todos os brasileiros. Espera-se do Presidente a acertada atitude de conclamar a sociedade, representada por seus setores organizados, a buscar caminhos para frear a inflação, o desemprego e a pobreza — três elementos virais de qualquer crise econômica. Entretanto, enclausurado na redoma da prepotência ideológica, e com os dois olhos avidamente voltados para a reeleição, o Presidente prefere enfiar a cabeça na lama da mentira a exercer seu papel de agente catalizador de soluções da crise. Fazer motosseatas sem capacete parece ser sua régua moral, bem ao feitio de um comandante despreparado e desagregador.</p>
<p>Como nos revela a pesquisa de intenção de votos, divulgada dia 26 de maio de 2022, o Presidente vem construindo para si seu cadafalso eleitoral. Resta-nos esperar as eleições para que o algoz das urnas baixe o cutelo sobre seu pescoço. Tudo indica, se nenhum milagre ocorrer — não existem milagres em gestão econômica —, que ninguém virá salvá-lo da degola. O milagre, se existisse, passaria pela competência em gerar fatos econômicos positivos e não na competência em produzir mentiras. <em>Fake news</em> podem enganar os devotos, mas não os que têm que viver com seus estômagos vazios. Que as urnas rejeitem a fome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3>Conheça <a href="https://escritorgerin.com.br/publicacoes/">O Voo da Pipa</a>, uma obra de Roberto Gerin.</h3>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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